Solange Paraíso
Solange ParaísoFoto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Há semanas iniciamos uma série de matérias com algumas dicas valiosas do Ministério da Saúde, convertidas em atitudes que os indivíduos, famílias e comunidades devem adotar para a prática alimentar saudável. Hoje abordaremos a 3ª atitude: Leia os rótulos das embalagens e procure identificar, principalmente, as quantidades de açúcar, sódio, gordura e fibras (*).
O consumo de alimentos processados e ultraprocessados vem aumentando, na medida em que a indústria de alimentos se desenvolve e o tempo livre das famílias é menor pelas crescentes demandas de tarefas fora do lar. A busca de praticidade desloca o interesse da elaboração das refeições compostas de comida de verdade para aquelas contendo preparações com produtos cuja lista de ingredientes é difícil até de pronunciar.

A legislação brasileira já dispõe de instrumentos normativos para o que devem conter os rótulos de alimentos, e o objetivo principal dessas diretrizes é padronizar os procedimentos para a proteção à saúde da população.

O sódio, as gorduras e os açúcares, se consumidos em excesso, levam a um maior risco para o surgimento ou complicações de alguns agravos como obesidade, doença arterial coronariana, hipertensão e diabetes; por isso, os consumidores devem observar estes itens com atenção - tanto as quantidades como os diversos tipos, no caso das gorduras e dos carboidratos ou açúcares. As fibras, ao contrário, são componentes benéficos à saúde e se encontram em abundância nos grãos, raízes, frutas e verduras, sobretudo em seu estado in natura. Porém, quando o alimento é processado perde boa parte das fibras.

A ideia de ter a tabela de composição nutricional nos rótulos de alimentos é orientar os consumidores, do ponto de vista prático, a escolher o produto com menor teor dos nutrientes cujo consumo em excesso leva a riscos, como foi dito antes, e, por outro lado, optar por alimentos mais ricos nas substâncias como fibras, proteínas, vitaminas, sais minerais, etc., desde que não haja uma contra indicação no consumo, como exemplificado com o sódio.

Mesmo que a maioria da população desconheça tecnicamente os detalhes da composição nutricional, aprender a ler e interpretar os rótulos dos alimentos traz empoderamento, uma vez que as informações desta natureza são obrigatórias e isso permite comparar vários produtos entre si, observando a semelhança no tamanho da porção.

A lista de ingredientes é tão importante quanto a tabela nutricional e evidencia quantas substâncias fazem parte do alimento ou produto alimentício, inclusive os aditivos químicos. Pela norma, inclusive, a ordem de citação dos ingredientes obedece ao critério decrescente; daí se vê, muitas vezes, um ingrediente não tão saudável em quantidade maior do que outros mais desejados, do ponto de vista nutricional.

Pela legislação em vigor, isentam-se os seguintes produtos da obrigatoriedade de exibir a composição nutricional: alimentos com embalagem cuja superfície for inferior a 100cm2, águas minerais e demais águas envasadas, bebidas alcoólicas, especiarias, vinagres, sal, café, alimentos preparados e embalados em restaurantes e estabelecimentos comerciais (ex: sobremesas), e produtos fracionados nos pontos de venda a varejo (queijos, presuntos) frutas, vegetais e carnes in natura.
(*) <http://portalsaude.saude.gov.br/dicas-de-saude/cinco-atitudes-que-facilitam-a-alimentacao-saudavel.html>

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