A Chesf pretende investir em novos parques eólicos nos próximos anos
A Chesf pretende investir em novos parques eólicos nos próximos anosFoto: Divulgação/casa dos ventos

 

Nos próximos dois anos, a geração de energia por meio da força dos ventos vai ultrapassar a capacidade instalada de 10 mil Megawatts (MW) das hidrelétricas e ganhará ainda mais representatividade no Nordeste. Atualmente, 30% do consumo da Região já vem das usinas eólicas, que possuem capacidade de produção de 8 mil MW.

Na visão do presidente da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), José Carlos de Miranda Farias, com esse quadro instaurado, o setor elétrico diversificará ainda mais sua matriz energética. Atualmente, pouco mais de 60% da energia gerada no País ainda vem das hidrelétricas.

“O Brasil é admirado no mundo por sua capacidade múltipla de geração. Podemos dizer que a eólica, das energias renováveis, é a que tem grande capacidade de expansão por parte da iniciativa privada e pública. A Chesf vai investir em novos parques nos próximos anos”, assegurou Farias, frisando que a solar também deve acompanhar essa evolução, mesmo sendo umas das mais caras. “Estudos dizem que até 2020 o modelo de negócio para a fotovoltaica será mais competitivo”, destacou. Apesar de não ter projetos voltados para a cadeia renovável no gatilho em Pernambuco, a Chesf aposta no formato pelo restante do País. Até outubro deste ano, a Bahia receberá 60 MW fruto da instalação de uma usina eólica e 30 MW a partir da produção solar.

O avanço, acredita o presidente, trará mais estabilidade ao setor diante das adversidades climáticas. O Nordeste está em seu sexto ano consecutivo de seca, que repercute como a mais prolongada dos últimos 100 anos. Os efeitos desse quadro, além de atingir as atividades produtivas de regiões como o Agreste e o Sertão de Pernambuco, repercutem negativamente no desempenho das represas que abastecem a Região e, naturalmente, no custo dessa energia que chega para o consumidor final. Na falta de água, as usinas térmicas são acionadas. No entanto, a alternativa não é viável porque depende do diesel, que é caro.

Miranda Farias relembrou ainda que, mesmo após a sua saída, marcada para acontecer na próxima sexta-feira, o futuro presidente da Companhia, Sinval Zaidan Gama, continuará mobilizado em liberar recursos para retomar algumas obras importantes. “Precisaríamos de R$ 1,7 bilhão, e, para levantar essa quantia, movimentos de capitalização via Governo Federal e venda de ativos são as apostas para este ano”, explicou. A Chesf tem entre 90 e 100 obras paradas por falta de dinheiro.

O maior impasse para esse congelamento tem a ver com o bloqueio de R$ 500 milhões pela Justiça de Pernambuco, o que está inviabilizando a conclusão, sobretudo, das linhas de transmissão. Apesar do arrocho, R$ 1,3 bilhão foi investido em 22 novos empreendimentos. Ele descartou ainda que a ida de Gama tenha a ver com a privatização da subsidiária da Eletrobras. “O ministro (Fernando Filho) já abortou essa hipótese”, finalizou.

 

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