“A Nossa Luta” (“When We Rise”) foi escrito e produzido por Dustin Lance Black, ganhador do Oscar por “Milk - A Voz da Igualdade” (2008)
“A Nossa Luta” (“When We Rise”) foi escrito e produzido por Dustin Lance Black, ganhador do Oscar por “Milk - A Voz da Igualdade” (2008)Foto: Divugalção

Para o roteirista e produtor Dustin Lance Black, ganhador do Oscar por “Milk - A Voz da Igualdade” (2008), a maneira mais eficaz de mudar a mentalidade das pessoas é contar uma boa história. Black, que cresceu no Texas numa família religiosa, conservadora e militar, diz que aprendeu desde cedo que discutir política e ciência não o levaria muito longe. Foi com esse sentimento que ele criou e escreveu a minissérie dramática “A Nossa Luta” (“When We Rise”), com sete episódios e oito horas de duração total, no qual narra a história de diferentes personagens durante 45 anos de luta do movimento gay nos EUA, desde os anos 1960.

O programa estreia nos EUA no dia 27 deste mês no canal aberto ABC e no Brasil em março, sem data definida, no canal a cabo Sony. “Escrevi pensando nos meus primos, tios e tias. Uma história emocional muda as pessoas porque atinge o coração. E este é o caminho da mente”, disse Black, em Los Angeles. “As histórias são focadas nos parentes desses personagens, nas pessoas que eles perdem, nas famílias improvisadas que precisam criar para sobreviver e, eventualmente, nas famílias que eles criam para si. Aprendi no sul a importância da família. É uma linguagem universal”, ressaltou.

Logo no início do primeiro episódio, o ativista gay Cleve Jones, personagem real e atuante até hoje na Califórnia, se lembra de como cresceu muito próximo de seus avós, no Arizona. Jones, que deu consultoria ao programa, é vivido por Guy Pearce nos dias de hoje e por Austin P. McKenzie quando jovem. “Como ator, estava interessado em observar Cleve, entender sua energia, sua tenacidade e seu tipo psicológico para ser essa pessoa que está sempre na batalha. Fiquei muito fascinado por ele, fomos jantar juntos antes das filmagens”, disse Pearce. Na San Francisco dos anos 1960, Cleve conhece Roma Guy (Mary-Louise Parker /Emily Skeggs), uma lésbica não assumida do movimento feminista de Boston.

Um terceiro personagem é Ken Jones (Michael K. Williams / Jonathan Majors), oficial negro e gay da Marinha. Eles encontram uma cidade pouco amigável, onde policiais, políticos e religiosos tentam se livrar dos gays a qualquer custo, com batidas em bares e prisões durante protestos pacíficos. Cleve e Roma funcionam como uma ponte entre os movimentos dos homens gays e das mulheres, até então nada cordiais, enquanto Ken enfrenta suas próprias dificuldades.

“Espero que essa minissérie passe a mensagem de como é necessário que os movimentos sociais trabalhem juntos”, disse Black. “Sempre digo quando falo aos grupos de LGBT que eles precisam parar de serem míopes e fechados e irem a protestos e trabalhar com outros movimentos. Sozinho, qualquer movimento pode ser derrotado. Juntos, somos poderosos”, destacou o roteirista e produtor.

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