Protesto na Praça do Derby
Protesto na Praça do DerbyFoto: Anderson Stevens/ Folha de Pernambuco

Manifestantes contrários ao governo do presidente Michel Temer (PMDB) se reúnem, na tarde desta quinta-feira (18), na Praça do Derby, área central do Recife. A mobilização, marcada na última quarta-feira (17), reúne centrais sindicais. O local escolhido é simbólico, por ter sido um quartel general contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e as reformas propostas pelo governo do peemedebista.

Manifestação no Centro do Recife tem cartazes 'Fora Henry' e 'Fora Temer'.
Entre os movimentos participantes, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Conlutas, a Nova Central e a Força Sindical. Os participantes portam faixas e bandeiras.

O protesto acontece um dia após a divulgação da denúncia de áudio no qual Temer aparece tentando comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).




Além de pedir a saída de Michel Temer do governo, os manifestantes protestam contra as reformas propostas pelo Executivo e pede eleições diretas no País.

Galeria: ato contra governo no Recife

Com informações de Anderson Bandeira, da Folha de Pernambuco.

Raul Jungmann, ministro da Defesa
Raul Jungmann, ministro da DefesaFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Roberto Freire (Cultura), ambos do PPS, decidiram deixar o governo comandado por Michel Temer (PMDB), caso o peemedebista não renuncie ao mandato de presidente da República. As informações foram divulgadas pela Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a publicação, Jungmann já teria, inclusive, comunicado aos militares que deve renunciar ao cargo. Já Roberto Freire teria comunicado Temer da decisão do partido, via o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Bruno Araújo, ministro das Cidades
Bruno Araújo, ministro das CidadesFoto: Folha de Pernambuco

O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), é o primeiro ministro do Governo Michel Temer a deixar a equipe do peemedebista. A informação foi divulgada, há pouco, pela GloboNews. A assessoria do ministro, no entanto, não confirma a informação.

Antes de assumir o Ministério das Cidades, Araújo ocupava uma cadeira na Câmara Federal. Foi dele o voto 342 pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), há pouco mais de um ano.

Mais informações em instantes.

Deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
Deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE)Foto: Paullo Allmeida/Arquivo Folha

Depois de se reunir com a bancada do PSDB no Congresso Nacional, reunião na qual foi definida a saída do senador Aécio Neves da presidência do PSDB, o deputado Betinho Gomes divulgou nota em que afirma que é “hora de se buscar união para salvar o Brasil”.

“Assumo o compromisso de trabalhar por uma saída constitucional, que pacifique a nação, sem distanciamento dos interesses do país e do povo brasileiro”, afirmou o parlamentar.

Sobre Aécio Neves, Betinho afirmou que, após a divulgação das denúncias contra o senador mineiro, não há condições de ele permanecer no comando do PSDB.

Veja a íntegra da nota:

NOTA À IMPRENSA

O Brasil foi surpreendido, ontem à noite, com a divulgação da delação dos empresários da JBS. Tudo deve ser apurado com rigor e a todos deve ser assegurado o direito de ampla defesa. No entanto, neste momento, o governo Michel Temer perde o pouco capital político que ainda lhe restava e, por consequência, a condição de continuar conduzindo o país.

A crise política, que se agrava ainda mais, deixa governo e oposição sem saída. É hora de se buscar união para salvar o Brasil. E assumo o compromisso de trabalhar por uma saída constitucional, que pacifique a nação, sem distanciamento dos interesses do país e do povo brasileiro.

Sobre a situação do senador Aécio Neves, não há outra saída senão o afastamento imediato dele do comando nacional do partido.

Betinho Gomes
Deputado Federal

Fernando Bezerra Coelho
Fernando Bezerra CoelhoFoto: Folha de Pernambuco

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) divulgou uma nota, no início da tarde desta quinta-feira (18), na qual informa que, como líder do partido na Casa, convocou reunião da bancada para a próxima segunda-feira (22). No texto, o parlamentar afirma que a gravidade da situação política do País "exigem serenidade, maturidade e responsabilidade com a estabilidade política e governabilidade".

Confira, abaixo, a íntegra da nota:

A gravidade da situação política do país, diante das novas denúncias publicadas pela Imprensa nacional, exigem serenidade, maturidade e responsabilidade com a estabilidade política e a governabilidade.

É preciso que todas as forças políticas se empenhem na busca de uma saída, nos marcos legais e constitucionais, que assegure um ambiente político capaz de conduzir a transição até as eleições de 2018.

Nesse sentido, convoco uma reunião da bancada do PSB no Senado Federal, para a próxima segunda-feira, para que após o conhecimento pleno dos fatos, deliberemos um posição coletiva sobre a grave conjuntura política atual.

