Larissa Cabral passou um ano planejando sua viagem para Malta, na Europa
Larissa Cabral passou um ano planejando sua viagem para Malta, na EuropaFoto: Paullo Allmeida

 

O ano mal começou e já tem gente separando as malas para uma viagem de intercâmbio nos próximos meses. O sonho de vivenciar a rotina de determinado idioma e, assim, incrementar o currículo, é meta que sai do papel de quem se planejou mesmo em tempos de incerteza financeira. Se na sua lista de projetos para 2017 aparecer um investimento como esse, saiba que a programação deve ser montada desde já e com alguns cuidados na preparação.
Para a diretora da JBV Soluções em Recursos Humanos, Vanci Magalhães, a expectativa é de aumento significativo nas buscas por essa experiência, “pois como estamos com crise econômica no Brasil, o que afeta diretamente a parte de empregabilidade, e os jovens estão buscando outros mercados”. Ainda segundo a executiva, as pessoas que op­tam pelo intercâmbio estarão vivenciando, além de culturas distintas, visões de mercado de trabalho diferentes do modelo brasileiro. “O jovem vem mais preparado e com experiência em novos horizontes. Mas em compensação, também podemos perder bons potenciais para o mercado exterior”, alerta.
O conselho de quem lida com orientação profissional é refletir sobre qual programa cai melhor com seu momento de vida, inclusive financeiro. Avaliar expectativas e definir metas de futuro, seja um estudante ou profissional formado, é tarefa de praxe antes de escolher o país de destino.
Quem avaliou todos os pontos foi a turismóloga Larissa Cabral, que em outubro viajará para Malta, na Europa. “A escolha se deu por conta da localização, com fácil deslocamento para outros países e, claro, a prática da língua ingle­sa”, diz ela, que viajará no período de um mês de férias do trabalho. “Claro que pen­sei na crise, mas ela é muito relativa. Sabia que de toda forma estaria investindo na minha profissão, assim que essa instabilidade acalmar”, completa.
Quem também levou em conta a valorização para o currículo, foi a jornalista Mariana Clarissa, que embarca em maio para Toronto, no Canadá, após meses retendo parte do salário pa­ra bancar os R$ 9 mil no seu pacote de viagem. “Serão dois meses por lá.

Pensei no curso de inglês, na hospedagem, no seguro viagem e até em refeições e transfer. No fim das contas, sei que será ótimo para o dia a dia como jornalista ao conseguir maior fluência na língua estrangeira”, detalha.

 

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