O deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE) ocupou a tribuna da Câmara Federal, nesta terça-feira (14), para fazer uma análise das conjunturas política econômica do País. Afirmando que "já vivemos tempos de maior esperança no Brasil", quando se pensava que o Brasil havia dado um "salto civilizatório" provocado pelo crescimento econômico, expansão de vagas no mercado de trabalho, entre outros fatos.

"Infelizmente essas perspectivas desvaneceram. Vivemos tempos de recessão econômica, de regressão de praticamente todas as atividades produtivas, com reflexo dramáticos no desemprego", afirmou o parlamentar.

Tadeu Alencar acrescentou que esses problemas atingem principalmente o Nordeste, uma região já muito sacrificada.

O socialista também criticou a repartição de recursos entre os entes da federação, que faz Estados e municípios sentirem mais os efeitos da crise.

"É vergonhosa essa verdadeira romaria de prefeitos a brasília em busca de recursos, reduzindo o papel dos gestores eleitos a meros pedintes de pires na mão, garimpando recursos a que deveriam fazer juz por direito e por Justiça", afirmou Tadeu, que recebeu apartes dos companheiros de bancada João Fernando Coutinho (PE) e Júlio Delgado (MG).

Veja o discurso completo:

 

Alberisson Carlos concedeu entrevista após votação de projeto na Alepe
Alberisson Carlos concedeu entrevista após votação de projeto na AlepeFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Em entrevista na noite desta terça-feira (14), o presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Alberisson Carlos, afirmou que a operação padrão da Polícia Militar continuará. A decisão é uma resposta à aprovação do projeto que reajusta os salários da categoria, e que não foi bem recebida pela tropa.

"Vamos continuar na operação padrão, a operação Polícia Legal. Vamos intensificar, não vamos entregar de maneira nenhuma os nossos pontos. Até porque a população tem que saber que se tivesse um projeto que a categoria estivesse contemplada e satisfeita, jamais nós continuaríamos fazendo a operação", declarou. Segundo ele, categoria saiu frustrada da Assembleia Legislativa.

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Questionado sobre o que significa, na prática, os gritos de "não vai ter Galo", entoados durante a manifestação, nesta tarde, Alberisson Carlos afirmou que tem relação com o trabalho durante os festejos de Momo.

"A gente ouve dizer dos companheiros que não querem receber diária, que não vão se submeter a trabalhar de maneira forçada na sua folga, e que, acima de tudo, isso diminui consideravelmente o policiamento. Ora, se com a polícia em sua totalidade já não tem condição de fazer um Galo com completa segurança, imagina uma polícia desmotivada, um bombeiro desmotivado. Uma polícia que não sai satisfeita porque a população tem que entender que o aumento dado médio a um soldado é de R$ 149, quando a um coronel é mais de R$ 7 mil. Não que sejamos contra o coronel ganhar muito bem, mas não é justo quem está na ponta, da luta no dia a dia, no combate à criminalidade, ter um aumento na casa de R$ 149", disse.

Sobre o risco de greve, o presidente da ACS declarou que o tema não é defendido. "A gente não pregou e não prega a greve, não prega a ilegalidade. Agora, dizer que o risco não tem seria nada mais nada menos que ser leviano. Risco há, mas não é o que nós estamos pregando nem o que queremos", revelou.

Com informações de Leonardo Malafaia, da Folha de Pernambuco.

Defensor da causa animal, vereador Ricardo Cruz fez, na tribuna, um apelo ao prefeito Geraldo Julio
Defensor da causa animal, vereador Ricardo Cruz fez, na tribuna, um apelo ao prefeito Geraldo JulioFoto: Divulgação

Eleito com a bandeira de defesa dos animais e integrante da bancada governista, o vereador Ricardo Cruz (PPS) cobrou nesta terça-feira (14), durante discurso no plenário da Câmara do Recife, que o prefeito Geraldo Julio (PSB) acelere a entrega do hospital veterinário da cidade, construído no bairro do Cordeiro, zona oeste.

"Eu quero fazer um apelo ao prefeito Geraldo Júlio e às autoridades competentes para que coloque logo esse hospital para funcionar. Quando falo da causa animal, é um sentimento muito forte de dentro de mim. Os animais são seres que sentem dor e que têm sentimentos", disse Ricardo Cruz que distribuiu, entre os vereadores, fotos de animais em situações lamentáveis e que depois, com ajuda direta do então ativista, foram salvos.

O parlamentar também destacou a Lei estadual 14.139/2010 que fala da política de castração, acolhimento e adoção de animais de ruas. "Infelizmente isso não está funcionando", completa.

Presente à sessão, a líder do governo na Câmara Municipal, vereadora Aline Mariano (PMDB) garantiu que a unidade “está em vias de ser aberta, recebendo instalação de mobiliário e equipamentos, além de contratação de pessoal".

Aline informou que nos próximos meses a unidade para tratamento dos bichos estará de portas abertas. "As obras estão bem acertadas", garantiu.

