Um justo tributo às mulheres. Particularmente àquelas que já enfrentaram batalhas contra o câncer de mama. Onde, felizmente, a maioria sai bravamente vencedora. Com a ajuda divina e - por que não dizer? - dos médicos. Exerço aqui meu papel, nessa louvável campanha conscientizadora, de chamar atenção sobre essa doença, que uma vez diagnosticada precocemente, tem altas chances de cura.

Sou médico na minha vida profissional, mas enófilo nesse espaço devotado aos prazeres gustativos da vida. Assim, pegando o mote do rosa, presto essa reverência por meio de uma bebida que imita a mulher, com sua cor bonita e seu cheiro suave: o vinho rosado.

Até pouco tempo menosprezado, considerado um produto de segunda qualidade pelos consumidores sofisticados, hoje ocupa seu merecido espaço. Mas cuidado leitor, tem uns exemplares por aí... Os bons, de cor róseo clara (ou salmão), secos, mas com nuances de frutas, com marcada mineralidade, um sabor “no meio do caminho” entre o branco e o tinto, são bem versáteis.

Acompanham bem muitos queijos, presuntos, peixes, frutos do mar, carnes e molhos leves... O rosé é um bom conciliador se, numa refeição a dois, alguém pede peixe e o outro filé, por exemplo. Diminui a chance de briga, né amigo? Refrescante, é ótimo para ser bebido como drinque, sobretudo em dias ensolarados, como os desse verão que se avizinha. O de maior reputação, de certa forma padrão ouro para os demais, é o rosé da Provence (França).

Diga-se, naquele país, este tipo de vinho é mais consumido que o branco. As castas predominantemente utilizadas são típicas da Provence: Grenache, Cinsault, Tibouren, Syrah, Mourvèdre e Carignan. Mas há hoje bons rosados em outras partes do mundo. Quase sempre de outras castas. Mas alerto outra vez, leitor, tem muita coisa ruim nesse mundo de meu Deus! Escolha criteriosamente. Como? Procure nos bons guias de vinho. Ou se você confiar e me permitir umas dicas... Lembro, os preços listados abaixo são apenas uma referência, podendo variar (safra, câmbio, etc). Ah, falando em safras, dê preferência a rosados jovens, com até dois anos de engarrafados.

A Casa dos Frios/LD Importadora tem o consagrado Domaines Ott (R$ 260) e seu “filhote” By.Ott (R$ 140), ambos da Provence. A Dom Vinhos oferece o Tremendus Honorio Rubio (R$ 65), da Rioja espanhola. A Lacomex aposta nos provençais l’Opale de la Presqu’Ille de Saint-Tropez (R$ 90) e Domaine de Pontfract (R$ 95). E oriundo das terras lusitanas, mas produzido pelos conterrâneos Paes Mendonça, a Ridouro nos traz o Maria Izabel rosé (R$ 70). Faltando dizer que o tom rosado, que tanto exprime o sexo feminino, tem feito sucesso também nos espumantes.

Aliás, sabe quem criou o primeiro champanhe rosé do mundo? Claro, tinha que ser ela, a viúva Clicquot. Nos idos de 1818! Apesar dessa longa história, até pouco tempo atrás era quase ausente das prateleiras. Hoje, pelo seu protagonismo, o espumante rosé costuma ter preço mais alto que o brut branco. Companheiro, é a mulher tomando conta do mundo. Nada contra, viu? Desde que não imitem a Dilma, que assim seja! Porém, sem jamais negligenciar seus exames preventivos de mama, tá certo? Para poderem continuar dizendo tim, tim, brinde à vida.

 

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