Britt Robertson torna trama mais palatável para adolescentes
Britt Robertson torna trama mais palatável para adolescentesFoto: Divulgação

Agora que “Girls” chegou ao fim, uma nova série entra na disputa ao posto de queridinha do público feminino. Assim como a criação de Lena Dunham, “Girlboss” transita entre a ficção e a realidade de uma garota em uma grande cidade, deseja conversar com um público mais jovem e não esconde sua vocação fashion. Os 13 episódios estão disponíveis a partir desta sexta-feira (21), na Netflix, e contam a história da empresária Sophia Amoruso, que, aos 22 anos, criou uma loja online de roupas usadas para pagar o aluguel e terminou à frente de um negócio milionário. 


“Não é uma reconstituição histórica, apenas cuidei de detalhes do guarda-roupa”, diz a executiva à reportagem. “A série segue um arco da minha carreira que foi difícil, mas é um mundo próprio, repleto de personagens que não são necessariamente baseados em amigos reais meus. Até minha mãe é diferente.”Amoruso talvez tente se distanciar de uma época em se jogava em caçambas de lixo para poder comer, roubava lojas em San Francisco e tratava as pessoas próximas da pior maneira possível - tudo relatado na sua autobiografia homônima, de 2014.
“Sophia é uma fonte incrível, e o programa é sobre sua jornada, não só sua carreira, mas seus relacionamentos e sua vida”, diz a produtora Kay Cannon (“New Girl”). “Não poderia fazer uma série sobre uma garota vendendo roupas no eBay. Precisei tomar liberdades criativas.”
A atriz Britt Robertson (“Tomorrowland”), que encarna Amoruso na ficção, não tem a ousadia exploratória de Dunham em “Girls”. Isso deixa “Girlboss” mais palatável para adolescentes, porém menos surpreendente.
“Procuro acumular o máximo de informações que posso, então deixo para trás e recrio a personagem. Busco entender Sophia e deixá-la fluir por mim”, explica Robertson, que acredita na longevidade da série. “Pode ser infinita. Sophia está viva.”

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