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Folha Gastronômica

Ainda o Oscar

O livro "Royale com queijo, as mais deliciosas frases sobre gastronomia do cinema", de Mariza Gualano celebraas referências de comidas e bebidas na telonaO livro "Royale com queijo, as mais deliciosas frases sobre gastronomia do cinema", de Mariza Gualano celebraas referências de comidas e bebidas na telona - Greg Vieira/Arte FolhapE

Nestes dias que se seguiram ao Oscar, e ainda impactados com o sucesso do cinema brasileiro e de nossos atores, resolvi reler um livro curioso que recebi de uma amiga querida – Royale com queijo, as mais deliciosas frases sobre gastronomia do cinema, de Mariza Gualano. São mais de 600 frases, ditas nas telas, celebrando comidas e bebidas. Transcrevo algumas:

•    “De todos os bares do mundo, ela tinha que entrar logo no meu” – Casablanca, 1942.
•    “Uma mulher apaixonada e feliz deixa queimar o suflê. Uma mulher apaixonada e infeliz se esquece de ligar o forno” – Sabrina, 1954.
•    “Depois de comer uma torta de cebolas e toucinho, renunciou a seu nome, Alonso Quixano, e começou a se intitular Don Quixote de la Mancha” – Don Quixote, 1957.
•    “A vida é um banquete” – A mulher do século, 1958.
•    “Pouca gente sabe, mas para trinchar o cordeiro é preciso estar de pé” – O discreto charme da burguesia, 1972.
•    “Um bom cozinheiro é como um bom cirurgião” – A comilança, 1973.
•    “Moqueca de siri mole era o prato preferido de Vadinho... seus dentes mordiam o siri mole, seus lábios ficavam vermelhos de dendê” – Dona Flor e seus dois maridos, 1976.
•    “Devíamos ter comprado bife, que não tem pernas nem corre” – o Noivo neurótico, noiva nervosa, 1977.
•    “Eu não cozinhava. Eu fazia arte” – A festa de Babette, 1987.
•    “Não se deve fumar antes de comer. Afeta o paladar, queima sua língua e deixa odor na urina” – O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante, 1989.
•     “Dom João morreu tomando sopa de galinha” – Carlota Joaquina, 1995.
•    “Às vezes o espaguete gosta de ficar sozinho” – A grande noite, 1996.
•     “Companheira Maria, você atua muito bem, mas a maior prova de amor ao ideal revolucionário é comer a sua comida” – O que é isso, companheiro?, 1997.
•    “Essa gente não sabe o que é comida. Ponha uma almôndega no prato e vão achar que é bola de boliche” – Uma receita para a Máfia, 2000.
•    “É bife passado na manteiga pra cachorra e fome pra João Grilo. É demais!” –  O Auto da compadecida, 2000.
•    “Vocês pretendem me comer vivo? / Não! Primeiro a gente assa bem” – Caramuru, 2001.
•    “Comida importa mais do que tempo” – O pianista, 2002.
•    “Tenho medo do medíocre misturado com o complicado. A cozinha não perdoa” – Fuso horário do amor, 2002.
•    “Não dá para botar um javali nas lentilhas? Ou dois?” – Asterix (2002).
•    “A canela faz as pessoas olharem umas nos olhos das outras” – O tempero da vida, 2003.
•    “O segredo da vida é a manteiga” – As férias da minha vida, 2006.
•    “A boa comida é como música que se saboreia” – Ratatouille, 2007.
•    “Qualquer um pode cozinhar, mas só os destemidos serão notáveis” – Ratatouille, 2007.
•    “Assim como Degas usava a tinta, Rodin usava o bronze; Debussy, o piano; Baudelaire, o idioma; Henri Jayer e Philippe de Rothschild usaram a uva. Um grande vinho é uma grande arte, meu amigo” – O julgamento de Paris, 2008.
•     “Lembre-se de que o caminho para o coração de um homem sempre passa pelo estômago” – Toast, 2010.
•    “Cada palavra em italiano é como uma trufa, um passe de mágica” – Comer, rezar, amar, 2010.
•    “Quem nunca chupou cabeça de lagostim não viveu a vida” – Borboletas negras, 2011.
•    “Isso se chama doce de leite. É a coisa mais deliciosa do mundo. Vocês se esqueceram de inventar” – Um conto chinês, 2011.
•    “Não confio em pessoas que não bebem” – Trem noturno para Lisboa, 2013.

           Em uma próxima edição desse livro certamente estará presente a frase dita por Rubens Paiva, quando foi levado pela polícia, e para acalmar sua mulher :“Volto a tempo para o suflê” (Ainda
 

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