Tendência entre os brasileiros é de cada vez mais substituir o desktop pelo  celular inteligente, que é usado para tudo
Tendência entre os brasileiros é de cada vez mais substituir o desktop pelo celular inteligente, que é usado para tudoFoto: Divulgação

Com 207,3 milhões de habitantes, o Brasil já tem 198 milhões de smartphones. E esse número deve alcançar 208 milhões em aproximadamente três meses, segundo o Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (GVcia). Isto é, para a fundação, haverá um smartphone para cada habitante brasileiro já em meados deste ano.

“Apesar da crise econômica, nós vendemos entre quatro e cinco milhões de smartphones por mês. Por isso, em alguns poucos meses, o número de celulares inteligentes vai se igualar ao total da população brasileira. Com isso, cada vez mais vamos usar o celular para tudo”, contou o professor Fernando Meirelles, que coordenou a Pesquisa Anual do Uso de Tecnologia da Informação (TI) nas Empresas na GVcia.

Ele admitiu que as vendas dos smartphones já foram maiores e caíram por conta da recessão, mas frisou que elas têm se mantido acima das de outros aparelhos. “Os smartphones ainda vendem muito. Já a venda de computadores despencou pela metade nos últimos três anos", falou o professor, contando que o total de desktops comercializados por ano no Brasil caiu de 24 milhões para 12 milhões desde 2014. 

“Antes, esse número dobrava a cada quatro anos, mas a partir de 2012 parou de crescer e nos últimos três anos despencou. As vendas caíram 15% em 2014, 35% em 2015 e 15% em 2016”, disse Meirelles. Ele ainda disse que, por isso, ao contrário do que acontece com os smartphones, o total de computadores só deve se igualar ao da população brasileira dentro de cinco anos. “No ano passado, a previsão era para 2020.

Agora, já é de 2020 a 2022”, afirmou, contando que hoje existem 166 milhões de computadores no País. Ou seja, 4 para cada 5 pessoas. O professor frisa, porém, que é errado dizer que não se vendem mais computadores.

“O consumo está se deslocando, o que não se vende é mais desktop”, repetiu, lembrando que muitos smartphones são considerados computadores. Por isso, desde 2002, a venda dos celulares inteligentes cresceu 74% no Brasil. Já a de notebooks e tablets teve incremento de 29%. “Isso é reflexo de uma ruptura forte no comportamento das pessoas, no uso dos dispositivos tecnológicos. Cada vez mais as pessoas usam os smartphones para fazer tudo e nós vamos ter que nos adaptar a isso, seja no âmbito doméstico, educacional ou empresarial”, declarou.

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