Presidente eleito dos EUA, Donald Trump
Presidente eleito dos EUA, Donald TrumpFoto: Nicholas Kamm/AFP

Na entrevista coletiva do presidente-eleito dos EUA, Donald Trump, o republicano deu detalhes de como vai se distanciar do comando de suas empresas, que serão geridas por dois de seus filhos, Eric e Donald Jr.

"Espero que daqui a alguns anos eu possa dizer: 'vejam só, vocês fizeram um bom trabalho'. Caso contrário, terei de dizer para eles: 'vocês estão demitidos'", disse o republicano, reproduzindo o bordão que utilizava quando apresentava o programa de TV "O Aprendiz".

A advogada dele, Sheri Dillon, detalhou as medidas que serão adotadas pelo presidente eleito.

Segundo a advogada, o presidente eleito vai transferir o comando de suas empresas para um truste comandado por seus filhos. Ele já havia prometido, em novembro, abandonar a liderança de seus negócios.

De acordo com Dillon, "nenhum novo negócio no exterior será feito durante a presidência" do republicano, que rejeitará presentes dados por governos estrangeiros. Possíveis lucros de sua rede hoteleira oriundos de governos estrangeiros serão "doados ao Tesouro americano".

A advogada afirmou que Trump não desinvestirá de seus negócios. "Não se deve esperar que [Trump] destrua a empresa que ele construiu", afirmou.

Desafetos do presidente eleito têm afirmado que os negócios de Trump podem gerar conflitos de interesse com a política externa de sua gestão. Fora dos EUA, o empresário tem ao menos 150 companhias em 25 países, segundo a emissora CNN.

Seus negócios variam desde campos de golfe a marcas de vestuário, passando por cassinos e hotéis que levam seu nome.

Segundo a revista "Forbes", Trump é dono de estimados US$ 3,7 bilhões (quase R$ 12 bilhões), fortuna que supera a soma patrimonial de seus 43 antecessores.

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