Deputado conversou com a presidente do órgão
Deputado conversou com a presidente do órgãoFoto: Divulgação

O deputado federal Fernando Monteiro (PP) reuniu-se, nesta terça-feira (17), em Brasília, com a presidente da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Kênia Marcelino, e tratou, no encontro, da liberação de emenda de sua autoria, no valor de R$ 1 milhão, para a abertura de aguadas e limpeza de poços em municípios da região. A reunião ocorreu na sede da entidade, que é ligada ao Ministério da Integração Nacional.

"Essa questão é fundamental para o desenvolvimento do Vale do São Francisco. Nosso esforço em Brasília tem sido no sentido garantir o acesso de todos à água. Reuni-me com a presidente da Codevasf para viabilizar esse investimento tão importante para a região. Recebi dela uma sinalização positiva", destacou Fernando Monteiro.

Nesta quinta-feira (19), o deputado retorna a Pernambuco para a posse do vice-governador Raul Henry (PMDB) na Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico. Já na próxima semana, Fernando Monteiro fará um giro pelo interior visitando suas bases.

Isaltino acertou com Paulo o retorno à Alepe, onde assumirá a liderança do Governo
Isaltino acertou com Paulo o retorno à Alepe, onde assumirá a liderança do GovernoFoto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco

Carol Brito

Da Folha de Pernambuco 

O governador Paulo Câmara (PSB) acertou, ontem, a saída de Isaltino Nascimento da Secretaria de Desenvolvimento Social para assumir a liderança do Governo na Assembleia Legislativa. A tendência é que o atual líder da bancada governista Waldemar Borges (PSB) vá para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Quem responderá interinamento a Secretaria de Desenvolvimento Social será o adjunto Bruno Coelho.

O novo líder se reunirá amanhã com o presidente da Alepe, Guilherme Uchoa (PDT), e o primeiro-secretário, Diogo Moraes. O objetivo é traçar uma estratégia de defesa do Governo na Casa e articular a ocupação de espaços nas comissões.

"Vamos ouvir todos os deputados, inclusive, os da oposição. A partir deste ano e com a preparação para 2018, o governador sentiu que precisava reorganizar a liderança do Governo e vamos montar uma estratégia e articular isso com os deputados da nossa bancada", afirmou Isaltino Nascimento.

Balanço 

Waldemar Borges foi líder do Governo na Alepe por seis anos, período em que os Governos Eduardo Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara tiveram todos os seus projetos aprovados. A aliados, Borges afirma que nenhum assunto deixou de ser debatido na Alepe nesse período e nenhuma ataque consistente ao Governo ficou sem resposta.

Desde agosto que Borges vinha defendendo com o governador Paulo Câmara um rodízio na liderança do Governo. Afirmava ser importante fazer esse movimento até para engajar ainda mais os deputados da base.

Silvio Costa Filho é líder da bancada de Oposição da Alepe
Silvio Costa Filho é líder da bancada de Oposição da AlepeFoto: Rinaldo Marques/Divulgação

A bancada de Oposição da Assembleia Legislativa do Estado afirmou que o número de homicídios em Pernambuco cresceu 30% desde o início da gestão Paulo Câmara. Segundo o colegiado, no ano passado, foram registrados no Estado 4.458 assassinatos até o dia 30 de dezembro, o pior resultado desde 2008, quando foram notificados 4.528 casos.

“Desde 2008 e 2009 não eram registrados mais de 4 mil mortes no Estado, o que infelizmente voltou a acontecer em 2016 por causa da falta de comando do Governo”, avaliou o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Oposição

A Bancada vem chamando a atenção, desde 2015, para a necessidade de rediscutir o Pacto pela Vida.

“Em 2016 tivemos os piores meses desde a criação do Pacto pela Vida, com o registro de 449 mortes em outubro e 454 em dezembro, o que reforça a necessidade de a questão ser tratada como prioridade de Estado. Nos últimos dois anos foram cometidos 8.349 assassinatos em Pernambuco, números que atestam a falência do Pacto”, destacou o parlamentar.

