Carol Botelho
Carol BotelhoFoto: Cortesia

A arte polemiza e surpreende porque a vida tem que sair dos trilhos. “Temos a errônea ideia de que percorremos um caminho linear. Mas não é assim. A história da humanidade é cambaleante. Prova disso é que não há um só momento pacífico ao longo dos tempos”, disse Francisco Brennand, em entrevista à reporter que vos fala. “Nada mais desagradável do que ser um arauto da desgraça, mas é baseado nas informações que nos são dadas que vemos um futuro catastrófico”, acredita o artista pernambucano, para quem a preocupação com o meio ambiente é urgente, porém continua sendo ignorada, como a tragédia de Mariana, em Minas Gerais. “Coloco 22ºC aqui dentro do meu ateliê porque lá fora é muito quente. Daqui a cem anos Recife pode estar debaixo d’água e pode ser que não tenhamos alimento para todos. Os políticos não conseguem responder aos problemas porque são burros. Só pensam nas vantagens imediatas que podem receber. E isso não é privilégio da classe política brasileira. Acontece em qualquer parte do mundo”, lamenta o artista.

O início > “Meu pai colecionava porcelanas e mandou que eu fosse até a casa do restaurador Álvaro Amorim para ver como andava o processo de restauração. Encontrei-o em um sítio, de pijama, com um cigarro na boca, cheio de gatos em volta, e um cheiro de terebentina. Abri uma gaveta e encontrei fotos de mulheres nuas em um tempo em que não existiam revistas desse segmento. Fui educado em colégio interno. Quando encontrei esse mundo da liberdade, resolvi que queria ser pintor”, recorda Brennand.

Vem aí > Duas exposições entram em cartaz na semana que vem. No dia 30, a mostra “PaLarva - Poesia Visual e Sonora de Paulo Bruscky”, será inaugurada na Caixa Cultural. Já no dia 1º dezembro, Manoel Quitério apresenta “Inércia do Delírio”, na Torre Malakoff.

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