Brasilia, 18 de maio de 2017
Senador Fernando Bezerra Coelho, líder do PSB

Beto Albuquerque é vice-presidente do PSB
Beto Albuquerque é vice-presidente do PSBFoto: PSB/Divulgação

Após a divulgação de que Michel Temer (PMDB) teria sido gravado dando aval para o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o vice-presidente nacional do PSB, Beto Albuquerque, pediu, nesta quinta-feira (18), a imediata renúncia do chefe do Executivo. Em nota, Albuquerque afirma que a direção nacional do PSB "agiu e decidiu corretamente" ao ter rompido como governo Dilma, em 2013, e quando decidiu não ir para o Governo Temer, entre outros pontos.

Ainda segundo o texto, é hora dos socialistas entregarem seus cargos e saírem do governo. "Agora é hora dos quadros políticos do PSB que foram, a revelia do partido para o governo, salvarem suas biografias, enquanto há tempo, e entregarem seus cargos e saírem deste governo desmoralizado imediatamente. Agora é hora de exigirmos, em nome do Brasil que não aguenta mais os crimes, solavancos e incertezas da política brasileira, a imediata renúncia do Presidente Temer!", diz o texto.

Confira, abaixo, a íntegra do texto:

A Direção Nacional do PSB agiu e decidiu corretamente:

- quando rompeu com o Governo Dilma/Temer em 2013 por discordar frontalmente da condução equivocada e dos erros graves nas decisões sobre a economia, que resultaram, à época, em juros altos, colapso nas contas públicas, gravíssima recessão e 12 milhões de desempregados. Hoje já são mais de 14,5 milhões!

- quando decidiu ter candidato próprio a Presidente em 2014.

- quando protestou contra a mentira e o maior estelionato eleitoral nas eleições Presidenciais de Dilma/Temer em 2014!

- quando votou a favor do impeachment de um governo que se elegeu com recursos da corrupção e fez uma aliança eleitoral comprada e paga com dinheiro fruto de propinas.

- quando decidiu não ir para o Governo Temer e não indicar nem referendar nenhum quadro partidário para integrar o governo que se instalava.

- quando fechou questão contra as reformas Trabalhista e Previdenciária tal qual foram propostas pelo atual governo.

Agora é hora dos quadros políticos do PSB que foram, a revelia do partido para o governo, salvarem suas biografias, enquanto há tempo, e entregarem seus cargos e saírem deste governo desmoralizado imediatamente.

Agora é hora de exigirmos, em nome do Brasil que não aguenta mais os crimes, solavancos e incertezas da política brasileira, a imediata renúncia do Presidente Temer!

Agora é hora de um pacto nacional, e excepcionalmente pela urgência e gravidade que vivemos no país, aprovarmos uma mudança constitucional excepcional e fazermos eleições diretas já para eleger um novo Presidente.

O tempo sempre será o senhor da razão como estamos vendo agora com total clareza os acertos de nossas decisões políticas.

Os governos passam mas nosso partido e nossa história ficam.

Coragem PSB! É hora de ficarmos ao lado da esperança de um Brasil melhor é diferente.

Beto Albuquerque
Vice-Presidente Nacional do PSB
Ex-Candidato a Vice Presidente de Marina Silva em 2014

Geraldo Julio
Geraldo JulioFoto: Maria Nilo/Folha de Pernambuco

O prefeito do Recife, Geraldo Julio, se posicionou, de forma tímida, sobre a repercussão da notícia de que o presidente da República, Michel Temer, teria sido gravado dando aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso pela Operação Lava Jato em Curitiba. Na manhã desta quinta-feira (18), durante lançamento do projeto Ondatec, o prefeito, após ser questionado pelos repórteres, disse que Temer enfrenta "uma situação muito grave".

"Isso vai ter que ser apurado pelas instituições adequadas. Nossa missão é cuidar da cidade e isso vai gerar um impacto muito forte na economia", comentou Geraldo Julio, que informou que o dever é continuar oferecendo serviços à população "mesmo com a crise econômica que estamos vivendo e com o possível aprofundamento que essa crise pode ter".

Questionado se ele defende a renúncia do presidente Michel Temer ou as Eleições Diretas, Geraldo finalizou dizendo que já havia dado a posição dele e falado sobre o assunto. A entrevista com o prefeito foi feita durante a inauguração do projeto, que irá preparar os estudantes do 9º ano para ingressar no ensino técnico por meio dos vestibulares para as Escolas Técnicas Estaduais (ETEs), Institutos Federais (IFs), Sesi e Senai. O evento aconteceu no Compaz do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.

Deputado estadual Aluísio Lessa (PSB)
Deputado estadual Aluísio Lessa (PSB)Foto: Divulgação

Em um evento que reuniu – nesta manhã – o Governo do Estado e embaixadores da União Europeia, que discutiu relações comerciais entre Pernambuco e países da Europa, o deputado estadual Aluísio Lessa (PSB) falou sobre a notícia das gravações de Michel Temer (PMDB) que abalou o Brasil nesta quarta-feira (17). Ele adiantou aos jornalistas que seu partido ainda não definiu posicionamento, embora o comitê nacional esteja se reunindo, mas que a tendência do PSB é “conversar com a Oposição e voltar às suas origens históricas dentro da Esquerda, ao lado do trabalhador e do povo”.

