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Saúde e bem-estar

O perigo escondido nos líquidos adoçados

Fazer a leitura dos rótulos das embalagens é importante para entender a composição das bebidas

Diabéticos devem ter cuidados redobrados com as bebidas adoçadasDiabéticos devem ter cuidados redobrados com as bebidas adoçadas - Canva

Seja para aliviar o calor ou acompanhar uma refeição, sucos industrializados, chás adoçados e bebidas “saudáveis” são escolhas comuns. No entanto, por trás do sabor doce e da aparente leveza, esses líquidos carregam um grande perigo: o excesso de açúcar adicionado. Seu consumo frequente pode desencadear sérios problemas de saúde, como aumento da gordura no fígado, ganho de peso e elevação da glicemia, sendo ainda mais preocupante para diabéticos e pessoas em dietas de controle de peso.

Afinal, o que são os líquidos adoçados?
Líquidos adoçados são bebidas que contêm quantidades elevadas de açúcar ou adoçantes artificiais. Entre os mais populares estão os sucos de caixinha, chás industrializados, refrigerantes e até mesmo isotônicos (dependendo da marca). Essas opções, muitas vezes vistas como saudáveis, podem conter tão ou mais açúcar do que um refrigerante comum. O consumo excessivo desses produtos favorece alterações metabólicas e o acúmulo de gordura no organismo.

Os sucos de caixinha são realmente saudáveis?
Muitos consumidores acreditam que os sucos industrializados são opções saudáveis por serem feitos de frutas. No entanto, grande parte deles contém apenas uma pequena porcentagem de polpa e um alto teor de açúcar ou adoçantes artificiais. Além disso, a pasteurização pode eliminar boa parte dos nutrientes presentes na fruta. Com isso, o efeito no organismo é semelhante ao do consumo de refrigerantes, impactando negativamente a saúde metabólica.

E os chás gelados com groselha?
Apesar de parecerem uma alternativa mais natural, os chás gelados adoçados também são vilões da saúde quando contêm xaropes, como a groselha. Essa combinação eleva o índice glicêmico e sobrecarrega o fígado. Assim, em vez de ser um refresco inofensivo, essa bebida contribui para o aumento da gordura hepática e do risco de doenças metabólicas.

Prejuízos
O consumo excessivo de bebidas adoçadas está associado a diversos problemas de saúde:

Moderação
Para evitar esses problemas, é essencial reduzir o consumo de bebidas adoçadas e dar preferência a opções naturais. A água, açúcar de frutas in natura e chás sem açúcar são alternativas saudáveis. Os líquidos adoçados podem ser consumidos esporadicamente, mas com consciência. Para diabéticos e pessoas que buscam o controle de peso, a moderação é ainda mais essencial. O ideal é sempre optar por alternativas naturais e sem adição de açúcar. Ficar atento às escolhas e ler rótulos com atenção é um passo importante para uma vida mais saudável. Afinal, o refresco momentâneo não deve comprometer o bem-estar a longo prazo.

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Saiba mais sobre o médico Rafael Coelho @rafaelcoelhomed – www.rafaelcoelhomed.com.br



Acontece

 



FPS recebe 7º Colóquio Internacional de Educação e Trabalho em Saúde

A pesquisa e a prática profissional na área da saúde serão temas de evento do 7º Colóquio Internacional de Educação e Trabalho em Saúde (Cietis). O encontro acontece entre os dias 08 e 10 de abril, no Centro de Eventos Recife, localizado dentro do campus da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). As inscrições, abertas para o público geral, podem ser efetuadas AQUI



Exercícios físicos melhoram a vida das pessoas com câncer

Evidências científicas indicam que a pratica de atividade física reduz em até 30% os casos de tumores nas mamas, cólon, bexiga, endométrio, esôfago e na região gastrointestinal. Há pouco mais de cinco anos, os especialistas perceberam que os exercícios também podem melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença em curso, até mesmo em estágio avançado. “Uma simples caminhada pode fazer a diferença para as pessoas em tratamento do câncer”, afirma o oncologista Gilberto Amorim, da Oncologia D’Or. Um guia, elaborado por sociedade médicas brasileira, revela que os exercícios para os sobreviventes do câncer são toleráveis e seguros, inclusive quando realizados em meio ao tratamento — quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal ou outros. Adultos e idosos, com ou sem diagnóstico de câncer, devem praticar ao menos 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada. Outra opção é fazer exercícios vigorosos por, no mínimo, 75 minutos semanais, ou ainda, combinar exercícios moderados com vigorosos.



