Hackers tomam posse de dados e exigem moeda virtual para devolvê-los. E isso independe de data ou de virada de ano
Hackers tomam posse de dados e exigem moeda virtual para devolvê-los. E isso independe de data ou de virada de anoFoto: Fotos Públicas

Os hackers nunca conseguiram tanta visibilidade quanto na última sexta-feira, quando um ataque gigante e coordenado atingiu mais de 150 países, incluindo o Brasil (o quinto mais afetado), tirando do ar os sistemas de diversas empresas e serviços públicos em todo o mundo. Bandidos usaram o "ransomware" WannaCry, que sequestra e bloqueia arquivos, usando de chantagem para devolver o acesso aos dados que são criptografados e se tornam inacessíveis para os seus donos. A pergunta é: qual a gravidade disso? O que ocorreu de verdade? Além da temática “ataque a dados”, um novo cenário se desenha, mostrando uma realidade bem mais grave e “palpável” que o antigo e temido “Bug do Milênio”. Quem lembra dele? Da promessa de uma pane geral em todas as máquinas com a chegada do ano 2000? Hoje, bandidos tomam posse de dados e exigem moeda virtual para devolvê-los. E isso independe de data ou de virada de ano. Elas (as moedas) não existem físicamente, só circulam na internet, têm cotação própria e podem ser convertidas em qualquer moeda do mundo. Funcionam como um crédito. Nesta semana pós-ataques, um Bitcoin (a moeda exigida no resgate dos dados roubados na última sexta) está custando, em média, U$ 1.800. Estima-se que os hackers faturaram mais de US$ 1 bilhão chantageando pessoas e empresas ao aproveitarem uma brecha de segurança do Windows através de tecnologia desenvolvida pela Agência de Inteligência Americana (NSA). Para se ter uma ideia da gravidade disso, só nos Estados Unidos, num dia comum, são realizados quatro mil ataques virtuais. O preço do resgate dos dados vai de US$ 50 mil a US$ 1 milhão. Estima-se que, por lá, 60% das empresas atingidas acabam fechando em até seis meses por não conseguirem arcar com os custos. A diferença da última sexta-feira é que o assunto ganhou corpo e visibilidade em massa.

Moeda virtual, ameaça concreta
O dinheiro que ganha status na internet começa a se tornar um desafio também para a polícia fora da área de investigações do mundo virtual. Na última semana, um caso inédito no mundo, ocorrido em Florianópolis (SC), acendeu o alerta. Uma mulher foi sequestrada e – acredite – teve o resgate estipulado em Z Cash e Monero (moedas digitais). Os sequestradores sequer sabiam o valor delas, muito menos que, naquele dia, um único Monero estava cotado em R$ 115 milhões. Mas apostaram na dificuldade de rastreamento que esse tipo de transação permite. Afinal, com um clique, o valor pode ser transferido para o outro lado do mundo. A polícia está preparada para esse tipo de investigação? Precisa correr, porque os bandidos estão tentando aprender.

Presença digital :
O especialista Bruno Diniz, da Maturi Comunicação, participará do bate-papo gratuito “Marketing Digital como estratégia para fugir da crise”, amanhã (18), às 9h, no auditório do Empresarial ITBC, no Bairro do Recife. Informações: (81) 3493-0040.

B2B : A Vivo Empresas lançou o plano de voz ilimitados para pequenas e médias empresas, para qualquer operadora, com franquia de dados que varia entre 1,5 GB a 40 GB e valores que vão de R$ 99,99 aR$ 237,99.

TROJAN :
A Easy Solutions alerta para o fortalecimento do trojan BankBot, que ataca dispositivos com Android. Ele pode enviar, ler e apagar SMS, silenciar sons e injetar conteúdo fraudulento em aplicativos bancários. A praga se propaga escondida em pacotes disponíveis nas lojas de aplicativos.

veja também

comentários

comece o dia bem informado: