Renata Bezerra de Melo
Renata Bezerra de MeloFoto: Bruno Campos/Folha de Pernambuco

Sem meias palavras, a secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado, em nota emitida na noite de ontem, chamou de "desnecessária e equivocada" a iniciativa do procurador-geral da República, em exercício, Nicolao Dino, de instaurar procedimento administrativo para apurar a situação do sistema penitenciário de Pernambuco, entre outros estados. Embora admita "o problema" existente, a secretaria sugere "mais responsabilidade e menos pirotecnia" no tratamento do sistema prisional brasileiro. A defesa usada, nesse caso, foi o ataque à PGR, que já investiga o governador Paulo Câmara por supostas irregularidades na Arena Pernambuco. Problemas no sistema prisional de Pernambuco se acumulam. O texto, inclusive, fala em nome do Palácio das Princesas. Diz assim: "O Governo de Pernambuco estranha a iniciativa do procurador-geral da República". O fracasso da PPP de Itaquitinga é um dos pontos que agrava a crise no sistema penitenciário do Estado, além de rebeliões recentes. Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, cuja pasta, agora, cobra "responsabilidade"
na gestão do sistema prisional brasileiro, já chegou a declarar que cometia ato irregular ao dar seu celular nas cadeias, admitindo que presos usavam o aparelho nos presídios. Fez a observação durante audiência na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Alepe. Posteriormente, imagens de presos armados e com facões no pátio de uma das unidades do Presídio Frei Damião de Bozzano levantaram mais questionamentos. Se a situação do sistema prisional do Estado não é ideal, atacar a PGR não parece ser o caminho mais prudente de reagir.

Luciana vê "forçação de barra"
Se o PPS-PE emitiu nota de desagravo ao ministro da Cultura, Roberto Freire, após as vaias recebidas por ele no Palácio das Princesas e o governador, por sua vez, deu sinais de insatisfação, julgando ter tido sua autoridade atropelada, a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, considera uma "forçação de barra" atribuir, a comunistas, a movimentação. E aponta ainda uma "desonestidade" nessa vinculação.

Testemunha 1 > À coluna, Luciana faz as seguintes ponderações: "Aquilo é de uma forçação de barra que nunca vi. Eu tava lá. Roberto Freire, quando foi anunciado, levou vaia. Fiz questão de observar se tinha militante do partido. Só tinha uma moça militante do partido, que estava com cartaz escrito`Diretas Já`. O resto tem nada a ver com militante do PCdoB".

Testemunha 2 > No Palácio das Princesas, a postura de Marcelino Granja, secretário de Cultura, foi encarada como uma afronta, em meio a uma agenda, que seria positiva. Luciana arremata: "Acho uma desonestidade, forçação de barra essa leitura daqueles episódios. A versão que ficou é de que o negócio foi uma articulado pelo PCdoB".

Repertório > Luciana marca presença no almoço do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com a bancada pernambucana hoje. O partido dela votou em Maia, quando ele disputou a presidência - no 2º turno. A outra opção era Rogério Rosso, do "centrão". Hoje, Rosso continua sendo uma das alternativas.

CCLJ > É provável que as ponderações que vêm sendo feitas pelo deputado Waldemar Borges para que haja um rodízio na liderança do governo, na Casa de Joaquim Nabuco, sejam aceitas. Nesse caso, cogita-se que ele possa assumir a presidência da Comissão de Justiça, uma das mais importantes.

Seis anos > O colegiado era presidido por Raquel Lyra, que, agora, comanda a Prefeitura de Caruaru. Com a saída dela, o espaço estaria disponível. Já faz seis anos que Waldemar está à frente da liderança com saldo positivo na aprovação de projetos do Executivo.

Fica > A ida de Waldemar para a CCLJ deixaria vaga a liderança e o retorno de Isaltino Nascimento à Alepe estaria sendo contabilizado já como uma peça nesse xadrez. A despeito dos apelos feitos internamente, para continuar no executivo estadual, Isaltino deve mesmo permanecer na Assembleia Legislativa.

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