O hospital terá três ambulatórios, um laboratório, um depósito, sala de administração, sala de odontologia e vacinação, vestiário, sala de diagnóstico por imagem (raio-X e ultrassom), sala de cirurgia, sala de pós-operatório e recepção.

O hospital, com orçamento em R$ 3,7 milhões, irá contar com 25 médicos veterinários que atuarão nas áreas clínica, cirurgia, anestesia, emergência, laboratório, radiografia e ultrassonografia.

Prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD)
Prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD)Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

Anunciando como uma das novidades do Carnaval deste ano em Olinda, o primeiro do novo prefeito, Professor Lupércio (SD), o Polo Gospel foi cancelado no final da tarde desta terça-feira (14). De acordo com a nota divulgada pela Prefeitura, o Movimento Missões Urbanas Brasil protocolou pedido solicitando o cancelamento da montagem e programação do polo.

A criação do polo provocou polêmica e chegou a ser criticado pelo deputado estadual Adalto Santos (PSB), que ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para condenar a iniciativa.

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“As igrejas evangélicas fazem um trabalho muito forte para libertar as pessoas das drogas e da prostituição, fatores que são comumente encontrados nas festas de Carnaval. A criação de um Polo Gospel vai de encontro com o que os evangélicos acreditam. É um desperdício de dinheiro público o investimento voltado para quem não costuma brincar Carnaval”, disparou o deputado Adalto Santos (PSB).

O Polo seria armado na Avenida Presidente Kennedy, em Peixinhos, a pedido do Movimento Missões Urbanas e, segundo nota divulgada em 9 de fevereiro pela prefeitura, “os mais de mil cristãos participantes do evento estarão envolvidos em evangelismo, distribuição de bíblias e trabalhos sociais”.

Na nota publicada nesta terça-feira, a prefeitura explica que, apesar de não existir mais o polo, “o Missões Urbanas Brasil garante que as ações sociais e de evangelização vão acontecer durante todo o período momesco, mantendo o que já vinha ocorrendo em outros carnavais”.

Por fim, afirma que os representantes do movimento “estão viabilizando um novo evento previsto para os dias 17 e 18 de março com o apoio da Secretaria de Patrimônio e Cultura de Olinda”.



Momentos após a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 1166/2016 pelos deputados estaduais, no fim da tarde desta terça-feira (14), os manifestantes, que se aglomeram desde cedo em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), voltaram a gritar "não vai ter Galo". A frase se refere ao policiamento durante o tradicional bloco Galo da Madrugada, que desfila no sábado de Zé Pereira. A manifestação já havia sido feita nessa segunda (13).

Em cima do trio elétrico, é possível ver o presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Alberisson Carlos, instigando os manifestantes a engrossarem o coro. Em entrevista na noite desta terça-feira (14), Alberisson Carlos afirmou que a operação padrão da Polícia Militar continuará

O projeto foi aprovado com os votos de 32 parlamentares
O projeto foi aprovado com os votos de 32 parlamentaresFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O projeto de lei que reajusta os salários dos policiais militares e bombeiros foi aprovado por 32 votos. Os 11 deputados de oposição se retiraram para não votar a proposta. Por ser presidente, Guilherme Uchoa (PDT) não votou. Outros cinco deputados não estavam presentes na sessão.

O Projeto de Lei Complementar nº 1166/2016 aprovado na tarde desta terça-feira (14) pela Assembleia Legislativa trata do reajuste nos vencimentos dos policiais militares e bombeiros. A proposta encaminhada pelo Governo do Estado prevê aumentos entre 27% e 40% nos salários.

As associações representativas das categorias, no entanto, questionam esses índices. Alegam que parte do que dizem ser reajusta, na verdade, trata-se de incorporação de benefícios já existentes à remuneração.
Durante debate conjuntos das comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Administração, ocorrido na segunda-feira (13), a oposição questionou o impacto do reajuste nas contas do Estado. Citam que ele será de R$ 167 milhões, enquanto o Governo fala em R$ 303 milhões neste ano.

Outro ponto questionado pela oposição foi a tramitação da matéria. Eles afirmam que não foram respeitados os prazos regimentais.

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O clima na Assembleia no plenário da Assembleia, nesta terça-feira (14) foi tenso, com o embate entre governistas e oposicionistas.

Do lado de fora do prédio, o presidente da Associação de Cabos e Soldados (ASC), antes mesmo da votação do projeto, já havia anunciado que, aprovado o texto, os policiais fariam uma vigília na frente da Casa de José Mariano.

Presidente da Associação de Cabos e Soldados, Alberisson Carlos, discursa para os policiais
Presidente da Associação de Cabos e Soldados, Alberisson Carlos, discursa para os policiaisFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Alberisson Carlos, afirmou, nesta terça-feira (14), que não dará sossego aos deputados estaduais se o Projeto de Lei Complementar nº 1166/2016 for aprovado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Durante discurso em cima de trio elétrico, ele prometeu fazer vigília em frente à Casa legislativa.

