A Frente de Combate ao Extermínio da Juventude Negra da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizará, na próxima quarta-feira (24), às 10h, audiência pública na quadra poliesportiva da comunidade do Tururu, no Janga, em Paulista. A frente vai reunir parlamentares, autoridades, movimentos sociais e sociedade civil para discutir o tema “os caminhos para uma comunidade sem violência”.

A audiência foi solicitada pelo Movimento Coletivo Força Tururu, grupo que trabalha com a comunicação popular e comunitária para a redução da violência e extermínio da juventude. A audiência pretende abordar o alto índice de jovens negros assassinados em comparação com as mortes de jovens brancos.

Dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros, Paulista é uma das 200 cidades mais violenta do País, e a terceira mais violenta do Estado. No ano de 2016, o município somou um aumento de quase 40% no número de homicídios, para cada 100 mil habitantes. Os dados são da Frente Parlamentar.

Paulo Câmara em agenda do Pernambuco em Ação
Paulo Câmara em agenda do Pernambuco em AçãoFoto: Aluísio Moreira/SEI

Marcada para este final de semana no Agreste, a próxima rodada do Pernambuco em Ação, projeto do Governo do Estado, foi adiada. O evento, que aconteceria na cidade de Caruaru, foi cancelado porque o governador Paulo Câmara, vice-presidente do PSB, viajou a Brasília, segundo informações da Secretaria de Imprensa do Governo.

De acordo com a nota da Secretaria de Imprensa, uma nova data do Pernambuco em Ação será divulgada.

Lá, o gestor participará, na manhã deste sábado (20), da reunião da Executiva Nacional do PSB. A mudança na agenda do governador ocorre após os últimos acontecimentos envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB) e o dono da JBS, Joesley Batista, que entregou áudios à Justiça de conversas com o peemedebista.

Ainda na quinta-feira (18), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, convocou uma reunião da Executiva do partido e defendeu que Temer renunciasse pela estabilidade do País. Além disso, pediu a saída do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB).

Trecho do documento Anexo 9
Trecho do documento Anexo 9Foto: Reprodução/Estadão

Em delação, o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, descreve relação com o presidente Michel Temer (PMDB). Os documentos foram entregues à Procuradoria-Geral da República. O anexo 9 do material trata do peemedebista e tem o título "Fatos diretamente corroborados por elementos especiais de prova Michel Temer". As informações são do blog de Fausto Macedo, no jornal O Estado de S. Paulo.

O referido documento inicia contando que "JB" conheceu Michel Temer por meio de Wagner Rossi, e que Joesley conheceu Wagner Rossi quando ele assumiu o Ministério da Agricultura, "em abril ou maio de 2010", e que desenvolveu relacionamento com ele. "Nas primeiras interações desse relacionamento, Rossi expôs a JB que era afilhado político de Michel Temer e operava com ele no Porto de Santos".

O material narra que poucas semanas depois de conhecer Joesley, Rossi levou-o ao escritório do peemedebista em São Paulo e apresentou os dois. Na ocasião, trocaram telefones celulares e passaram a manter "relacionamento pautado por interesses comuns".

"Em 2010, atendendo a um primeiro pedido de Temer, JB concordou em pagar 3 milhões de reais em propina sendo, 1 milhão através de doação oficial, e 2 milhões para a empresa Pública Comunicações, através de notas fiscais número 149 e 155".

De acordo com o documento, em agosto e setembro do mesmo ano, JB, a pedido de Temer, também concordou com o pagamento de uma propina de R$ 240 mil à empresa Ilha Produções. Ele cita as notas fiscais 63, 64 e 65.

No trecho seguinte do anexo, há a informação de que Joesley esteve com Temer em múltiplas ocasiões, ora nesse escritório, ora em seu escritório de advocacia, ora na residência de Temer, ou ainda no Palácio do Jaburu.

