Como promover encontros virtuais dentro da sala de aula?

Marcilene Souza explica a importância da conexão entre alunos de diferentes regiões

As escolas brasileiras estão mais conectadas no pós-pandemia. - Freepik

A pesquisa TIC Educação 2023, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), indica que as escolas brasileiras estão mais conectadas no pós-pandemia.

Segundo o estudo, houve avanço na presença de Internet em espaços de uso pedagógico. Atualmente, 82% das instituições de ensino municipais estão conectadas e contam com acesso à rede na sala de aula, proporção que era de apenas 60% em 2020. Esse aumento reflete uma tendência de, cada vez mais, inserção do uso da tecnologia em sala de aula

A assessora pedagógica da Rede Pitágoras, Marcilene Gonçalves de Souza, destaca que existem diversos benefícios desta adesão no ambiente escolar. “A Internet pode conectar estudantes e professores de diferentes regiões, estimular o protagonismo dos alunos, valorizar o conhecimento e a troca de experiências e aprimorar a capacidade de comunicação”, afirma.

Tecnologia para potencializar os processos educacionais

A uso de ferramentas tecnológicas pode ser um importante meio de engajar os estudantes e, até mesmo, de ampliar os projetos educacionais, conectando alunos de diferentes escolas. Marcilene conta que, neste sentido, o Pitágoras desenvolveu o projeto “Alunos em Rede”, que conecta estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental de diferentes regiões do Brasil, por meio de encontros virtuais. A ação visa desenvolver habilidades e competências, como conhecimento e cidadania, cultura digital, argumentação e comunicação, valorizando o conhecimento e a troca de experiências.

Em sua XX edição, a temática deste ano é “Janelas Literárias: A aventura de conhecer a diversidade brasileira”. “Além de abordar as características regionais, também visa promover uma aproximação entre os alunos e a literatura regional, a fim de desenvolver o sentido de pertencimento e fortalecimento da identidade cultural”, explica.

A conexão possibilitada aos estudantes participantes promove o enriquecimento cultural, amplia a compreensão de diferentes realidades e desenvolve habilidades criativas. Esses quesitos, segundo Marcilene destaca, são essenciais para a formação de cidadãos reflexivos, críticos e inovadores. “Ao interagirem com colegas de outras localidades, os estudantes desenvolvem uma visão mais global e aprendem a valorizar a diversidade cultural”, conta.

Assim, os alunos têm a oportunidade de aprenderem uns com os outros, enriquecer seu repertório e desenvolver habilidades de diferentes componentes curriculares, aprimorando também a capacidade de comunicação. Alunos que participaram de edições anteriores relataram entusiasmo e motivação ao conhecer colegas de diferentes regiões, que aprenderam sobre as riquezas culturais do Brasil de forma mais significativa.

A especialista explica com mais detalhes como promover encontros virtuais como esses entre estudantes. Confira:

As escolas envolvidas no projeto devem receber um material pedagógico com propostas de atividades a serem desenvolvidas;

Esses materiais podem abordar diferentes aspectos da cultura regional (patrimônios históricos, manifestações culturais, como festas populares, gastronomia, artesanato, literatura, brincadeiras etc.);

As atividades propostas resultam na elaboração de produtos finais que retratam a cultura de cada região. Isso deve ser apresentado por cada escola durante os encontros.

Veja também

Datafolha/Caruaru: pesquisa aponta empate técnico entre Rodrigo Pinheiro e Zé Queiroz
Pesquisa

Datafolha/Caruaru: pesquisa aponta empate técnico entre Rodrigo Pinheiro e Zé Queiroz

'Rachadinha': juiz vê 'contradições' e devolve inquérito de investigação contra Carlos Bolsonaro
RIO DE JANEIRO

'Rachadinha': juiz vê "contradições" e devolve inquérito após MP pedir para arquivar investigação contra Carlos Bolsonaro

Newsletter