O governador do Estado, Paulo Câmara (PSB), não estava presente no evento e não conversou com a imprensa. Mas Lessa confirmou, entretanto, que o gestor estava em Brasília ontem – quando o escândalo veio à tona.

Ele foi questionado se o possível posicionamento se concretizar, isso significaria estreitar relações com o PT. Lessa respondeu que ainda não existe nada definido.

Rodrigo Janot
Rodrigo JanotFoto: Marcelo Camargo/ABr

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou comunicado pela rede interna do MPF no qual justifica a sua decisão de executar mandados contra membros do Ministério Publico. O procurador da República Ângelo Goulart Villela e do advogado Willer Tomaz foram presos nesta quinta-feira pela manhã, a partir de mandados emitidos pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

Em uma longa carta, ele afirma que é com “gosto amargo para a nossa Instituição” que fez os pedidos de prisão.

“A meu pedido, o ministro Edson Fachin determinou a prisão preventiva do procurador da República Ângelo Goulart Villela e do advogado Willer Tomaz. A medida está embasada em robusta documentação, coletada por meio de ação controlada. As prisões preventivas de ambos foram por mim pedidas com o objetivo de interromper suas atividades ilícitas”, afirmou Janot, num trecho do texto.

Depois de explicar que os dois são investigados por tentativa de interferir nas investigações, Rodrigo Janot encerra o texto reiterando a confiança nas instituições: “Sigamos confiando nas instituições republicanas”.

Confira a nota de Janot: 

Prezados colegas,

Foi deflagrada nesta quinta-feira, 18 de maio, mais uma fase do caso Lava Jato, especificamente a partir de investigações que correm perante o Supremo Tribunal Federal. O sucesso desta etapa, contudo, tem um gosto amargo para a nossa Instituição.

Há três anos, revelou-se um esquema criminoso que estarrece os brasileiros. As investigações realizadas pelo Ministério Público Federal e outros órgãos públicos atingiram diversos níveis dos Poderes da República em vários Estados da Federação e, aquilo que, até então, estava restrito aos círculos da política e da economia, acabou chegando à nossa Instituição.

Exercer o cargo de Procurador-Geral da República impõe, não poucas vezes, a tomada de decisões difíceis. Nesses momentos, o único caminho seguro a seguir é o cumprimento irrestrito da Constituição, das leis e dos deveres institucionais. Não há outra forma legítima de ser Ministério Público.

A meu pedido, o ministro Edson Fachin determinou a prisão preventiva do procurador da República Ângelo Goulart Villela e do advogado Willer Tomaz. A medida está embasada em robusta documentação, coletada por meio de ação controlada. As prisões preventivas de ambos foram por mim pedidas com o objetivo de interromper suas atividades ilícitas. No que diz respeito ao procurador da República, o mandado de prisão expedido pelo STF foi executado por dois procuradores regionais da República com o auxílio da Polícia Federal. Também foram realizadas buscas e apreensões em seus endereços residenciais e funcionais. Foi pedido ainda o afastamento do procurador de suas funções no Ministério Público Federal. Determinei também sua exoneração da função de assessor da Procuradoria-Geral Eleitoral junto ao TSE e revoguei sua designação para atuar na força-tarefa do caso Greenfield.

O membro e o citado advogado são investigados por tentativa de interferir nas investigações da referida operação, que envolve o Grupo J&F, e de atrapalhar o processo de negociação de acordo de colaboração premiada de Joesley Batista.

A responsabilidade criminal do procurador e dos demais suspeitos atingidos pela operação de hoje será demonstrada no curso do processo perante os juízos competentes, asseguradas todas as garantias constitucionais e legais.

Como Procurador-Geral da República, cumpri meu dever institucional e adotei as medidas que a Constituição e as leis me impunham.

Sigamos confiando nas instituições republicanas.

Rodrigo Janot

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.Foto: Reprodução do Facebook

Membro do conselho deliberativo do Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos do PSDB, o vereador do Recife André Régis defendeu nesta quinta-feira (18), em postagem no seu perfil do Facebook, o afastamento do senador Aécio Neves da presidência do partido.

Apesar de dizer que ainda é muito cedo para fazer avaliações definitivas, ele acrescenta que o afastamento serviria até para que ele possa se defender das acusações. “Registro ainda meu apoio total à Lava-jato”, finalizou o vereador do PSDB.

O senador tucano foi acusado por um dos donos do frigorífico JBS, Joesley Batista, de ter pedido R$ 2 milhões. O dinheiro seria utilizado no pagamento de sua defesa nas ações que responde.

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