Denúncias de irregularidades na avaliação psicológica motivaram o MPPE a instaurar inquérito
Denúncias de irregularidades na avaliação psicológica motivaram o MPPE a instaurar inquéritoFoto: Hesíodo Góes/Arquivo Folha

 

O Ministério Público de Pernambuco recomendou à Secretaria de Defesa Social (SDS) e ao Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) a anulação da prova de avaliação psicológica do concurso público da Polícia Civil, e que seja apresentado novo cronograma. O pedido foi publicado na última sexta-feira, no Diário Oficial, sobre uma das fases regulamentada pelo edital nº 01/2016-SDS-PE, realizada no dia 23 de outubro do ano passado.

Baseado em denúncias feitas pelos próprios candidatos, que apontaram irregularidades como cadernos de exames já preenchidos com as respostas das questões na sala de avaliações, motivando a instauração do inquérito civil, o MPPE alega falta de segurança no processo, comprometendo a correta avaliação dos candidatos.

O concurso é para vagas e formação de cadastro de reserva nos cargos de agente, delegado e escrivão de polícia do Grupo Ocupacional Policial Civil, além do provimento de vagas e cadastro de reserva nos cargos de auxiliar de legista, auxiliar de perito, perito papiloscopista, médico legista e perito criminal do Grupo Ocupacional Policial Científica da SDS.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), Áureo Cisneiros, o concurso foi uma reivindicação de 2015 pela falta de efetivo e das delegacias fechadas. “É para lamentar que a empresa que fez o concurso não tenha tomado os cuidados necessários, porque o prejuízo é grande para a segurança pública de Pernambuco. Já estava até programado com o Governo do Estado desde novembro que ia chamar mil policiais civis entre delegados, agentes, peritos e auxiliares. Já tinha muita gente em novembro que, agora em maio, entrariam todos na academia”, comenta.

Na recomendação do MPPE, a 25ª promotora de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, com atuação na Defesa do patrimônio Público, Andréa Fernandes Nunes Padilha, citou que o Cebraspe se manifestou em ofício sobre o ocorrido e admitiu que verificou que, das 76 salas onde foram aplicados os testes da avaliação psicológica, houve o registro da ocorrência de cadernos riscados, marcados ou rasurados em seis salas. No entanto, procurada pela reportagem, a Cebaspre informou que ainda não foi notificada.

 

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