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FunaseFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Após uma rebelião que deixou um interno morto na noite do último domingo (19), familiares buscam informações, na manhã desta segunda-feira (20), sobre os adolescentes que são ressocializados no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. O clima na frente da unidade é de desespero.

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Algumas mãe se queixam que não recebem nenhuma informação dos filhos. Elas afirmam que não foram avisadas pelo serviço social do Case. "Tudo que sabemos é pela imprensa. É um absurdo. Eles não dão informação nenhuma. Perguntei como meu filho estava e me disseram que depois eu ficaria sabendo. Isso não existe. É meu filho. Eu quero saber dele", comentou uma mãe, que preferiu não se identificar.

Outra mãe disse que ficou sabendo, quando chegou ao Case, que o filho foi transferido para o Recife. "Só sei isso. Não me passaram mais detalhes", comentou a mãe de um interno. Outra mãe informou que percebeu que, durante a visita da última sexta-feira (17), o filho dela estava muito nervoso. "Eu acho que eles já imaginavam que isso ia acontecer a qualquer momento. Meu filho estava nervoso e me pedia para eu ir embora. Os funcionários sabiam que isso ia acontecer", comentou a mãe, que denunciou a situação da unidade da Funase. "A situação aqui é horrível. Eles dizem que não tem comida e que passam frio. Nem medicamento direito tem. Tem menino aí com sarna e com outros problemas de saúde", comentou a mulher.

Por meio de nota, a Funase informou, no entanto, que o clima no Case é de tranquilidade. A instituição informou que abriu sindicância para apurar as causas e possíveis responsabilidades da rebelião. "Uma equipe de técnicos da Diretoria Geral da Política de Atendimento e da Assessoria Técnica de Unidades de Internação segue à unidade para dar todo o suporte técnico e administrativo", diz trecho da nota.

Ainda segundo a Funase, o motim foi controlado com a chegada do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Não houve nenhuma fuga. Ao todo, dez adolescentes envolvidos diretamente na morte do socioeducando de 17 anos foram identificados por meio das imagens das câmeras de circuito interno da unidade e encaminhados ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa.

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