Danilo Cabral também criticou o processo de reformas realizadas no governo Temer
Danilo Cabral também criticou o processo de reformas realizadas no governo TemerFoto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco

Deputado federal pelo PSB, Danilo Cabral afirmou que a tendência do partido é votar pela reeleição do presidente Rodrigo Maia (DEM). Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, nesta quarta-feira (11), o parlamentar disse que o partido deve se reunir para tratar sobre a eleição da Mesa Diretora da Câmara Federal e da sua posição até o pleito de 2018.

“Há uma propensão para que a gente vote na candidatura a reeleição de Rodrigo Maia, para entender que ele restabeleceu o ambiente de dialogo. O partido hoje esta muito simpático, inclusive disse ao Rodrigo Maia, que votaria nele”, relatou Cabral.

“Não vamos colocar uma força que vai fazer frente ao governo do presidente, nem alguém ali que está no centrão que é uma base que não representa o que a população espera”, completou.
De acordo com o socialista, a Operação Lava Jato não deve contaminar Pernambuco. “Não acredito”, frisou.

“A Lava Jato não pertence mais a ninguém, pertence a sociedade brasileira. É um processo irreversível. Tudo que esta sendo discutido até agora nós estamos totalmente prestando esclarecimento e defendendo que cumpra o seu papel, é isso que nós queremos. Agora isso pode ter uma repercussão do ponto de vista da política, enfim, pode, a sociedade já está manifestando essa reação”.

Reformas

O deputado Danilo Cabral também teceu criticas aos processos das reformas realizadas no governo de Michel Temer (PMDB). Segundo o socialista, as propostas, como a PEC 241, o MP do Ensino Médio estiveram longe de serem discutidas com a sociedade.

“A PEC 241 vai ter consequência com o povo e, ao longo prazo, o MP do ensino médio. Agora não dá para fazer uma reforma dessa sem gestor de escola, sem os alunos”, relatou.

A preocupação com a Reforma da Previdência também é citada por Cabral.

“Constitucionalmente o Sistema Previdenciário faz parte do chamado Sistema de Seguridade Social que envolve previdência, assistência social e saúde. Quando você junta todos os recursos arrecadados a esse stress sistemas 2016 não teve rombo, teve um superávit de 11 bilhões. Nós precisamos fazer esse debate”, afirmou o socialista.

“O questionamento sobre esses ajustes é que se coloca que tudo que é feito do esforço dessa reforma é para pagamento de serviço da dívida. O Brasil pagou quase 400, 500 bilhões de reais. Então a gente não pode passar 20 anos para pagar banco, que produz pouco e ganha muito”, disse.

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