BNDES
BNDESFoto: Divulgação

O BNDES informou nesta sexta (19) que pediu explicações à JBS sobre operações com ações e câmbio na véspera da divulgação de detalhes sobre a delação dos controladores da companhia. Por meio de sua subsidiária de participações BNDESPar, o banco tem uma participação de 21,3% na empresa, adquirida em operações para financiar a compra de frigoríficos no exterior.

As negociações de ações e no mercado de câmbio um dia antes de o mercado financeiro repercutir a delação são investigadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Os aportes somaram R$ 8,1 bilhões. Além disso, o BNDES emprestou outros R$ 3,8 bilhões à empresa, em operações diretas ou com participação de instituições financeiras privadas.

"Sobre as informações divulgadas a partir da delação de Joesley Batista, o BNDES reafirma que a diretoria e os empregados do banco são os principais interessados na apuração de quaisquer eventuais fatos que tenham ocorrido em relação a suas operações e ao eventual uso do banco por terceiros", disse o BNDES, em nota divulgada nas redes sociais.

Na terça (16), a presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques, abriu comissão interna para apurar denúncias da Operação Bullish, que na sexta (12) cumpriu mandados de busca e apreensão e condução coercitiva de funcionários do BNDES.

Em evento na quinta (18), porém, ela não quis comentar impactos e medidas adotadas pelo banco a partir da delação. "O BNDES coopera, cotidianamente, com todas as autoridades públicas, órgãos de controle, Ministério Público e Polícia Federal", diz a nota.

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