Silvio lembra, inclusive, que os parlamentares da Oposição estão à disposição do Governo e da presidência da Alepe, caso seja necessário votar o projeto para policiais e bombeiros militares antes da volta do recesso.

“Valorizar os agentes de segurança e envolver toda a sociedade no combate à violência é uma das condições para o resgate do Pacto pela Vida”, afirmou.

De acordo com o grupo, além dos homicídios, os índices de criminalidade aumentam também em outras áreas. Em 2016 foram cometidos 1.916 assaltos a ônibus, segundo o Sindicato dos Rodoviários do Estado; e até o mês de novembro foram registradas 13 assaltos a bancos, cinco sequestros, 28 explosões e 13 arrombamentos de agências bancárias, além de 128 explosões de caixas eletrônicos e cinco ataques a carros-fortes.

“Infelizmente, quando contabilizamos também o número de roubos de carros, violência contra a mulher, entre outros tipos de crime, a população do Estado fica cada vez mais acuada, com medo de sair às ruas por causa do clima de insegurança”, lamentou o deputado.

“Nas próximas semanas devemos agendar uma visita ao novo procurador-geral de Justiça do Estado, Francisco Barros, para discutir como reduzir a criminalidade no Estado, e na volta do recesso parlamentar vamos agendar uma audiência pública para fazer um amplo debate com a sociedade sobre o tema”, reforçou Costa Filho.

Decreto
DecretoFoto: Divulgação/Diário Oficial

O prefeito da Ilha de Itamaracá, Tato (PSB), decretou situação de emergência nas áreas de educação, infraestrutura, serviços públicos, assistência social e no sistema municipal de saúde. A determinação foi publicada na edição desta terça-feira (17) do Diário Oficial do Estado de Pernambuco. O decreto tem validade de 60 dias, podendo ser prorrogado por igual período. A determinação entra em vigor na data de publicação.

De acordo com o decreto, o prefeito determina que todas as secretarias colaborem com o sistema de saúde enviando servidores, autoriza a "imediata e urgentemente" a contratação por meio de "contrato por excepcional interesse público" de profissionais para prover as necessidades de secretarias e órgãos municipais.

Também autoriza a aquisição de insumos médico-odontológicos e alimentação para prover as necessidades do Hospital Municipal e dos PSFs, por meio de processo de licença de licitação. A medida é justificada "tendo em vista que a demora na aquisição dos insumos poderá possibilitar o agravo a saúde pública dos munícipes".

Entre as medidas anunciadas está também a autorização da reforma das escolas municipais, em especial as da Zona Rural; e a suspensão dos pagamentos de todas as gratificações, diárias, ajudas de custo e suplementações de carga horária, concedidas pela antiga gestão.

Segundo a determinação, "durante a vigência do estado de emergência, serão realizados os devidos processos de licitação, bem como analisadas as dispensas e inexibilidade, para as compras e serviços futuros".

Por meio de nota da sua equipe, Elias Gomes rebateu as críticas de Anderson Ferreira
Por meio de nota da sua equipe, Elias Gomes rebateu as críticas de Anderson FerreiraFoto: Arquivo/Folha

Horas depois de o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR), anunciar que há um rombo de R$ 84 milhões no município, a gestão anterior divulgou nota em que afirma que Ferreira está criando “factoides para esconder a inoperância”, e que o povo quer ação e não “blá, blá, blá dos que miram a politicagem em lugar do trabalho”.

Afirmando que o atual gestor está fazendo o relançamento da velha política, a nota fala que a ação do prefeito é “desprovida de razão”, pois não existe no País uma prefeitura com dívida zero.

“Ao contrário da imagem que o atual gestor quer passar, ele não recebeu a Prefeitura de Jaboatão como terra arrasada. Ele está recebendo uma prefeitura organizada, planejada e com ferramentas de gestão que nenhuma outra em Pernambuco dispõe. A rigor, o que ficou para ser pago na prefeitura não se constitui em uma dívida propriamente dita, mas restos a pagar previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, a qual foi cumprida integralmente pela gestão do ex-prefeito Elias Gomes”, diz o texto.

