Prefeito de Olinda, Professor Lupércio joga capoeira no Alto da Sé
Prefeito de Olinda, Professor Lupércio joga capoeira no Alto da SéFoto: Reprodução de vídeo

Se o antigo gestor de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB) era acusado de não gostar de rua, o mesmo não se pode dizer do atual prefeito, Professor Lupércio.

Neste sábado (20), ele foi ao Alto da Sé, na parte histórica da Cidade Patrimônio da Humanidade, receber a comitiva de embaixadores do União Europeia, que visitava o município. Antes da chegada dos visitantes, no entanto, foi convocado por um grupo de jogadores de capoeira e decidiu, literalmente, entrar na roda.

Lutador de caratê até o início da campanha eleitoral, Professor mostrou bom gingado, chegando a plantar “bananeira”. Ele também recebeu uma placa dos jogadores.

Veja o vídeo:


Presidente Michel Temer
Presidente Michel TemerFoto: José Cruz/ABr

Márcio Didier
Editor do Blog da Folha 

Pela segunda vez em três dias, o presidente Michel Temer se pronunciou nesta sábado (20) sobre as gravações feitas por um dos donos do frigorífico JBS Joesley Batista. Abandonou a defesa e partiu para o ataque. O peemedebista tentou desconstruir o empresário e a gravação feita por ele, além de anunciar que pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do inquérito que corre contra ele.

Foi a estratégia possível de ser feita diante da avalanche de acusações, mas que pode sair pela culatra diante da falta de respostas a algumas delas.

A principal delas é o fato de dizer que o empresário é um “falastrão”, por isso não acreditou quando ele disse que “comprou” juízes e procurador da República, essa última, inclusive, se confirmou. O procurador Ângelo Goulart Villela foi preso na última quinta-feira (18) pela Polícia Federal.

Como presidente da República, Michel Temer não podia simplesmente pressupor que o empresário estava blefando por ser um “falastrão”. No mínimo, teria que ter interrompido o diálogo logo ali, para não cometer o crime de prevaricação. Ter dito, ‘olha, o que o senhor tá dizendo é muito grave’. Ou algo assim. E no mesmo instante mandar investigar. Mas não houve nada disso. Um presidente da República não pode agir por suposições, por achismos.

Outro ponto quase não tocado tem relação à pessoa que indicou para tratar de assuntos da JBS – o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), classificado como “pessoa de confiança” nas gravações –, filmado recebendo dinheiro da JBS. Foi superficial. Também há as outras denúncias de doação de campanha, que não foram comentadas.

Enfim, ao presidente Michel Temer restava isso. Desqualificar o empresário Joesley Batista, “que está passeando em Nova York, enquanto o Brasil passa por problemas” e as gravações "manipuladas, feitas com objetivos subterrâneos" – “há mais de 50 edições", disse, cintando a jornal Folha de S. Paulo”.

E denunciar práticas de crimes contra a economia, ao especular com a compra de dólares e no mercado de ações. Essas denúncias estão sendo apuradas e, caso comprovadas, podem levar à perda dos benefícios da delação premiada feita pelo empresário e seu irmão, Wesley.

Temer tentou capturar a indignação popular contra um corruptor confesso para conquistar o mínimo de apoio e, assim, continuar a governar o País. Resta saber se a indignação contra Joesley será maior e mais forte do que a impopularidade do presidente Michel Temer, que em um ano de gestão só fez crescer, chegando a 9% de aprovação. Isso sem as denúncias de Joesley.

Geraldo Julio, prefeito do Recife
Geraldo Julio, prefeito do RecifeFoto: Flávio Japa/Folha de Pernambuco

Após a divulgação da delação do diretor de Relações Institucionais da Holding J&F, Ricardo Saud, o prefeito do Recife e secretário-geral do PSB, Geraldo Julio afirmou, nesta quinta-feira (19), por meio de nota, que "nunca tratou de recursos ilegais com essa empresa ou com qualquer outra".

No texto, o prefeito acrescenta que o documento divulgado pela Justiça registra que as doações feitas a campanha nacional do PSB não foram por troca de favores.

Confira, abaixo, a íntegra da nota:

Diante da menção ao seu nome por um dos delatores da JBS, divulgada hoje pela imprensa, o Prefeito Geraldo Julio repudia veementemente as acusações e esclarece que nunca tratou de recursos ilegais com essa empresa ou com qualquer outra. O próprio documento divulgado pela justiça registra que as doações feitas à campanha nacional do PSB não foram por troca de favores. Todas as doações recebidas pelo partido foram legais.

