Ângelo Jordão é torcedor do Náutico há 63 anos e não esconde a alegria com o bom momento
Ângelo Jordão é torcedor do Náutico há 63 anos e não esconde a alegria com o bom momentoFoto: Arthur de Souza

 

Entre os ditados que podem ser aplicados ao futebol, há um mais antigo e comumente usado no cotidiano: “depois da tempestade vem a bonança”. O primeiro trimestre da temporada alvirrubra já pode ser considerado uma montanha russa, saindo de um turbulento momento sob a tutela de Dado Cavalcanti, com direito a confusão nos bastidores e discussão com atletas, até a estabilidade de Milton Cruz, que levou o Timbu à segunda vitória consecutiva em clássicos, feito que não se repetia desde a Série B de 2015.
Diante do primeiro momento positivo do ano, a torcida renovou as esperanças e criou novas expectativas para o time. Frequentador da histórica sede social do clube, na Avenida Rosa e Silva, o aposentado Ângelo Jordão, 63 anos, enxerga uma evolução no futebol apresentado e ressalta os valores criados no CT Wilson Campos. “Tá melhorando aos poucos. Deu para sentir que está entrosando agora. Agora, o melhor mesmo são os pratas da casa; os meninos estão dando conta do recado. Erick, Manoel, David, Cal Rodrigues... estou gostando muito deles, dá pra ver que estão ajudando bastante”, disse.

Mas, mesmo de fôlego renovado para torcer, Ângelo é cauteloso e admite a necessidade de reforços. “Dá para ser campeão pernambucano. Se o time tiver raça e continuar evoluindo, dá sim. Mas eu prefiro esperar, conheço o Náutico. Queremos muito voltar a ser campeões, e com esse grupo é possível, mesmo assim precisamos de contratações. Marco Antônio e Anselmo, por exemplo,são bons jogadores, mas já estão com idade avançada. Aí que entra esses garotos da base, fazem a diferença mas precisam de ajuda”.

Entre os mais novos, o espírito também está renovado por conta da boa sequência. O estudante Pedro Nunes, 19 anos, reconheceu trabalho feito no início do ano, citou a necessidade de caras novas na equipe e traçou um objetivo. “Foi criada uma base. Dado (Cavalcanti) conseguiu contratar bem com o baixo orçamento, mas não teve sucesso pra implementar o seu jogo. Com Milton Cruz o estilo é parecido, mas ele parece ter o elenco na mão e faz a equipe evoluir. Vencer esses dois clássicos dá muita confiança. Tomara que Milton possa trazer contratações pontuais para melhorar ainda mais o jogo. Precisamos do acesso no final do ano para nos consolidar, não dá para deixar escapar”, comentou.

A palavra “evolução”, inclusive, foi muito repetida por torcedores e torcedoras. Estudante de direito, Manu Galvão, 21 anos, faz uma comparação positiva para destacar o crescimento da equipe. “É fácil perceber que a confiança aumentou se compararmos o último jogo, contra o Santa, e a estreia de Milton diante do Campinense. Há uma melhor leitura de jogo e uma consciência coletiva, visando o resultado imediato. E claro, toda a torcida espera um bom aproveitamento e uma manutenção dessa boa fase”, afirmou.
Mais importante do que continuar o bom momento é ter o apoio do torcedor, e mesmo apresentando pontos que precisam ser aprimorados dentro de campo, o Náutico parece ter conquistado a confiança das arquibancadas para o início de 2017.

 

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