João Doria
João DoriaFoto: Reprodução|Lailson Santos

O PSDB tem consciência de que o novo prefeito de São Paulo, João Dória, é sua “carta reserva” para 2018, caso o governador Geraldo Alckmin se inviabilize politicamente. Ala influente do partido, liderada pelo ex-presidente FHC, não engole o prefeito. Mas talvez tenha que lançá-lo por absoluta falta de alternativa. Dória é “cria política” do governador, que o bancou dentro do partido em 2016, e por isso se esperava dele lealdade absoluta ao seu “criador”. No entanto, não é isto o que se vê. Todas as vezes que é questionado sobre 2018, o prefeito dá uma resposta diferente. Dizia inicialmente que não seria candidato, mas de uma semana para cá avançou o sinal. Já admite a hipótese de entrar na disputa, desde que seja escolhido em prévias. E mais recentemente afirmou que o candidato será aquele que estiver melhor colocado nas pesquisas. Ou seja, não é mais o “João trabalhador”, como gosta de ser chamado, e sim o “João dúbio”.

A opinião do sociólogo
O sociólogo é “mago” das pesquisas Antonio Lavareda, que já participou de várias campanhas do PSDB, tem a seguinte opinião sobre o futuro candidato do partido à sucessão de Michel Temer: “Por enquanto, ninguém está dentro e ninguém está fora da disputa. Não é hora de jogar a toalha e nem tampouco de se enrolar nela”. Ou seja, tanto pode dar Alckmin como Dória.

Contra : Eduardo da Fonte (PP) já pediu à CUT e à Força Sindical que não o inclua na lista dos parlamentares pernambucanos que votaram a favor da reforma trabalhista. Ele diz que não só votou contra essa reforma, como votará contra também à reforma previdenciária.

Salto : 
Embora esteja cumprindo o 1º mandato na Assembleia Legislativa, o deputado Lucas Ramos (PSB) comunicou ao governador Paulo Câmara que vai se candidatar à Câmara Federal em 2018. Está de olho no “espólio” de Adalberto Cavalcanti (PTB), que obteve mais de 40 mil votos só em Petrolina em 2014 e não vai disputar a reeleição.

Rolagem : Do procurador geral do Ministério Público de Contas do TCE, Cristiano Pimentel, sobre a Medida Provisória de Michel Temer autorizando os municípios a renegociarem seus débitos com o INSS em 200 parcelas: “Não pagar (o que se deve à previdência) passou a valer a pena”.

Projeto : O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), que está em Nova York em missão oficial, trabalha simultaneamente em três projetos: derrubar Carlos Siqueira da presidência nacional do PSB, reeleger Fernando Filho à Câmara Federal e eleger dois estaduais pela região do São Francisco.

Viagem : Geraldo Alckmin deverá vir a Pernambuco, em junho, como convidada da prefeita Raquel Lyra (PSDB), para participar do São João do Caruaru. Ele não enjeita mais convite para viajar pelo país. Recentemente esteve no ES, ao lado do governador Paulo Hartung, para assistir à colheita do café.

Votos : 16 dos 25 deputados federais pernambucanos votaram a favor da reforma trabalhista e 8 contra. Mas nem todos irão manter a mesma posição na votação da reforma previdenciária. Daniel Coelho (PSDB) e Kaio Maniçoba (PMDB) votaram a favor da 1ª, mas irão votar contra a segunda.

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