Acrescentam que Anderson Ferreira, ao agir desta forma, “demonstra ou desconhecimento do que é finanças públicas, ou ignora a Lei de Responsabilidade Fiscal - que, apesar da forte crise que que assola o País, conseguimos cumprir -, ou age de má fé com intuito mesquinho de desconstruir reputações, ignorando o legado que deixamos”.

Acrescenta que o ex-prefeito Elias Gomes, ao repassar o cargo, também deixou “mais de R$ 100 milhões em convênios contratados com os ministérios”. “Não podemos esquecer de frisar que R$ 29.985.537,67 foram deixados em caixa para o atual gestor referentes a convênios”, diz a nota, em que consta também que “nenhuma folha salarial atrasada foi deixada para a atual gestão”.

Veja a íntegra da nota:

O atual prefeito de Jaboatão está sem norte e, ao invés de dizer a que veio, está na defensiva procurando criar factoides para esconder sua inoperância, de quem há quase vinte dias não apresentou nada novo a não ser o relançamento da velha política. Esta iniciativa do gestor é desprovida de qualquer razão, até porque não existe no País nenhuma prefeitura com dívida zero. A dívida citada é referente ao andamento de ações que não podem parar com a troca do comando da administração, a exemplo da construção de escolas, reforma de Unidades de Saúde da Família (USF), pavimentação e manutenção das ruas, entre outros.

Ao contrário da imagem que o atual gestor quer passar, ele não recebeu a Prefeitura de Jaboatão como terra arrasada. Ele está recebendo uma prefeitura organizada, planejada e com ferramentas de gestão que nenhuma outra em Pernambuco dispõe. A rigor, o que ficou para ser pago na prefeitura não se constitui em uma dívida propriamente dita, mas restos a pagar previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, a qual foi cumprida integralmente pela gestão do ex-prefeito Elias Gomes. Além disso, o sistema de arrecadação da cidade não parou, inclusive, em 2016, o governo do prefeito Elias Gomes arrecadou R$ 91 milhões a mais do que em 2015, o que representa um incremento de 4,5%. Portanto, o que falta à atual gestão é começar verdadeiramente a trabalhar e colocar a gestão para funcionar.

O senhor prefeito, quando assim procede, demonstra ou desconhecimento do que é finanças públicas, ou ignora a Lei de Responsabilidade Fiscal - que, apesar da forte crise que que assola o País, conseguimos cumprir -, ou age de má fé com intuito mesquinho de desconstruir reputações, ignorando o legado que deixamos, o qual foi reconhecido por órgãos de controle como o Tribunal de Contas do Estado, TCU e outros órgãos federais com os quais mantivemos convênios, com os quais executamos e prestamos contas rigorosamente, mantendo sempre o município em dia com suas certidões, tirando a cidade da condição de "ficha suja, que ostentava no passado, para um município ficha limpa”.

A reputação do município é bem vista até em organismos internacionais de avaliação e crédito como são os casos da Delta Ranking, que avaliou os 100 maiores municípios brasileiros nas áreas de Planejamento, Gestão e Finanças e nos concedeu nota máxima. Dentre eles, também, a Caixa de Fomento da América Latina (CAF) que mediante a nossa excelente capacidade de endividamento, está concedendo ao município um empréstimo de US$ 52 milhões, o que corresponde a algo em torno de R$ 250 milhões para realizar obras com projetos já elaborados e aprovados em diversas áreas do município como a pavimentação de ruas e construção do parque linear da orla. Se o município estivesse falido, teria o Tesouro Nacional avalizado a contratação desse financiamento internacional?

Além disso, o ex-prefeito Elias Gomes ao repassar o cargo também deixou mais de R$ 100 milhões em convênios contratados com os ministérios. E não podemos esquecer de frisar que R$ 29.985.537,67 foram deixados em caixa para o atual gestor referentes a convênios.

Ao término da gestão do prefeito Elias Gomes, nenhuma folha salarial atrasada foi deixada para a atual gestão. Folha, essa, que estava dentro do limite constitucional previsto, com 47% de comprometimento. Ainda sobre pagamentos dos servidores, é importante ressaltar que o governo Elias pagou o adiantamento das férias dos professores, os quais desfrutam neste mês de janeiro.

