Renata Bezerra de Melo
Renata Bezerra de MeloFoto: Colunista

Para 2017, o valor do Fundo Partidário aprovado pelo Congresso foi de R$ 819 milhões. Então, à frente da relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o senador Eduardo Braga chegou a registrar que os partidos queriam mais de R$ 1 bilhão. O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos é formado por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades, doações e outros recursos financeiros que lhes forem atribuídos por lei. De acordo com o TSE, nos meses de janeiro e fevereiro, os maiores partidos levaram as seguintes quantias por mês, contabilizando os repasses de duodécimos: PT (R$ 7.866.826,90), PMDB (R$ 6.453.403,47), PSDB (R$ 6.646.776,12), o PP (R$ 3.895.753,23), o PSB (R$ 3.799.835,54), DEM (R$ 2.506.981,44). Somando cifras de janeiro e fevereiro, o PT já embolsou mais de R$ 16 milhões, o PMDB, quase R$ 13 milhões, o PSDB, mais de R$ 13 milhões, o PP, quase R$ 8 milhões, o PSB levou mais de R$ 7 milhões e o DEM, mais de R$ 5 milhões. Tais valores, acompanhados dos demais também pagos aos partidos menores, de acordo com o tamanho de cada um, são bancados pelo contribuinte, que é, no fim, quem paga a conta. Em outras palavras, no momento em que parlamentares engrossam o coro em prol do financiamento público, vale lembrar que já há uma poupança sendo feita pela população para eles e não é pequena. Custa R$ 819 milhões em um País que convive com desemprego e graves problemas de Segurança, Saúde, Educação e debate uma Reforma da Previdência, de forma a evitar uma quebradeira.

No mínimo, há de se baratear as campanhas. O Fundo Partidário já custa, à população, R$ 819 mi

Aposta no veto de Temer
Em São Paulo, ontem, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, foi à mesa com dois tucanos: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o prefeito de São Paulo, João Dória. À coluna, o pós-comunista reage à possibilidade de anistia ao caixa 2. "Se vier a ocorrer, o presidente irá vetar", vaticina. E arremata: "Não é aceitável o presidente arcar com o ônus. A sociedade irá pressionar".

Já é! > Jungmann defende o financiamento público, assim como o voto em lista. "Está no programa do partido (PPS)", realça. Avalia que "os partidos já são cartórios nas mãos de um ou dois, praticamente". E completa: "Não vai ser a lista que vai fazer isso".
Inequação > Para Jungmann, a eventual intenção de "esconder" nomes implicados na Lava Jato numa lista fechada pode prejudicar o todo. "A lista perderia toda credibilidade", projeta. Mas, levando em conta o volume de parlamentares citados na Operação, parece difícil montar uma lista em que não haja envolvidos.

Jogo... > Governadores do Nordeste estarão reunidos, neste domingo (19) no ato do presidente Lula, em Monteiro (PB). Camilo Santana, Ricardo Coutinho e Rui Costa estarão presentes. O senador Humberto Costa considera o momento interessante para o ex-presidente se posicionar, a despeito de lista de Janot.
...zerado > "Aquele estigma todo que tinha em cima do PT...fica claro que era o sistema que estava apodrecido. Agora, fica evidente que isso não surgiu com o PT", sublinha Humberto. Mas mostra-se em alerta com o desgaste do cenário político, capaz de dar espaço a novos salvadores da pátria.

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