"Enquanto Wagner Rossi era ministro da Agricultura, JB tentou, sem êxito, com o auxílio de Temer, fazer avançar a ideia de federalizar o sistema de inspeção animal no Brasil. Quando Wagner Rossi deixou de ser ministro da Agricultura, Temer pediu a JB que pagasse a ele mensalinho de 100 mil reais e a Milton Hortolan o mensalinho de 20 mil reais. JB aquiesceu e determinou o pagamento, que foi feito dissimuladamente por cerca de um ano". Confira aqui o anexo 9.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) alterou o horário de atendimento de algumas de suas unidades. A mudança abrange comarcas de Jaboatão dos Guararapes, Abreu e Lima, Itambé e Nazaré da Mata.

A Central de Queixas Orais dos Juizados Especiais Cíveis de Jaboatão dos Guararapes passa a funcionar no horário das 7h às 18h. A mudança começou a valer na última quinta-feira (18), conforme decisão do Conselho da Magistratura do Estado de Pernambuco, publicada no Diário de Justiça Eletrônico. A unidade está localizada no Fórum Desembargador Henrique Capitulino, em Prazeres.

Já o Fórum Serventuário Antônio Camarotti, da Comarca de Abreu e Lima, atende a população das 8h às 17h. A unidade está localizada na Avenida da Assembleia, 514, bairro de Timbó. No Fórum Juiz Roberto Guimarães, da Comarca de Itambé, o novo horário de funcionamento é das 8h às 17h. A mudança teve início em 2 de maio. O edifício fica situado no Km 28 da Rodovia PE 75, no Centro.

Outra mudança ocorreu no expediente forense na Vara única da Comarca de Nazaré da Mata. A alteração teve início nesta semana. A população passou a ser atendida no Fórum Ministro Djalma Tavares da Cunha Melo das 8h às 17h. A unidade está localizada no endereço rua Bom Jesus, s/n, no Centro da Cidade.

Capital
Na Biblioteca do Tribunal de Justiça, o horário de atendimento é das 9h às 19h, porém, para empréstimo e devolução de obras, o horário é das 9h às 18h30. A Biblioteca do TJPE mantém um acervo bibliográfico na área jurídica, com aproximadamente 12.000 livros e 260 títulos de periódicos. Ela está situada no térreo do Palácio da Justiça, Praça da República, bairro de Santo Antônio.

Paulo Câmara se pronuncia sobre denúncias contra Temer
Paulo Câmara se pronuncia sobre denúncias contra TemerFoto: Reprodução/ Facebook

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), fez um pronunciamento, na noite desta quinta-feira (18), dizendo que as denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB) “são graves e precisam ser investigadas a fundo”. Câmara é vice-presidente do PSB, partido que se diz independente em relação ao governo de Temer, mas tem um ministério, o de Minas e Energia, no comando de Fernando Coelho Filho.

No vídeo de 59 segundos (veja o vídeo abaixo), postado nas redes sociais, Câmara ainda diz que “O presidente necessita dar explicações à nação. É obrigação de quem está na vida pública dar satisfação permanente dos seus atos. Qualquer solução para este impasse político deve passar por um necessário e absoluto”.

Na última quarta (17), o jornal O Globo publicou reportagem revelando que o presidente Michel Temer foi gravado por um dos donos do grupo J&F, proprietário da marca JBS, falando sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cassado pela operação Lava Jato.

>> Leia a descrição do vídeo abaixo:
“Infelizmente, o Brasil volta a enfrentar dificuldades políticas que impactam fortemente o futuro do País. As denúncias contra o presidente Michel Temer são graves e precisam ser investigadas a fundo, com isenção e responsabilidade. O presidente necessita dar explicações à nação. É obrigação de quem está na vida pública dar satisfação permanente dos seus atos. Qualquer solução para este impasse político deve passar por um necessário e absoluto respeito à Constituição. Um país da dimensão e importância do Brasil não pode pegar atalhos. Não existem atalhos para preservar a nossa jovem democracia. Quero reafirmar o meu firme compromisso com na defesa do diálogo como o melhor caminho para superar a atual crise. Vivemos um desajuste severo, que insistem em se prolongar afetando milhões de brasileiros, com desemprego crescente e desalentador. Seja qual for o desfecho desse novo episódio é fundamental que o Brasil reencontre a unidade nacional, preservando a paz e o respeito à democracia.”



