Sport e Salgueiro
Sport e SalgueiroFoto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

O empate com o Salgueiro doeu na alma da torcida rubro-negra. A expectativa, natural até, era de um nocaute neste primeiro round da decisão do Estadual, na Ilha do Retiro. Um placar de 3x0 e pronto! O segundo jogo serviria apenas para o time comer uma boa carne de sol no Sertão Central, em 18 de junho. De sobremesa, um queijo de manteiga com goiabada. E uma volta feliz, com a taça à bordo. Atrás do ônibus, uma caravana de apaixonados buzinando. Uma ilusão.

Esse retorno descrito acima pode até acontecer, mas há um Carcará sedento por um título no meio do caminho. O símbolo do Salgueiro é esta conhecida ave de rapina sertaneja. E passou a tarde no campo rubro-negro agindo como tal. Arisca, à espreita de uma oportunidade para dar o bote. E a chance veio numa penalidade quando o árbitro já se preparava para encerrar o jogo. O gol de Jean nos acréscimos deixou os sertanejos mais animados, crentes de que o título é possível. E o Sport vai ter que se desdobrar para convencê-los do contrário na segunda partida.

Não sei ainda o horário do jogo. Se começar às quatro da tarde, o que é provável por causa do televisionamento, ponto para o Salgueiro. A temperatura no Cornélio de Barros estará beirando os 35 a 37 graus. É calos para matar até um leão de cansaço, como já ocorreu algumas vezes – o retrospecto do Sport nos últimos anos lá não é bom. Ou seja, as circunstâncias jogam a favor dos sertanejos.

Claro que o jogo também não é favas contadas. Mas o Sport vai ter que fazer lá bem mais do que vem fazendo até agora na temporada. A irregularidade é uma marca registrada desse time, que carece de um bom armador para tirar o peso das costas de Diego Souza ou, ao menos, dividir essa responsabilidade. Há quem diga que o tricolor Thomás está praticamente contratado, mas, se isto for verdade, ele não poderá jogar esta decisão, pois já atuou pelo Santa neste Estadual.

 

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