Arena Pernambuco
Arena PernambucoFoto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco

O trio de grandes clubes do Recife estreou no Brasileiro com gostos diferentes para cada torcida. O barato time tricolor surpreendeu o Criciúma, em Santa Catarina, e venceu de virada. Na Arena de Pernambuco vazia (punição ao clube), o Náutico ficou no 0x0 com América Mineiro, um placar até razoável para quem está  em situação de penúria, como o time alvirrubro. Claro que por ter o elenco  mais caro de Pernambuco, provavelmente do Nordeste, esperava-se mais do Sport em sua estreia com a Ponte Preta.

 Mas com um futebol pálido, como vem apresentando ultimamente, a derrota por 4x0, jogou um balde de água fria sobre o time, pois o saldo negativo de gols é um dos itens de desempate nos critérios de classificação. E começar com esse peso a mais só contribui para o desânimo.  Durante o jogo foi fácil observar que Ney Franco não consegue definir uma estratégia para cada confronto, explorando as falhas ou tentando inibir as virtudes dos adversários. Desta forma, o previsível time rubro-negro acaba sendo presa fácil para a marcação do inimigo. E a crise técnica tende se agrava com a ausência de Diego Souza, por contusão. 

O mau começo na Série A do Brasileiro nos parece o princípio de uma temporada tenebrosa para o único representante de Pernambuco na elite do futebol nacional. Está disputando cinco competições simultâneas e não consegue sobressair (leia-se: jogar bom futebol) em nenhuma. Vejamos: no Estadual, está decidindo o título com o Salgueiro e fará a segunda partida na casa do rival, no Sertão, após deixar a vitória escapar, na Ilha do Retiro. O empate teve gosto de vitória para os sertanejos, acostumados a vencer o Leão em seu reduto; no Nordestão, vai iniciar a disputa do título com o Bahia nesta quarta-feira, 17, e fará a segunda partida na Fonte Nova. Pelo futebol e pelo retrospecto diante dos baianos, não temos como ser otimistas; Na Sul-Americana, conseguiu avançar, muito mais por causa dos milagres de Magrão do que pelo futebol apresentado diante do Danúbio; E, por fim, na Copa do Brasil, está em desvantagem na disputa com o Botafogo/RJ, para o qual perdeu por 3x1 na ida, no Rio de Janeiro. 

O saldo que fica desses fiascos que o Sport vem colhendo neste primeiro semestre é da falta de capacidade da diretoria do clube para enxergar os problemas do time. A defesa é caótica faz tempo e carece de reforços que venham para resolver. O meio de campo não consegue organizar jogadas e é extremamente dependente de Diego Souza. O ataque é eficaz quando a bola chega, mas ela nem sempre chega.

veja também

comentários

comece o dia bem informado: