R$ 120 milhões foram injetados na economia local, criando 60 mil empregos temporários
R$ 120 milhões foram injetados na economia local, criando 60 mil empregos temporáriosFoto: Arthur de Souza

 

O Carnaval de Olinda deste ano teve meio milhão de visitantes a menos do que a folia de Momo de 2016. Os números foram apresentados pela prefeitura do município que revelou que apenas 2,3 milhões de pessoas curtiram as ladeiras da Cidade Patrimônio ante os 2,8 milhões do ano passado.

A gestão responsabilizou a crise econômica e os “boatos de insegurança” para o déficit de turistas, que ainda preencheram 97% da rede hoteleira. Ainda de acordo com a prefeitura, R$ 120 milhões foram injetados na economia local, criando 60 mil empregos temporários, diretos e indiretos. Uma pesquisa divulgada pela gestão afirma também que 63% dos foliões avaliaram como positiva a estrutura dos eventos.
Apesar da redução de público, a gestão comemorou o resultado dos dias de folia. “O sucesso é graças ao engajamento de todas as secretarias, à bondade do povo e à cobertura da imprensa. Foi um carnaval que ficou para a história”, disse o secretário de Cultura, Gilberto Sobral.

A maioria dos foliões foi do Estado mesmo, um milhão e duzentos e oitenta e oito participantes. Para eles e os que vieram de fora, uma estrutura que custou R$ 9 milhões foi montada, sendo apenas 30% do município e o restante advindo de patrocínio da iniciativa privada e dos governos Estadual e Federal.
No que se refere aos serviços de saúde, a prefeitura informou que 760 atendimentos clínicos foram realizados em adultos e mais 250 em crianças, em unidades como a Policlínica Barros Barreto e o Hospital do Tricentenário. A Secretaria de Saúde distribuiu 446,8 mil preservativos e submeteu 389 pessoas a testes rápidos de HIV, tendo duas confirmações para o vírus da aids.

A prefeitura informou também que 1,3 mil ambulantes se cadastraram para trabalhar nas ladeiras do Sítio Histórico e que 15 mil garrafas de vidro foram trocadas por recipientes de plástico. A vigilância sanitária efetuou 670 inspeções e a central de achados e perdidos recebeu 1.629 itens, que podem ser devolvidos aos respectivos donos.
No resultado do primeiro grande evento sob sua responsabilidade, o prefeito Professor Lupércio comemorou. “Disseram que íamos acabar com o carnaval, mas fizemos e foi um sucesso. Pegamos a prefeitura faltando pouco mais de um mês para o evento. Mas, no meio do ano, já vamos começar a organizar o Carnaval de 2018”, anunciou.
Durante a coletiva, a prefeitura apresentou também uma pesquisa que apontou que 34% dos foliões avaliaram como ótimo a folia olindense. Segundo os dados, 29% avaliaram como bom e 15%, como regular. Outros 8% entenderam como ruim e 14% como péssima a estrutura oferecida. A pesquisa ouviu 500 pessoas entre os dias 24 e 28 de fevereiro.

 

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