Geraldo Julio (PSB)
Geraldo Julio (PSB)Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

Após o pronunciamento do presidente Michel Temer (PMDB) afastando a possibilidade de deixar o cargo, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), avaliou que o Governo perdeu as condições de governabilidade e que a tendência é uma piora no cenário econômico do País. Segundo ele, a melhor opção teria sido a renúncia do chefe do Executivo federal. Neste caso, o administrador recifense defende que o rito da Constituição Federal seja seguido e sejam realizadas eleições indiretas.

"O que parece é que este Governo perdeu as condições políticas, perdeu as condições de governabilidade. Daqui pra frente devem piorar ainda mais. Me parece que o que mais ajudaria o País neste momento era se o presidente tivesse tido a serenidade e a tranquilidade de optar pela renúncia", afirmou Geraldo Julio.

O gestor avaliou que as condições políticas do Governo Temer se deterioram com a saída de ministros como Roberto Freire (PPS), ex-titular da pasta de Cultura. "A situação é gravíssima, as denúncias são muito sérias. As instâncias e órgãos responsáveis precisam fazer essa apuração, eu não tenho dúvidas que o caminho da Constituição. Seguir o que a Constituição estabelece, fazer as apurações, as investigações, percorrer o caminho necessário. E o que estabelece a Constituição nos dois últimos anos de mandato é a eleição indireta. Então, temos que seguir esse caminho".

Por fim, o gestor socialista prevê tempos difíceis para as prefeituras em momento de agravamento da crise política nacional. "Esses fatos devem aprofundar a crise no País. É o que diz o resultado da bolsa ontem e hoje e todos os indicadores econômicos. Isso deve impactar a economia brasileira e os serviços. Vamos continuar firmes no trabalho para que o Brasil possa voltar a ter as condições de estabilidade".

Roberto Freire, Raul Jungmann e Bruno Araujo
Roberto Freire, Raul Jungmann e Bruno AraujoFoto: Folha de Pernambuco

As denúncias que atingiram o presidente Michel Temer provocaram um fenômeno, no mínimo, curioso ao longo desta quinta-feira (18): o efeito ioiô em alguns ministros que ensaiaram a saída do Governo e... ficaram.

Primeiro lance. Na noite da quarta-feira (17), horas depois da divulgação de trechos da delação premiada dos donos da JBS, começou a correr a informação de que o ministro das Cidades, Bruno Araújo, defendia no partido o desembarque do Governo Temer e a entrega dos quatro ministérios do PSDB na gestão do peemedebista, inclusive o seu. Só que não.

Segundo lance. No meio da tarde desta quinta-feira (18), uma hora antes de o presidente Temer fazer o seu pronunciamento do “fico”, os meios de comunicação começaram a informar que o PPS havia decidido que, caso o peemedebista não renunciasse, seus dois ministros – Raul Jungmann (Defesa) e Roberto Freire (Cultura), deixariam os cargos. Só que não.

Lance final. Das três promessas de debandada, Roberto Freire ficou só. Foi o único que levou adiante a sua ideia inicial e deixou a pasta. Seu companheiro de partido, Raul Jungmann, licenciado da sua vaga de suplente de deputado federal, disse ter recebido um apelo dos comandantes das Forças Armadas para continuar.

Bruno Araújo, como bom tucano, fez que ia e não foi. Anunciou, por meio da sua assessoria, “que permanece no Governo Federal a pedido do partido, o PSDB”. A sigla, por sua vez, aguarda a divulgação do conteúdo das gravações dos executivos da JBS para, só então, se pronunciar.

