José Neves Cabral
José Neves CabralFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A chegada de André provoca suspiros na torcida rubro-negra. Goleador mais caro da história do Sport. Desta vez, ele chega com o prestígio de quem já mostrou serviço na Ilha do Retiro, em 2015. Naquele ano, aterrissou cabisbaixo no Recife. Estava encostado no Atlético Mineiro. Vinha em busca do horizonte perdido nas noitadas de BH. Era um talento à procura de uma camisa. Agora, é um talento conquistado pela ousadia da diretoria do Sport que pagou em euros para tê-lo ao lado de Diego Souza.

André trocou o Sport pelo Corinthians, onde não conseguiu se firmar como titular e acabou seguindo para o Sporting, de Portugal, outro time do qual ele não deverá sentir saudades. A torcida rubro-negra tem razão em depositar suas esperanças no gols nele. E a opção de voltar mostra que o atacante sabe o ambiente que o espera na Ilha. Terá a companhia de Durval, seu companheiro nos bons tempos do Santos e um dos avalistas de sua contratação há dois anos. E, principalmente, a parceria de Diego Souza, outro ídolo que apostou no Sport para se manter em evidência no futebol.

Antes, era raro ver jogadores como André e Diego Souza apostarem num clube do Nordeste. Mas a facilidade que a comunicação proporciona ajuda e muito este tipo de atitude. Um gol feito por aqui ecoa em instantes nos principais canais esportivos, a internet multiplica imagens em progressão geométrica. A convocação de DS87 para a Seleção Brasileira, recentemente, mostra que a barreira da distância do Sul-Sudeste há muito já foi quebrada. Dia desses, Diego Souza rejeitou proposta para jogar no Vasco, de Eurico Miranda. Preferiu ficar no Sport. Uma opção lógica até. Na Ilha, ele pode até ter um salário menor, mas sabe que receberá em dia. No clube da Cruz de Malta nem sempre é assim.

Vislumbra-se um Sport com um ataque mais forte este ano. No Brasileiro, isso será fundamental, mas convém lembrar que a defesa foi um dos setores mais falhos do time e, por pouco, não comprometeu a meta da permanência na Série A. Portanto, dirigentes rubro-negros, mãos à obra: é preciso reforçar a defesa.

Pelos números do Brasileiro, podemos dizer que o ataque não foi o grande problema do Sport na temporada passada. Na Série A, o Leão marcou 49 gols, sendo o sexto melhor, empatado com a Chapecoense. À sua frente, Palmeiras (62), Atlético/MG (61), Santos (59), Flamengo (52) e Vitória (51).

A defesa, sim, pode ser apontada como o calcanhar de aquiles dos rubro-negros. Sofreu 55 tentos, sendo a quarta pior da competição. As três primeiras em gols sofridos foram: Santa Cruz (69); América Mineiro (58), Chapecoense (56).

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