Inaldo Sampaio
Inaldo SampaioFoto: Colunista

No Brasil sempre foi assim, após a reconquista da democracia. Termina uma eleição e imediatamente começa a seguinte. O normal era que as atenções dos eleitores nos próximos dois anos estivessem voltadas para as gestões de todos prefeitos que tomaram posse ontem. Mas já se fala abertamente quem será (ou quem serão?) os adversários de Paulo Câmara em 2018, quais secretários do Estado e da Prefeitura do Recife pretendem disputar mandato de deputado e como ficará a disputa presidencial pela cadeira de Michel Temer. Ou seja, a cabeça do brasileiro vive permanentemente ligada em eleições, deixando em plano secundário questões vinculadas ao seu quotidiano como serviços nas áreas de educação, saúde, assistência social e infraestrutura, promessas não cumpridas pelos governantes, etc. E tem mais: se o presidente Michel Temer não acertar o passo da economia no curso deste ano, a pressão por eleições diretas incendiará o país.
Se o presidente Michel Temer não acertar o passo da economia, a pressão por novas eleições vai incendiar o país

Câmara Municipal pacificada
Geraldo Júlio teve um trabalhinho, mas conseguiu pacificar sua bancada na Câmara Municipal do Recife. Foram eleitos para presidente e 1º secretário exatamente quem ele queria: Eduardo Marques (PSB) e Marco Aurélio (PRTB), respectivamente. Com apoio da bancada do PP (Kiko Chico, Michelle Collins e Romero Albuquerque), Eduardo da Fonte queria Aerto Luna (PRP) na 1ª secretaria, mas recuou.

Azarão > Dos candidatos a prefeito de 2016, em Pernambuco, o “azarão” foi o médico Vital Sobreira (Belmonte). Pelo PTB, ele perdeu a disputa de 2012 para Marcelo Pereira (PR) por apenas 54 votos. Pelo PSB, em 2016, com apoio do próprio Marcelo, perdeu para Romonilson Mariano (PHS) por 4.447.
Pressa > Miguel Coelho (PSB), novo prefeito de Petrolina, está com pressa. Hoje às 10h assinará convênio com a Codesvaf para investir R$ 4,5 milhões no abastecimento d’água da zona rural.

Lixo > O último decreto assinado em Olinda pelo ex-prefeito Renildo Calheiros (PCdoB) diz que “todos devem botar o lixo dentro de um saco e colocar na calçada antes da passagem do caminhão da coleta”.
Lucro > Pernambuco fechou 2016 com apenas um município sob intervenção: Gravatá. E o saldo deixado pelo interventor Mário Cavalcanti foi infinitamente melhor que o do antecessor (Bruno Martiniano).

Timing > Avaliam familiares do ex-deputado Pedro Corrêa, ora cumprindo pena em Curitiba, que ele perdeu o “timing” da delação premiada, envolvendo Lula, e que tudo que contou à PF e ao Ministério Público Federal perdeu importância depois que vazaram as delações dos ex-diretores da Odebrecht.

Agressão > Frequentar unidades da Livraria Cultura não tem sido boa coisa para petistas. O senador Humberto Costa foi agredido, sábado, física e verbalmente, na loja Paço Alfândega, no Recife. Em 2015, o vereador Eduardo Suplicy passou por esse mesmo vexame na loja da Avenida Paulista (SP).
Tropeção > O maior erro político que o PSB cometeu em 2016 teve como palco Caruaru, que foi governada quatro vezes por José Queiroz (PDT). Entregou o comando do partido a Raquel Lyra e depois o pediu de volta para entregá-lo ao casal Laura e Jorge Gomes. Raquel abrigou-se às pressas no PSDB, graças à mão amiga de Aécio Neves, derrotou Tony Gel (PMDB) no 2º turno e agora está à frente da maior cidade do interior de Pernambuco.

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