Crise não impediu grupo cearense de investir no seu projeto hoteleiro
Crise não impediu grupo cearense de investir no seu projeto hoteleiroFoto: Paullo Allmeida

 

Até março deste ano, Recife contará com mais um hotel voltado para o ramo de negócios. O Hotel Luzeiros Recife, erguido no Pina, próximo ao RioMar Shopping, está em fase final de implantação. Contará com 178 quartos, fruto de um investimento superior a R$ 30 milhões. A gestão será da empresa cearense Lusitânia Empreendimentos, que já opera hotéis em São Luís e Fortaleza. Para despontar, a rede aposta na recuperação econômica do País, nas perspectivas de novos investimentos no Estado e na retomada do turismo de negócios, que deve crescer 15% este ano, contra o resultado de 2016, segundo dados do Recife Convention & Visitors Bureau.

De acordo com o gerente geral do hotel, Carlos Maia, a inauguração está marcada para acontecer no formato soft opening, ou seja, de maneira gradativa. “Vamos gerar 80 empregos, entre diretos e indiretos, nessa primeira fase. Quando o negócio amadurecer, devemos contratar mais”, sentenciou, destacando que 70% dos funcionários estão em processo de contratação. Para os interessados, os currículos devem ser encaminhados ao endereço gerencia@luzeirosrecife.com.br. “Ainda estamos aceitando currículos de profissionais com experiência no ramo hoteleiro. Mas estamos finalizando”, alertou.

Questionado sobre o que faz um grupo lançar um empreendimento no meio de uma recessão econômica, Maia foi taxativo e disse ter esperança de que o mercado reaja. “Recife sempre foi considerado um polo de oportunidades para os negócios. Se trata de uma região estratégica para as grandes empresas que pretendem se instalar no Nordeste”, analisou. Por isso, e diante do quadro de retomada da confiança dos empresários, o gerente acredita que a ocupação deve chegar a 48% nos primeiros nove meses de operação. No ano seguinte, esse resultado deve oscilar entre 60% e 65%. “Imagine, isso numa situação desfavorável para a economia, não deixa de ser um bom número”, ponderou Maia.

Essa projeção vem a reboque do que foi o turismo de negócios em 2016, ano que sacrificou o mercado em todo o País. “Informações da Abear revelam que houve redução de 50% nas viagens de negócios, e isso, sem dúvida, respingou na atuação dos hotéis. Esperamos que este ano seja menos crítico”, pontuou o presidente do Recife Convention e da União Nacional dos CVBs e Entidades de Destinos (Unedestinos), Bruno Herbert.

 

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