Este, sim, é o outro lado verdadeiro e real da moeda!

O senhor atual prefeito, que não tem projeto nem para iniciar quanto menos para tocar a cidade, parece-nos como quem fala uma coisa e pratica outra. Se o endividamento fosse relevante e tivéssemos sido incapazes na gestão financeira, como se justifica que ele tenha convidado e tenha mantido 100% dos integrantes da Secretaria Executiva da Fazenda? Das duas uma: ou a equipe acertou e as finanças estão equilibradas, e neste caso ele está passando ao largo da verdade, para não dizer mentindo, ou ele está fazendo gestão temerária ao nomear uma equipe que levou o município à dívida que ele tanto reclama e, neste caso, agindo com total irresponsabilidade e sendo inconsequente.

Finalmente, entendemos que o povo de Jaboatão espera do seu prefeito eleito que ele cuide de administrar, que desmonte o palanque e arregace as mangas para retribuir os votos recebidos, pois, o que a população quer é ação e não o blá blá blá dos que miram a politicagem em lugar do trabalho. 

Assessoria do ex-prefeito Elias Gomes

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Por Luciano Siqueira*

Sinceridade é indispensável em tudo - na vida e na política, sobretudo - embora aí nem sempre aconteça.

A palavra e o gesto, mais do que artifícios de marketing, dão conta da credibilidade do político.

Do governante, então, alvo da atenção e da cobrança diárias, talvez mais ainda.
Tenha o detentor de mandato a coragem de enfrentar a crítica e até o combate frontal, duro, sectário, mas não minta. Nem tergiverse. Nem faça pirotecnia. Arrisque a incompreensão, mas não se apequene em gestos artificiosos, que soam a demagogia.

Em 2008, quando cogitado para a disputa da prefeitura do Recife, a imprensa queria porque queria saber exatamente a hora em que eu subiria o Morro da Conceição, no dia da Santa.

- Já fui muitas vezes ao Morro, nunca no Dia de Nossa da Conceição, esclareci. Agora que sou pré-candidato a prefeito não me cabe o gesto, seria artificial.

- Mas o senhor vai perder visibilidade e votos, insistia uma jovem repórter.
Perderia se me incorporasse à romaria, em atitude meramente eleitoreira. Preferi respeitar a religiosidade do povo e manter minha conduta contumaz.

Vejo agora nos jornais que prefeitos recém-empossados se desdobram em gestos “de impactos” destinados a passarem uma impressão de que são honestos e trabalhadores (sic).

Teve prefeito que foi à posse de ônibus ou de bicicleta. O de São Paulo se vestiu de gari e se juntou aos trabalhadores encarregados da limpeza das ruas. Mais de um almoçou em restaurante popular. E assim por diante.

Já houve prefeito, tempos atrás, que arrancou a porta do gabinete para sinalizar que a partir de então o povo teria acesso livre e imediato.

Que esses gestos correspondam à realidade, tudo bem. Mas não creio que os que foram à posse de ônibus ou de bicicleta farão o mesmo para trabalhar diariamente; nem que o tucano paulista voltará regularmente às ruas de vassoura em punho e macacão da limpeza urbana; nem os que foram ao restaurante popular repetirão o gesto costumeiramente, assim como o que aboliu a porta do gabinete na verdade passou a despachar noutra dependência da prefeitura!

Credibilidade e empatia com a população há de ser fruto de atitudes responsáveis, consequentes e sinceras, praticadas continuadamente e em sintonia com o perfil, o discurso e a prática do político.

Arraes quase não sorria, entretanto estabeleceu uma liga extraordinária com o povo, que o acompanhou até a morte. Isto pelas políticas públicas que desenvolveu, sempre atentas aos interesses fundamentais da população. A empatia veio como corolário.

Já Collor explodiu em popularidade ao se apresentar como "caçador de marajás", mas depois desceu à vala comum e hoje não passa de um bisonho senador da República, muito longe da admiração e do afeto das multidões.