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Governador Paulo Câmara
Governador Paulo CâmaraFoto: Arthur Motta/Folha de Pernambuco

O governador Paulo Câmara (PSB) divulgou nota em que condena a “exploração política” do depoimento do diretor de Relações Institucionais da Holding J&F Ricardo Saud, que ele diz não corresponder à verdade.

“Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores. Tenho uma vida dedicada ao serviço público. Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário”, diz o governador, na nota.

O texto acrescenta que no documento que sintetiza a delação, “o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB Nacional "não houve negociação nem promessa de ato de ofício".

“Significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios. Desta forma, é completamente descabido o uso de expressões como ‘propina’ ou ‘pagamento’”, diz o texto.

Finaliza afirmando que todas as doações da campanha “foram feitas na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".

Leia a íntegra da nota:

"Venho repudiar, veementemente, a exploração política do depoimento do delator Ricardo Saud, que, já antecipo, não corresponde à verdade. Não recebi doação da JBS de nenhuma forma. Nunca solicitei e nem recebi recursos de qualquer empresa em troca de favores. Tenho uma vida dedicada ao serviço público. Sou um homem de classe média, que vivo do meu salário.

Como comprovará quem se der ao trabalho de ler o documento que sintetiza a delação, o próprio delator afirma (no anexo 36, folhas 72 e 73) que nas doações feitas ao PSB Nacional "não houve negociação nem promessa de ato de ofício", o que significa que jamais houve qualquer compromisso de troca de favores ou benefícios. Desta forma, é completamente descabido o uso de expressões como "propina" ou “pagamento”.

Reafirmo a Pernambuco e ao Brasil que todas as doações para a minha campanha foram feitas na forma da lei, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".

Paulo Câmara
Governador de Pernambuco


Documento da delação de Ricardo Saud by blogdafolha2084 on Scribd


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Carlos Siqueira
Carlos SiqueiraFoto: Arquivo PSB

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) divulgou uma nota, assinada pelo presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, nesta sexta-feira (19), na qual afirma que as doações recebidas pelo grupo J&F ocorreram dentro das "normas legais e foram devidamente declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)".

Na sua delação premiada na Procuradoria-Geral da República, o diretor de Relações Institucionais da Holding J&F, Ricardo Saud, relatou, no anexo 36, a relação da JBS com o então candidato à Presidência pelo PSB Eduardo Campos. No depoimento, ele cita que o grupo tratou de uma “propina” de R$ 15 milhões pata a campanha do socialista.

Também citou o governador Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o senador Fernando Bezerra Coelho.

Na nota, o partido ainda afirma que o delator informou que as doações ao PSB foram realizadas sem contrapartida.

Confira, abaixo, a íntegra da nota:

Em face da delação do diretor de relações Institucionais do grupo J&f, Ricardo Saud, o Partido Socialista Brasileiro esclarece que todas as doações recebidas ocorreram estritamente dentro das normais legais e foram devidamente declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ressalta-se que o próprio delator informou que as doações ao PSB foram realizadas sem contrapartida, ou seja, em consonância com a legislação em vigor à época.

CARLOS SIQUEIRA
Presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro – PSB

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Fernando Bezerra Coelho
Fernando Bezerra CoelhoFoto: Divulgação

Citado na delação premiada do diretor de Relações Institucionais da Holding J&F Ricardo Saud, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) divulgou nota em que afirma que todas as doações da campanha do socialista foram “devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

“A defesa do parlamentar, que não teve acessos aos referidos autos, repudia as declarações unilaterais divulgadas e ratifica que elas não correspondem à verdade”, diz o texto.

Veja a íntegra da nota

"A defesa do senador, representada pelo advogado André Luiz Callegari, afirma que todas as doações para a campanha de Fernando Bezerra Coelho ao Senado foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. A defesa do parlamentar, que não teve acessos aos referidos autos, repudia as declarações unilaterais divulgadas e ratifica que elas não correspondem à verdade".

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Paulo Câmara, governador
Paulo Câmara, governadorFoto: Peu Ricardo/Arquivo Folha

Na sua delação premiada que fez na sede da Procuradoria-Geral da República, no último dia 5 de maio, o diretor de Relações Institucionais da Holding J&F, Ricardo Saud, relatou, no anexo 36, a relação da JBS com o então candidato à Presidência pelo PSB Eduardo Campos. No depoimento, ele cita que o grupo tratou de uma “propina” de R$ 15 milhões pata a campanha do socialista. Também citou o governador Paulo Câmara, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o senador Fernando Bezerra Coelho.

Saud afirmou que a JBS decidiu investir em Eduardo por ser “um cara novo, de futuro”. “Nós ficamos muito empolgados com a candidatura de Eduardo Campos. Tivemos com ele em alguns jantares, algumas conversas, com o Paulo Câmara, Geraldo Julio”, afirmou o delator.