"Eu não vou sair daqui, temos que ser respeitados. Entraram na luta achando que seria fácil? Não vai ser", afirmou. Os manifestantes que acompanham o discurso de Alberisson Carlos pedem que a categoria entre em greve.

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"Se o projeto for aprovado, da mesma forma que foi em regime de urgência, vai ser em regime de urgência que ele vai mudar", continuou.

Apesar das declarações, Alberisson Carlos rechaçou o discurso de greve. "Fazer greve não é inteligente. Quem veio esperando isso, desculpe a frustração. Porque isso é uma estratégia de um governo que quer jogar para a opinião pública que nós queremos acabar com o Carnaval de Pernambuco e nós não queremos isso", afirmou.

O presidente da ACS-PE falou também da operação padrão da PM. "Vamos dar ao bandido o que ele quer ouvir? Estratégia para o bandido? Não! Estou com a língua queimando, mas não. Não podemos adiantar os passos, chegamos a dois meses da operação padrão, ela começou no dia 7 e eu queria agradecer a vocês por isso", afirmou.

Em seguida, disse não temer o governador, mas "a paciência da tropa" e ainda defendeu a operação padrão. "Eu nunca temi governador, e a outros que ocupam cargos estratégicos, eu sempre temi a paciência da tropa. Todos os dias temos sugestões, cobranças e justificativas. Vem agora um projeto que acaba com nossas vidas. Desistindo diante disso nos acovardaremos...Nós não temos aqui o número de pessoas suficiente para dizer o que queremos, temos que ter coragem, vamos continuar na operação padrão, mas quando a gente disser chegou a hora... aí chegou a hora", disparou.

Com informações de Leonardo Malafaia, da Folha de Pernambuco.

Edilson Silva condena a inabilidade do Governo no debate da proposta
Edilson Silva condena a inabilidade do Governo no debate da propostaFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Deputados do Governo e Oposição travam embate verbal sobre a tramitação do projeto de lei que concede reajuste aos policiais militares e bombeiros. Enquanto os governistas exaltam o “esforço do Governo de Pernambuco” ao conceder o aumento.

“Todos defendemos os policiais, mas passamos por crise”, afirmou o deputado Rodrigo Vidal (PSD), ao falar sobre a proposta.

O também governista Lucas Ramos (PSB) ressaltou a reunião que o governador Paulo Câmara teve com os prefeitos da Região Metropolitana do Recife. “O Governo chamou prefeitos para esforço conjunto de combate à violência.”

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Pelo lado da oposição, sobram críticas. Líder da bancada na Casa, Silvio Costa Filho (PRB) afirmou ter havido “pouco diálogo” durante a tramitação da proposta. “Em nenhum momento do debate falou-se em condições de trabalho”, destacou o parlamentar.

Na sessão conjunta das comissões, na segunda-feira (13), os deputados de oposição já afirmavam que o projeto tinha condições de ser aprovado, mas condenaram a forma pela qual tramitou. Edilson Silva (PSOL) criticou a “inabilidade do Governo” no debate. “PL seria defensável, mas gestão desrespeita nosso Regimento”, disparou o psolista.

Manifestantes fecham a Rua da Aurora, enquanto aguardam a votação do projeto
Manifestantes fecham a Rua da Aurora, enquanto aguardam a votação do projetoFoto: Leonardo Malafaia/Folha de Pernambuco

Manifestantes fecham a Rua da Aurora, numa das entradas da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na tarde desta terça-feira (14). Num trio elétrico, foi colocado um banner com crítica a seis integrantes da bancada governista. O argumento é que os deputados estão trabalhando contra Pernambuco. Entre eles, o líder do Governo na Casa, Isaltino Nascimento (PSB).

"Deputados da bancada governista estão contra a PM e o BM. Eles estão contra Pernambuco", diz o banner. Nas fotos, aparecem ainda o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Waldemar Borges (PSB), o relator do projeto na CCJ, Romário Dias (PSD), além dos deputados Ricardo Costa (PMDB), Rodrigo Novaes (PSD) e Tony Gel (PMDB).

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Ninguém fala oficialmente, mas entre os manifestantes, há quem defenda paralisação da categoria. O grupo aguarda o resultado da votação Projeto de Lei Complementar nº 1166/2016, que trata do reajuste para policiais militares e bombeiros militares.

Com informações de Leonardo Malafaia, da Folha de Pernambuco.

O presidente e o vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Alberisson Carlos e Nadelson Leite, respectivamente, foram ovacionados pelos manifestantes que se concentram na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para acompanhar a votação do projeto de lei que reajusta os salários da categoria. A dupla entrou no plenário da Casa, onde ocorrerá a votação.



Enquanto isso, do lado de fora, os manifestantes vão esperar o presidente para poder começar a movimentação. O Projeto de Lei Complementar nº 1166/2016, que trata do tema, deve ser votado no Plenário da Assembleia Legislativa, em instantes. No local, as galerias estão cheias, mas o clima dentro é de tranquilidade.

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Com informações de Leonardo Malafaia, da Folha de Pernambuco.

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