Também na relação do governante (e de líderes políticos em geral) com o povo, a prática é o critério de verdade. O que é falso se dissolve com o tempo.

* Luciano Siqueira é vice-prefeito do Recife e escreve todas as terças-feiras no Blog da Folha.
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Geraldo Julio conversa com grupo no Compaz
Geraldo Julio conversa com grupo no CompazFoto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Durante agenda no Compaz Eduardo Campos, que fica no Alto Santa Terezinha, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), foi cobrado por moradores da região a entrega da Upinha do Alto do Pascoal.

De acordo com eles, as obras no local não foram concluídas e estão paralisadas há algumas semanas. Além da entrega da Upinha, o grupo ainda relatou que a região sofre com tráfico de drogas.

O prefeito foi chamado a atenção na hora em que posava para foto com autoridades do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Depois do registro, o gestor se dirigiu à população para conversar.

Geraldo Julio participou, na manhã desta terça-feira (17), da inauguração da Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem no Compaz Governador Eduardo Campos. O ato contou com a presença do presidente do TJPE, Leopoldo Raposo.

Com informações de Gabriel Dias, da Folha de Pernambuco.

Prefeito de Jaboatão dos Guararapes convocou a imprensa
Prefeito de Jaboatão dos Guararapes convocou a imprensaFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Prefeito de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, Anderson Ferreira (PR) divulgou para a imprensa, na manhã desta terça-feira (17), a situação financeira da Administração. Segundo os dados apresentados pelo gestor em coletiva, o valor total de restos a pagar do Executivo é equivalente a R$ 84.248.660,49.

Esse montante, segundo explicou Ferreira, é o resultado da soma dos restos a pagar da Prefeitura desde 2012 mais os encargos sociais de 2016, que somam R$ 11.068.661,06. O problema, de acordo com o prefeito, é que o saldo bancário da receita corresponde a R$ 4.162.862,52, que é referente a verba da repatriação, disponibilizada no ano passado.

Os dados apresentados pelo gestor também apontam que, do resto a pagar do exercício de 2016, as áreas de Saúde, Educação e Infraestrutura, juntas, equivalem a R$ 32.291.905,07, ou 59% do resto a pagar exclusivo de 2016.

Na coletiva, realizada em seu gabinete, Anderson Ferreira, que esteve acompanhado de secretários municipais, afirmou que os números apresentados se tratam de um levantamento inicial e que os valores podem aumentar.

A apresentação dos números também foi marcada por críticas ao ex-prefeito do município, Elias Gomes (PSDB), que governou Jaboatão por dois mandatos.

"Quando fizemos o levantamento, não tinha nada a ver com o que a equipe de transição nos passou. Não fiquei espantado, pois na campanha tudo o que se falava pela comunicação não correspondia à realidade. Agora, vamos ter que usar a criatividade e a experiência que conseguimos no mandato de deputado federal", declarou Ferreira.

Para tentar organizar as contas da casa, Anderson Ferreira afirmou que pretende chamar os fornecedores da Prefeitura para tentar renegociar as dívidas.

Com informações de Tauan Saturnino, da Folha de Pernambuco.

Membros do PRTB
Membros do PRTBFoto: Divulgação PRTB

De olho em 2018, o PRTB de Pernambuco traçou sua estratégia para eleger os primeiros deputados federais do partido e vai apostar na chapinha competitiva. As ações foram definidas durante reunião da executiva estadual da sigla, na última segunda-feira (16). Também ficou decidido que o vereador do Recife Alcides Teixeira, recém-eleito, será o puxador de votos da chapa.

A chapa, segundo o partido, contará com a participação de diversos nomes que tiveram um bom desempenho pela legenda no pleito da Capital. A pretensão do PRTB é eleger dois parlamentares no Congresso.

Pernambuco
Para a Assembleia Legislativa, o partido aposta no primeiro-secretário da Casa, Marco Aurélio Medeiros.

