Em entrevista na Redação da Folha, o vice-presidente de Notícias do Google, Richard Gingras, responsável pelas ações ligadas ao jornalismo, fala sobre o combate às notícias falsas em duas frentes: o descredenciamento de sites criados só para lucrar com a publicidade veiculada pelo Google e as parcerias com organizações jornalísticas e de checagem de informação. "Não somos os editores do mundo", diz ele, afirmando haver limites para a atuação do Google.

Ele é um dos palestrantes do evento Newsgeist, que o Google realiza até domingo (12) na Faap (Fundação Armando Alvares Penteado), em São Paulo. Um trocadilho de "news", notícia, com "zeitgeist", espírito do tempo, o Newsgeist surgiu nos EUA e reúne jornalistas profissionais, empreendedores e outros para discutir o futuro da indústria jornalística.

A empresa de tecnologia descreve o evento como "unconference", anticonferência, com uma estrutura que visa "o livre compartilhamento de novas ideias" e a abordagem de "questões urgentes e cruciais".

O Newsgeist segue a chamada Regra Chatham House, do tradicional "think tank" de política externa, que estabelece que "os participantes são livres para usar a informação recebida, mas nem a identidade nem a afiliação dos palestrantes podem ser reveladas".

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