P. S. Outros dois ministros pernambucanos não se pronunciaram. Mendonça Filho (Educação) é do mesmo partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), primeiro na linha de sucessão de Michel Temer. Já Fernando Filho, das Minas e Energia, recebeu e ignorou a recomendação do presidente do PSB, Carlos Siqueira, para que deixasse o cargo. Assim como fez quando foi indicado à revelia do partido, permanece no ministério.

Manifestação no Recife
Manifestação no RecifeFoto: Anderson Stevens/ Folha de Pernambuco

Depois de se concentrarem na Praça do Derby, na área central do Recife, os manifestantes contrários ao presidente Michel Temer (PMDB) caminharam pelas ruas da região. Durante o percurso, o grupo saiu em marcha pelas Avenida Conde da Boa Vista até chegar à Rua da Aurora. Algumas pessoas seguiram, ainda, até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual.

No caminho, muitos dos participantes carregavam faixas e cartazes pedindo a saída de Temer do Palácio do Planalto, além de eleições diretas no País.

Os manifestantes começaram a chegar ao local de concentração por volta das 15h. A Praça do Derby foi uma espécie quartel general contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e contra as reformas propostas pelo governo do peemedebista.




Entre os movimentos participantes, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Conlutas, a Nova Central e a Força Sindical, além de movimentos sociais. Durante a caminhada, os manifestantes gritaram "fora, Temer".

Além do Recife, o ato contra o governo estava programado para outras nove cidades, de acordo com a Frente Povo sem Medo: Rio de Janeiro, Fortaleza, Uberlândia, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, São Paulo e Vitória.

Galeria: ato contra governo no Recife

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Manifestantes se reúnem na Praça do Derby

Com informações de Anderson Bandeira, da Folha de Pernambuco.

Raul Jungmann
Raul JungmannFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Ao contrário do que foi especulado pela imprensa, o ministro Raul Jungmann (PPS) divulgou uma nota, na tarde desa quinta-feira (18), comunicando sua permanência na pasta da Defesa. A decisão foi anunciada após reunião com os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.

O pernambucano Roberto Freire (PPS), ministro da Cultura, declarou nesta quinta-feira (18), que está deixando o Governo Temer

"Nota à imprensa

Face às notícias divulgadas pela imprensa, o Ministro de Estado da Defesa, Raul Jungmann, comunica que permanece no cargo, no pleno exercício da direção superior das Forças Armadas, em cumprimento das funções para as quais foi nomeado pelo Senhor Presidente da República.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa"

Daniel Coelho (PSDB) é deputado federal
Daniel Coelho (PSDB) é deputado federalFoto: Divulgação

Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco

O deputado federal Daniel Coelho (PSDB) foi um dos parlamentares que assinou o pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) na manhã desta quinta-feira (18). Mais oito parlamentares da sigla assinaram a proposta. Segundo o tucano, o chefe do Executivo federal perdeu as condições de permanecer do cargo e é uma questão de tempo para ele deixar o Palácio do Planalto. O parlamentar ainda defendeu a saída imediata da sua agremiação da base governista.

"O presidente será afastado ou cassado seja pela renúncia, impeachment ou cassação da chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde há elementos suficientes para ele sair. Ele tomou uma decisão pessoal ao não renunciar e não uma decisão pelos direitos da Nação", defendeu.

O deputado federal Betinho Gomes (PSDB) também defendeu que seu partido se afaste do Governo Temer. O parlamentar garantiu que a decisão do chefe do Executivo em permanecer no cargo não passou por um acordo com o PSDB. "Não teve um entendimento ou acordo com o PSDB. A decisão foi do presidente. Acredito que devemos entregar os ministérios e votar somente no que for positivo para o País. Já fomos atingidos com as denúncias contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), não podemos ser mais afetados. Temos que dar respostas à população", defendeu.

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