Registro de performances de Paulo Bruscky está entre os trabalhos dos pernambucanos
Registro de performances de Paulo Bruscky está entre os trabalhos dos pernambucanosFoto: Divulgação

 

Com mais de 750 obras, sendo 48 delas recém-adquiridas para o acervo, uma das instituições mais atuantes da cultura no País comemora três décadas de atividades, a partir de um conjunto de ações ao longo de 2017. Uma das mais marcantes delas é a exposição “Modos de Ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos”, que abre ao público a partir do dia 25 de maio, ocupando os 10 mil metros quadrados da Oca, um dos símbolos da arquitetura de São Paulo, que leva a assinatura de Oscar Niemeyer, no Parque do Ibirapuera.

A mostra, que tem curadoria de Paulo Herkenhoff, e co-curadoria de Thais Rivitti e Leno Veras, se propõe a ser tão monumental quanto a área em que está instalada, transferindo para o visitante o papel de sujeito crítico, capaz de criar novas leituras a partir das esculturas, pinturas, desenhos, fotografias, trabalhos de videoarte, reunidos em 20 núcleos temáticos.

Para fazer este recorte a partir das mais de 15 mil obras do acervo do Itaú Cultural, interessava mais a transversalidade de estilos artísticos do que uma sucessão deles, explica Herkenhoff. “O Itaú quer acertar, mas propõe o risco de experimentar. Não acredito em uma arte que só possa ser validada pelo mercado. O que a exposição traz são roteiros, para estimular as pessoas a organizar os seus próprios”, defende o curador, ao comentar que a mostra revela do barroco ao modernismo, passando pela arte geométrica e pop, o fotojornalismo, a arte afro-brasileira e a questão indígena.

Entre os pernambucanos que tiveram criações selecionadas para “Modos de Ver o Brasil”, estão Paulo Bruscky, Gilvan Samico, Montez Magno e Cícero Dias. Mas há também outras obras que dialogam com a história de Pernambuco e do Brasil, a partir de gravuras de Albert Eckhout e mapas sobre o período do Brasil Holandês. Aliás, foi a partir de “Povoado numa Planície Arborizada”, do pintor holandês Frans Post, que Olavo Setúbal, empresário fundador do banco Itaú, começou sua coleção de arte, em 1969.

“A arte não vai mudar o mundo, mas a maneira que pensamos sobre ele”, provoca Herkenhoff. A exposição, com entrada gratuita e uma equipe de 30 professores na monitoria para escolas e o público em geral, fica em cartaz até 13 de agosto. Ao lado das obras, textos que, mais do explicar, deixam pistas para o que está sendo visto fique ainda mais enriquecido em sentidos. Maneiras de interpretar um país reconhecendo sua diversidade de gêneros, regiões geográficas, diferenças e necessidade de quebra de preconceitos.

Eduardo Saron, gestor do Itaú Cultural, conta que também estão sendo feitas obras na Oca, para dar perenidade ao espaço, como o serviço de impermeabilização na parte externa, para evitar umidade, a readequação interna e implantação de sistema de alarmes. “É um projeto de construção de memória. E não há inovação sem conservação”, argumenta Saron.

A editora viajou a convite do Itaú Cultural

 

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