Daniel Medeiros
Daniel MedeirosFoto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

É uma técnica comum, no teatro contemporâneo, utilizar as memórias pessoais na construção dramatúrgica. Nesta semana, estão em cartaz no Recife dois espetáculos que lançam mão desse mesmo recurso. Em “Retratos de uma lembrança interrompida”, atores de 58 a 91 anos abordam a época da ditadura militar no Brasil, revivendo conflitos pessoais em meio à repressão. Com última sessão gratuita hoje, às 16h, no Teatro Hermilo Borba Filho, a peça é assinada Grupo Bela Idade, formado por alunos-atores idosos do Sesc Santa Rita. Um exercício de criação semelhante foi desenvolvido pelos integrantes da Bololô Cia. Cênica, do Rio Grande do Norte, em “Memórias de quintal”. A montagem é inspirada nas lembranças de infância dos três intérpretes envolvidos. Em curta temporada, o espetáculo pode ser visto amanhã e neste sábado, às 20h, no Edifício Texas, na Boa Vista. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Nos dois casos, o mais estimulante para o público é se deparar com personagens reais compartilhando emoções genuínas.

De malas prontas > Com o aval do Funcultura, a peça pernambucana “Senhora de engenho: entre a cruz e a Torá” cumpre temporada no Rio de Janeiro, neste mês de dezembro. Conta a história da judia Branca Dias, realiza sessões na Sede das Cias, na Lapa, no dia 06; e na Escola Municipal Menezes Vieira, no Alto da Boa Vista, no dia 07. A produção é assinada pela Companhia Popular de Teatro de Camaragibe.

Demonstração > Concluintes do curso de iniciação às artes circenses da Escola Pernambucana de Circo fazem apresentação pública hoje, às 19h30, na sede da instituição, na Macaxeira. Os alunos levam ao público o resultado de quatro meses de aulas voltadas para as técnicas de malabares e acrobacias aéreas.

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