José Neves Cabral
José Neves CabralFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Os tricolores comemoram os 103 anos do Santa Cruz mergulhados em dúvidas. Será que vamos ganhar o Estadual? Será que vamos subir de novo para a Série A? Esse time vai dar liga?

A péssima campanha na Série A do ano passado abateu a autoestima dos torcedores e, financeiramente, teve pesados reflexos na armação do time que está começando a temporada.

Cortar custos é a palavra de ordem, no Arruda. As dívidas se avolumaram, as causas trabalhistas viraram bola de neve e corroem os cofres do clube, consumindo também o capital político de uma gestão que fez tudo para atenuar o problema.

O Santa Cruz é vítima de gestões calamitosas, um passado que se impõe como um presente inoportuno, comprometendo planejamento e estratégias mais ambiciosas de crescimento.

No entanto, temos de admitir, o Santa Cruz tem um patrimônio bem maior do que suas dívidas. E não é o gigante feito de pedra e cal que domina a paisagem da Avenida Beberibe. O Mundão do Arruda é um orgulho, sem dúvida.

Mas o maior patrimônio do Santa Cruz é a sua torcida, que nunca deu as costas ao clube nos momentos difíceis e sempre o retirou do sufoco, marcando presença em jogos decisivos.

Por essa torcida, o clube vai atravessar essas dificuldades e seguir em frente.

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