O executivo relatou que, com a morte de Eduardo, foi procurado pelo prefeito Geraldo Julio para tratar da campanha de Paulo Câmara.

“Fui fazendo os pagamentos oficiais, notas fiscais, essas coisas. Com a morte de Eduardo Campos, o Paulo Câmara, Geraldo Julio me procurou (sic). Procurou e disse: ‘olha cara, temos que honrar aí, temos que organizar isso porque precisamos ganhar a eleição aqui agora, em Pernambuco, em homenagem a Eduardo Campos, o Paulo Câmara está aí para ganhar”, afirmou o delator.

Ele acrescentou que iria pagar o que havia se comprometido. “O que nos comprometemos, que é os 14 (sic), nós vamos pagar. O resto a gente não paga mais nada”, disse o delator.

Depois, Saud disse quese chegou a um “meio termo”. “Íamos pagar para não atrapalhar a campanha do Paulo Câmara. E ainda darmos uma propina para o Paulo Câmara em dinheiro vivo lá em Pernambuco", disse, na delação.

Ainda de acordo com o executivo da JBS, o senador Fernando Bezerra Coelho foi beneficiado com as negociações. "O Fernando Bezerra foi beneficiado. Essa nota fiscal aqui de R$ 1 milhão foi para ele", explicou o delator.

Posse do Parlamento Jovem ocorreu na Câmara Municipal
Posse do Parlamento Jovem ocorreu na Câmara MunicipalFoto: Divulgação

A Câmara Municipal empossou, nesta sexta-feira (19), os 39 jovens eleitos da 7ª edição do Parlamento Jovem do Recife. Os vereadores foram eleitos no último dia 5 de maio, para o biênio 2017/2018.

A solenidade contou com a presença de autoridades, entre elas o Secretário Executivo de Políticas para Crianças e Juventude do estado de Pernambuco, João Suassuna; a Secretária Executiva de Juventude do Recife, Camila Barros; além dos deputados estaduais Silvio Costa Filho e Ossesio Silva e de vereadores.

O vereador Wanderson Florêncio (PSC), autor do requerimento que garantiu a 7ª edição do Parlamento, homenageou o presidente de Honra Moisés Alexandre, morto este ano após cirurgia cardíaca, através de uma placa entregue à família de Moisés.

Danylo Roberto assumiu a presidência da Mesa Diretora na qualidade de novo presidente do Parlamento Jovem e deu posse à nova Comissão Executiva, composta por William Jorge, vice-presidente; Vitória do Monte, primeira secretária; Raphael de Castro, segundo secretário; Selton Lucas, primeiro suplente; Anderson Leite, segundo suplente; e Arcelon Neto, terceiro suplente.

Deputado estadual Romário Dias (PSD)
Deputado estadual Romário Dias (PSD)Foto: Roberto Soares/Alepe

Com anos na política, o deputado estadual Romário Dias (PSD) entrou no debate que vem tomando conta do País desde a última quarta-feira (17) e defendeu a saída do presidente Michel Temer e eleições diretas para a escolha do seu sucessor. Até porque, “o Congresso Nacional, hoje, envergonha a Nação brasileira”.

Pela atual legislação, a eleição seria indireta com os votos de deputados e senadores.

“Na minha opinião, deveríamos antecipar as eleições (diretas). Realizar uma eleição geral para que a gente procure o rumo”, defendeu o parlamentar.

Ainda de acordo com Romário Dias, é imprescindível que seja feita a reforma política no Brasil.

“Vivemos uma grave crise política e, antes de fazer qualquer reforma econômica ou da Previdência, é preciso que façamos uma reforma política. Eu, com toda sinceridade, não vejo mais um Congresso Nacional com poder para fazer nenhum tipo de reforma”, concluiu.

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.Foto: Reprodução do Facebook

O movimento Vem pra Rua cancelou as manifestações marcadas para o próximo domingo (21). De acordo com o grupo, a medida foi tomada por motivos de segurança. Ainda não há uma nova data da manifestação.

"A decisão foi tomada já que em muitas cidades não houve tempo hábil para planejar a segurança ideal, como sempre aconteceu, mesmo naquelas em que havia mais de um milhão de pessoas nas ruas", afirma o movimento, por meio de nota.

A iniciativa é válida para o País inteiro. Apesar do adiamento, o Vem pra Rua afirma que não há recuo. "Ao contrário, nada abala nossa convicção de que todos, sem exceção e de que partidos forem, devem ser punidos pelos crimes cometidos".

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