Ivan Brondi substituiu Marcos Freitas, que pediu dispensa do cargo no ano passado
Ivan Brondi substituiu Marcos Freitas, que pediu dispensa do cargo no ano passadoFoto: Divulgação

Ivan Brondi tem uma história dentro do Náutico que todo o Conselho Deliberativo somado não dá nem a metade. Ele aceitou ser vice de Marcos Freitas num gesto de desprendimento que só os grandes têm, pois só pelo nome, sim, seria cabeça de chapa inquestionável. Eis que meses depois de eleito o presidente teve problemas de saúde, foi obrigado a afastar-se do cargo. Ivan, então, assumiu. E vem tocando o barco com o equilíbrio que sempre demonstrou em sua trajetória no clube, como atleta e colaborador.

O fato de o Náutico atravessar mais uma fase difícil - uma crise, registre-se, que o atual presidente não tem culpa, pois já encontrou o clube assim - faz surgirem os gênios do Conselho Deliberativo a pregar a antecipação de um pleito que o estatuto do clube prevê para dezembro. Sem traumas. Numa entidade politicamente sadia, o presidente executivo conduz o processo eleitoral e indica aquele que deseja ter como sucessor. Mas não é o caso do Náutico, neste momento. Além da crise financeira que Ivan, heroicamente, tem enfrentado para levar o clube adiante, ele agora tem que lidar com um Conselho Deliberativo ansioso, afobado, desesperado para lhe tomar o poder das mãos. Uma manobra açodada e intempestiva.

Para fazer o quê? Esta é a pergunta. Há em vista um contrato milionário que vai ajudar o clube a sair do buraco? Não. Há alguém com a liderança inquestionável que possa assumir o comando? Até agora, não temos conhecimento. Por que, então, tanta pressa? De onde vem essa sede de mudança que, em vez de fortalecer, só está enfraquecendo a instituição politicamente, rachando-a em grupos, tendências, enfim, nada que possa agregar e unir a comunidade alvirrubra em torno de um objetivo.

Neste momento, o Náutico precisa das ideias do Conselho, do tempo disponível dos seus membros para colaborar com o presidente em suas ações de saneamento, na resolução da questão salarial do quadro de funcionários e dos profissionais do futebol, dos débitos trabalhistas, da reforma dos Aflitos. O movimento para antecipar eleição só vai acirrar ânimos e potencializar arestas. Nada além disso. Que tal esse grupo consultar alvirrubros comedidos como um Sebastião Orlando, um Gustavo Krause ou André Campos? Neste momento, o Náutico não precisa de quem deflagre uma guerra política.

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