Hercília Galindo
Hercília GalindoFoto: Paullo Allmeida

Após se tornar alvo de ataques no mundo todo, com críticas ferrenhas sobre a publicação de notícias falsas que são propagadas pelos usuários como verdadeiras, o Facebook resolveu anunciar medidas para bloquear possíveis ondas de boataria. O assunto tomou corpo após a eleição dos EUA, quando críticos afirmaram que reportagens falsas tiveram influência na vitória de Donald Trump. A rede social diz que está fechando parcerias com os serviços de checagem da ABC, da Associated Press, do FactCheck, do Snopes e do PolitiFact para que chequem a veracidade das publicações sinalizadas (“flagged”) como notícia falsa pelos usuários. Mas nem se anime, os brasileiros ainda não contam com esta opção de denúncia. O desafio será grande, iniciativas de combate à propagação de mentiras é plausível, mas está numa linha muito tênue com a inutilidade. Afinal, a onda de boatarias precede as redes sociais. Além disso, o despreparo para leituras críticas é realidade para milhares de usuários. E me refiro ao mundo e ao nosso círculo mais próximo. Não vai ter exército de checagem que dê conta.

Facebook anunciou medidas para bloquear possíveis ondas de boataria

Algoritmos confusos
A onda de críticas sobre as notícias falsas chegou também ao Google, quando o jornal The Guardian mostrou que o site de supremacia branca Stormfront, operado por um grupo que diz que o genocídio de mais de seis milhões de judeus e outros na Segunda Guerra Mundial não aconteceu, aparecia como o primeiro resultado quando os usuários perguntaram: “O Holocausto aconteceu?”. Em nota, a gigante reconheceu ser difícil julgar corretamente quais páginas na web respondem melhor a uma pergunta. Mas afirmou que fez novos ajustes no seu algoritmo e que eles continuarão sendo aperfeiçoados sempre que necessário.

Espelho dos brasileiros? > Política e economia? Acredite, assuntos ligados a estas áreas não interessaram muito os usuários do sistema de busca mais popular no mundo. Lançado em agosto no Brasil, o jogo “Pokémon Go” foi o assunto mais buscado pelos brasileiros no Google em 2016. Na sequência dos TOP 10 vêm: Jogos Olímpicos Rio 2016, Big Brother Brasil, tabela do Brasileirão, Domingos Montagner, Eleições 2016, Enem, Sisu, iPhone 7 e Totalmente Demais, respectivamente.
SEQUESTROS > 2016 também foi o ano do chamado “vírus de resgate”, quando empresas sem a proteção correta de seus dados se tornam vulneráveis aos vírus que criptografam os dados do disco rígido e exigem pagamento para devolvê-los aos seus donos. O mais incrível é que metade das empresas sofre algum tipo de ataque e, segundo pesquisa da IBM com 600 executivos, que uma em cada sete chega a pagar mais de R$ 130 mil para resgatar seus arquivos.

GESTÃO ACADÊMICA > A Qualinfo, empresa especializada no desenvolvimento de softwares para gestão acadêmica, firmou parceria com a Procenge para o lançamento do Acadweb+. A solução, que é uma versão do Acadweb com novas funcionalidades, foi criada para atender uma demanda de instituições que necessitam de mais integração entre a gestão acadêmica e as áreas administrativo/financeira, contábil e fiscal. A expectativa da Qualinfo é de um crescimento de cerca de 30% na sua carteira de clientes em dois anos.

UBER > Quem acha que o Uber, com o sucesso que tem feito entre os usuários, está nadando em rios de dinheiro, está enganado. Pelo menos de acordo com a Reuters.O serviço de transportes americano, sediado em San Francisco, teve prejuízo de mais de US$ 800 milhões no terceiro trimestre. Os motivos seriam a guerra de preços com a rival Lyft nos Estados Unidos e os investimentos pesados em novas tecnologias. Entre as inovações em andamento estão os testes com carros sem motorista, já em andamento em Pittsburgh, nos EUA.

 

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