Santa Cruz bate o Náutico e sai em vantagem na disputa do terceiro lugar do Pernambucano
Santa Cruz bate o Náutico e sai em vantagem na disputa do terceiro lugar do PernambucanoFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A sorte e o azar são irmãs gêmeas. Univitelinas. Assim como a cara e a coroa de uma moeda. O que seria um infortúnio do Sport e uma vantagem para o Santa Cruz se inverteu. Maior estrela do Sport, Diego Souza machucou-se, saiu. A torcida tricolor pressentia a classificação ali, enquanto os rubro-negros lamentavam a desgraça. Everton Felipe entrou, ungido. Poucos minutos depois, estava abrindo o placar num lindo chute. São as variáveis insuperáveis que transformam o futebol no que é. O que seria o azar do Leão virou a sorte, e o jovem atacante, um talismã.

No segundo tempo, outra obra do acaso. Rithely pisou num jogador do Santa Cruz. Líder e principal organizador do sistema de marcação do Santa, Elicarlos entrou de gaiato na confusão e tomou o cartão vermelho, junto com o volante rubro-negro. As expulsões foram um bom negócio para o Sport. Para o Santa, nem tanto. A defesa ficou sem seu comandante, o homem que ocupava o espaço à frente da meia-lua da grande área, exatamente de onde André finalizou, aproveitando um rebote da defesa do Santa.

Assisti ao jogo pela tevê e as imagens da torcida tricolor desolada me fizeram recordar uma frase do mestre Armando Nogueira: “Tá vendo aquele arquibaldo ali? Ele vai ao estádio buscar as vitórias que a vida não lhe dá lá fora”.

Cabe, agora, ao Sport o papel de representante pernambucano na final do Nordestão diante de um Bahia forte, que fará a segunda partida na Fonte Nova, com todos os orixás a seu favor.

Do jogo em si, podemos dizer que foi disputado com os nervos à flor da pele. Tenso. De pouca técnica e muita entrega. O Sport sobreviveu à saída precoce de Ronaldo Alves. Henriquez deu conta do recado. E Magrão estava num daqueles dias de Magrão com defesas difíceis. Além dele, podemos destacar os protagonistas André e Everton Felipe. Do Santa, chama cada vez mais a atenção o futebol de Thomás. Armador hábil e incisivo, que carrega a bola com muita objetividade para o ataque.

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