José Neves Cabral
José Neves CabralFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

E Rithely disse à Nação Rubro-Negra que fica. Os fanáticos festejam com um amém. Aqui pra nós, como cronista e rubro-negro, não sou admirador de seu futebol. Sem desmerecê-lo, reconheço que é um jogador de talento razoável, faz uns golzinhos de vez em quando. Mas também erra muitos passes. Pensando em voz bem alta, acho que ele tem um dos melhores empresários do Brasil. Chegou ao Sport em 2011, se não me engano. Lembro da estreia. Marcou um gol no Asa de Arapiraca, em Alagoas. Depois sumiu. Futebol irregular. Levou um longo tempo pra se firmar como titular. Curiosamente, quando chegou o seu contrato foi assinado até 2014 - nenhum dos jogadores que chegaram à época teve compromisso tão longo. Veio por indicação de Hélio dos Anjos, que via nele um "prodígio".

Já são seis anos de Ilha do Retiro. Rithely ganhou a titularidade, mas não a idolatria da torcida. Diego Souza, que chegou depois, e Magrão, que já estava no clube antes, são bem maiores no coração dos torcedores. A Era Rithely no Sport também não é das mais prósperas. Apenas um título estadual, um rebaixamento à Série B e uma ascensão à Série A.

Não quero ser saudosista, mas não há como não lembrar de volantes melhores, como o atual treinador do time, Daniel Paulista, e seu contemporâneo, o veterano Sandro Goiano. Fora esses, Dinho e Luís Carlos Goiano, depois Leomar e Sidney, nos anos 90; Givanildo e Merica, nos anos 80. Não sei o valor que o Sport está investindo para manter Rithely, mas pela multa rescisória (especulava-se algo em torno de R$ 40 milhões antes da renovação) acho que ele está acima do valor do que rende em campo.

Pena que a diretoria de um clube vire refém de um jogador num momento como esse, quando se prepara para disputar um campeonato deficitário como o Pernambucano. A hora não é de investimentos altos, mas de contenção. Até porque teremos um Brasileiro começando daqui a quatro meses e, este sim, vai exigir que o Sport tenha um time de respeito para se manter na divisão principal. E, sinceramente, esse time nunca vai começar por Rithely. Ele vai ser sempre um coadjuvante na equipe, nunca um protagonista.

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