"O PRTB mostrou muita competência e organização para, primeiro, convocar quadros competitivos e comprometidos com a nossa Cidade e o nosso Estado, e, depois, em fechar uma estratégia eleitoral acertada que resultou na eleição de três vereadores no Recife. Repetiremos esse modelo, contando com companheiros determinados e aguerridos para isso", destacou Medeiros. O PRTB ainda elegeu, no Recife, o vereador Hélio da Guabiraba.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa, que causam enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação aos princípios da administração pública, com pedido de liminar de bloqueio de bens e valores da ex-prefeita de Tracunhaém Maria das Graças Lapa; do ex-secretário municipal de Finanças, Luís Coutinho; da ex-tesoureira municipal, Adneide dos Santos; dos ex-membros da Comissão Permanente de Licitação (CPL) Miriam Barbosa, Maria da Conceição dos Santos, Manoel Valério da Silva. Também entra na lista a Saraiva Advogados Associados, bem como o seu representante legal, André Luiz Pinheiro Saraiva. A iniciativa foi tomada após representação feita pelo Ministério Público de Contas (MPCO), com base em auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A partir de auditoria especial realizada pelo TCE na Prefeitura de Tracunhaém, do exercício financeiro de 2012, foram observadas falhas na contratação de serviços advocatícios e de consultoria fiscal, bem como pagamentos efetuados sem a comprovação da prestação do serviço e em data anterior à celebração do contrato, por inexigibilidade de licitação, também indevida.

Prefeita de Tracunhaém à época dos fatos, em comunhão de esforços e unidade de desígnios, com Luís Dantas Coutinho, Adneide dos Santos, realizaram e autorizaram pagamentos indevidos sem prestação de serviço e contrato subjacente. Já Miriam Barbosa do Nascimento, Maria da Conceição dos Santos e Manoel Valério da Silva, membros da CPL de Tracunhaém, eram os responsáveis pelo procedimento licitatório que resultou na contratação ilegal de serviços técnicos de advocacia através do processo de inexigibilidade 02/2012, em benefício indevido da empresa Saraiva Advogados Associados, a causar enriquecimento ilícito desta no valor de R$ 23.413,11.

O MPPE ingressou com a ação de improbidade administrativa e solicitou o bloqueio de bens e valores da ex-prefeita, do ex-secretário e da ex-tesoureira até o montante suficiente para ressarcimento da quantia reclamada, cujo valor total é de R$ 23.413,11, de forma solidária. Nesse mesmo valor total, o Ministério Público requer também o bloqueio dos bens e valores da empresa Saraiva Advogados Associados e de seu representante legal André Luiz Pinheiro Saraiva. Aos ex-membros da CPL, de forma solidária, o bloqueio de bens e valores no valor total de R$ 8.156,82.

Além de ajuizar a ação de improbidade administrativa, o MPPE denunciou todos para dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas na Lei 8.666/93 (conforme artigo 89 da Lei 8.666/93), possibilitando o desvio de recursos públicos em proveito alheio (artigo 1, inciso I, do decreto lei 201/67); bem como do concurso material (artigo 69, do CPB).

Segundo o MPPE, a hipótese de sistema criminoso de desvios de recursos públicos envolvendo prefeitos, com a participação de integrantes de CPLs funciona da seguinte maneira: ao contratar um escritório para resgatar um crédito junto ao INSS relativo ao valor de contribuições previdenciárias incidentes sobre o subsídio dos que exercem mandatos eletivos no período de 1° de fevereiro de 1998 a 18 de setembro de 2004, uma vez que a alínea 'h' do inciso I do artigo 12 da Lei 8.212/91 foi declarada inconstitucional pelo STF, o município celebra o contrato através de inexigibilidade de licitação, paga antecipadamente o serviço no percentual de 20 a 15% (a título de honorários advocatícios) sobre tudo que seria compensado, antes mesmo da operação ter sido considerada regular pela Receita Federal.

Ao ter sua operação de compensação não homologada, considerada irregular e passível de devolução, o município é obrigado a recolher o valor indevidamente compensado, acrescido de juros e multas. Na prática, o município tem que devolver os valores compensados indevidamente e mais 150% sobre esse total a título de multa, além do pagamento dos honorários advocatícios recebidos antecipadamente.

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