Queda na renda e serviço por streaming estão influenciando o resultado
Queda na renda e serviço por streaming estão influenciando o resultadoFoto: Divulgação

 

Quando as contas apertaram com a crise, o administrador Francisco Lomonaco logo cortou a televisão por assinatura. Porém, ao contrário de antes, não sentiu falta do serviço. Afinal, continuou vendo quase tudo no Netflix. E ele não foi o único. Cada vez mais brasileiros têm cancelado a TV paga, seja pela queda na renda ou pela preferência ao streaming. E o resultado disso é uma série de baques no setor. Só em novembro passado, 96 mil assinaturas foram canceladas no Brasil.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a base de TV paga do Brasil diminuiu 0,51% em novembro de 2016. Nos últimos 12 meses, a queda foi de 352,6 mil assinaturas. E, neste período, Pernambuco foi o Estado que apresentou o maior baque, com o cancelamento de 35.938 assinaturas. A redução foi de 8,9%, bem acima da média nacional de 1,83%.

Consultor de tendências do Porto Digital, Jacques Barcia reconhece que o serviço tende a perder espaço. “Com a proliferação do streaming, as pessoas têm consumido conteúdo de outras fontes. E, para os mais jovens, os conteúdos digitais são mais interessantes”, argumentou Barcia, lembrando que o ‘esgotamento’ do serviço foi acentuado pela crise. “As pessoas perceberam que podiam consumir séries e filmes pagando menos. E é pouco provável que elas voltem para a TV paga mesmo depois desta situação econômica”, acredita.

Exceção
Segundo a Anatel, a única empresa que obteve alta no número de clientes de TV paga em novembro foi a Oi. E a empresa diz que isto também é fruto da tecnologia. É que a Oi TV é vendida em um produto convergente junto com banda larga, telefone móvel e fixo. Outra empresa que está de olho nesta tendência é a HBO. O canal criou uma assinatura própria para que as pessoas possam ter acesso ao seu conteúdo sem a TV por assinatura.

 

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