Raimundo Carrero batizou biblioteca da ETE de Camaragibe e se surpreendeu com bagagem cultural dos alunos
Raimundo Carrero batizou biblioteca da ETE de Camaragibe e se surpreendeu com bagagem cultural dos alunosFoto: Ademar Filho/SEE

 

Um dos pontos mais marcantes da identidade de Pernambuco é a sua cultura. Somos um estado conhecido pela diversidade de manifestações artísticas, com uma forte tradição e produção cultural nas mais diversas linguagens. Hoje em dia, quem acompanha as atividades da rede estadual de ensino público percebe que esse traço tão marcante do povo pernambucano também está presente nas atividades do dia a dia das escolas e dos alunos.
Os alunos do Ensino Médio contam com a disciplina Artes, que engloba as dimensões teatro, dança, artes visuais e música, que são exploradas como qualquer assunto das demais matérias, com diversas atividades pedagógicas ao longo do ano. Mas também é forte a quantidade de iniciativas, como festivais, concursos, saraus e mostras realizadas por cada escola, ao longo do ano, já que há a liberdade para que os gestores e professores de cada unidade propiciem uma vivência das manifestações culturais aos alunos da rede.

“O planejamento do trabalho nas dimensões do componente curricular Artes já traz diversas atividades pedagógicas relacionadas a essas linguagens. Esse planejamento é feito pelo professor. Mas, também, a gestão escolar tem autonomia de propor outras atividades e oportunidades aos estudantes”, confirma a secretária-executiva estadual de Desenvolvimento da Educação, Ana Selva. “Os documentos curriculares do Estado também incentivam a participação dos estudantes em atividades como visitas a museus, feiras, cinema, teatro, excursões, entre outras, possibilitando a ampliação do conhecimento. Além disso, estimulamos a produção artística dos estudantes, sendo algo fundamental para a construção do conhecimento”, complementa.

A valorização das manifestações artísticas como uma ferramenta pedagógica está atrelada à filosofia de ensino adotada pela rede estadual, que busca a formação do jovem, do aluno, não apenas visando ao aspecto profissional. O objetivo das escolas públicas estaduais, que adotam o currículo interdimensional, é formar o indivíduo em sua totalidade, através de suas experiências educativas, culturais, sociais, artísticas e esportivas. “O trabalho com arte na escola é fundamental. A linguagem artística é bastante incentivada dentro da rede estadual, articulada com outras linguagens, exatamente para poder fortalecer não só a nossa identidade cultural, mas também a relação com o mundo e a expressão dos seus sentimentos, suas relações, seus sentimentos e suas vivências” , explica Ana Selva.

Esse trabalho começa com a atenção que é dada às manifestações culturais durante as formações aos professores da rede. E não apenas para o Ensino Médio. No começo do mês, professores e gestores de todas as Gerências Regionais de Educação (GRE) participaram de mais uma edição do Projeto de Formação Continuada Cinema e Literatura. Coordenado pela Gerência de Políticas Educacionais dos Anos Finais do Ensino Fundamental (GEPAF), o projeto exibiu para os profissionais da rede o filme

“Viajo porque preciso, volto porque te amo”, de Marcelo Gomes e Karin Ainouz. Após a exibição, foi realizado um debate sobre a importância de trabalhar e inserir o cinema nas escolas, baseado na Lei 13.006, que obriga a exibição de filmes nacionais nas unidades de ensino de todo o país. “Na nossa formação nós apresentamos as inúmeras possibilidades que a escola pode trabalhar essas obras audiovisuais, respeitando o cinema como arte”, explicou Maria do Carmo Cintra, professora técnica da GEPAF.

É comum que alguns dos principais nomes da nossa cultura participem de atividades na rede estadual de ensino público. Um exemplo é o escritor Raimundo Carrero, que, no início do mês, participou de uma cerimônia com os alunos da Escola Técnica Estadual (ETE) Alcides do Nascimento Lins, em Camaragibe. Carrero foi homenageado pela rede e cedeu seu nome para a biblioteca da unidade de ensino. Ele assistiu a apresentações de peças baseadas em suas obras e conversou com os estudantes sobre literatura e a cultura em geral. E se mostrou surpreso com a qualidade do que viu.

“Fiquei meio receoso quando disseram que iam trabalhar alguns livros meus nas peças, pois a complexidade de alguns deles é muito grande. Mas estou muito feliz com o resultado e bastante orgulhoso. Obrigado por darem vida às minhas palavras”, disse Carrero, aos alunos, no auditório da ETE.

 

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