Oia eu aqui de novo...
Consumidor de vinho procura boas ofertas para conseguir sobreviver no mercado atual
... xaxando! Nesse período pré-carnavalesco, talvez fosse melhor: “Voltei Recife; foi a saudade que me trouxe pelo braço”. Após uma longa ausência – você gostou, né? Leu coisas melhores nesse espaço – por motivos profissionais e (também) um pouquinho de malemolência, voltei, leitor. Mas o frevo de Luiz Bandeira foi só uma introdução invocativa. Nesse tempo, eu estava por essas bandas. Assistindo a toda esse ópera-bufa em que vem se transformando nossa sociedade. Tá difícil, né? Mas Deus (só ele) é grande e haverá de nos mostrar “o caminho, a verdade, a vida”!
Fui buscar na minha memória o que escrevi aqui por derradeiro. “Oferta e procura”! Acertei? Pois é, lá comentei as agruras do consumidor de vinho pra conseguir sobreviver nesse mercado atual. O que me reporta a uma publicação da Marianne Piemonte, coluna Al Vino, revista Veja, que me foi enviada por um primo. Que não bebe vinho, mas é atento ao tema (acho que um dia se converterá!).
A chamada de título é bem instigante: “o Château Pétrus pode custar 200.000, mas sai por 1.400 na Grande SP”. Reconheço, amigo, corri pra ler. Pra minha decepção, falava de um bar em Santo André – ali, vizinha da terra do “hômi” – que vendia uma dose de 30 ml deste mítico vinho por essa “pechincha” de R$1.400. Trinta mililitros! Um gole e pronto! Nem água no deserto do Saara é tão cara. Mas por incrível que pareça, segundo o artigo da Marianne, o dono do bar está satisfeito com a empreitada. “Há quem ajoelhe ao lado da máquina com a taça na mão”. É cada um...
Mas é melhor você guardar seu dinheirinho, que a coisa tá preta! Ops. Sem patrulhamento do ridículo “politicamente correto”, faz favor. Seguindo as instruções do “cara”, se estiver caro (trocadilho horrível), não compre. Taí. Considerando o supérfluo (será mesmo?) mundo do vinho, finalmente ele emitiu uma boa orientação. Procure que o mercado tem boas ofertas, de bons vinhos. Afinal você pode não conseguir ter Cristiano Ronaldo no seu time, mas Lucas Lima atende muito bem! Concorda não? Hum, deve ser torcedor do timba ou da cobrinha! Para atingir essa façanha, prefira os vinhos portugueses e espanhóis. Por que não os brasileiros? Ou outros sul-americanos? Na média, ficaram comparativamente muito caros, amigo. Bem, considerando o calor e as “ladeiras de Olinda” que se avizinham, no afã de prestigiar o produto brasileiro, vou indicar o Gazzaro Chardonnay (em torno dos R$80). Sugestão do Bira (Clube Vino do Sul), que sabe tudo de Brasil. E se quiser ser ainda mais bairrista, prestigie o nordestino Espumante Rio Sol Assinatura (R$170).
Aproveite seu carnaval. Mas não esqueça de se hidratar. Sem falar nos cuidados pra não se infectar! Viroses respiratórias, AIDS e outras coisinhas assim estão soltas no frevo! Tim, tim, brinde à vida.