 

Em Pauta

 

Alerta vermelho: doença na gengiva pode prejudicar os pacientes com Alzheimer

 Cirurgião-dentista Juliano Borelli - Foto: Divulgação

Aquela velha história de que saúde começa pela boca nunca fez tanto sentido. Estudos científicos recentes vêm apontando uma ligação preocupante entre a doença periodontal — aquela inflamação gengival que parece inofensiva no começo — e a progressão do Alzheimer, a forma mais comum de demência entre idosos. Sim, estamos falando de uma conexão direta entre gengiva inflamada e declínio cognitivo acelerado. “O que acontece na boca não fica só na boca”, alerta o cirurgião-dentista Juliano Borelli, . “A inflamação crônica causada por bactérias periodontais pode contribuir para o agravamento do quadro neurológico em pacientes com Alzheimer.”

A doença periodontal se apresenta, inicialmente, como uma simples gengivite — inflamação da gengiva, geralmente acompanhada de sangramentos leves. Se ignorada, evolui para periodontite, uma infecção bacteriana mais severa que ataca os tecidos de sustentação dos dentes. O resultado? Dor, inchaço, dentes frouxos e até perda dentária. Mas o problema vai muito além da estética ou do desconforto. “Pacientes com Alzheimer têm, naturalmente, mais dificuldade em manter uma higiene bucal eficiente. Isso cria o ambiente perfeito para o avanço da periodontite”, explica Borelli. “E essa infecção libera mediadores inflamatórios que podem afetar outras partes do corpo — inclusive o cérebro.”

Estudos recentes indicam que a inflamação crônica provocada por infecções periodontais pode estar associada ao acúmulo de placas beta-amiloides no cérebro, um dos principais marcadores do Alzheimer. Isso significa que a falta de cuidados com a boca pode acelerar o avanço da doença, comprometendo ainda mais a cognição, a memória e a qualidade de vida do paciente.
“Estamos falando de uma via inflamatória sistêmica. A bactéria não precisa sair da boca e invadir o cérebro diretamente. Basta o corpo estar em constante estado inflamatório para que o Alzheimer ganhe terreno”, reforça Borelli.

Cuidados redobrados com a higiene bucal de idosos
A prevenção, como sempre, é o melhor caminho. E, nesse caso, ela é fundamental para pacientes com Alzheimer, que muitas vezes já enfrentam limitações motoras e cognitivas para realizar tarefas simples do dia a dia — como escovar os dentes. “É essencial que familiares e cuidadores estejam atentos à saúde bucal desses idosos. Um plano de cuidados odontológicos deve fazer parte da rotina do paciente desde os primeiros sinais da doença”, orienta o dentista. Entre os cuidados recomendados estão escovações supervisionadas, uso de escovas elétricas (mais práticas e eficazes), visitas regulares ao dentista e acompanhamento especializado para diagnóstico precoce de infecções periodontais. Manter a boca saudável pode significar não só dentes no lugar, mas também uma mente mais protegida. A conexão entre a periodontite e o Alzheimer é mais um alerta para que a saúde bucal seja levada a sério, principalmente entre a população idosa. “Cada dente que você salva, cada inflamação que você evita, é uma chance a mais de proteger o cérebro. A odontologia moderna precisa estar integrada ao cuidado integral do paciente, especialmente os mais vulneráveis”, conclui Borelli.


Artigo

 

Após a regulamentação da publicidade médica, busca por médicos na internet aumentou 50,58% 

 Foto: Divulgação

Por Gabriel Nasajon

Atualizado pela última vez dia 11 de março de 2024, a publicidade e propaganda médica é bastante específica em suas diretrizes. No atual mundo digital, dados divulgados pelo Conselho Federal da Medicina (CFM), mostram que a procura por médicos na internet aumentou em 50%. Com uma marca de 575.930 médicos ativos no Brasil, ter um bom posicionamento de marketing para se destacar é o ideal. Mesmo com todas as restrições e a grande concorrência, é necessário encontrar um meio de se divulgar com esse mercado. 

Atualmente as pessoas se conectam ainda mais com outras. No caso de clínicas e estéticas, ter um representante muda a perspectiva da marca e eleva a confiança do consumidor e paciente ao escolher a empresa. Principalmente, tendo em vista que independe da especialização, a medicina é um trabalho que exige responsabilidade e precisa transmitir credibilidade e segurança em qualquer lugar. No início do ano passado, uma pesquisa feita pelo Datareportal mostrou que o Brasil contava com 144 milhões de usuários ativos em redes sociais, representando 66,3% da população. Por tanto, a humanização da marca é o principal ponto para uma boa estratégia de marketing. Essa estratégia não se resume apenas a um rosto, mas a uma mensagem que transparece que são pessoas lidando com pessoas. Isso indica um senso de empatia e responsabilidade. 

Focar no conteúdo educacional é mais uma das ferramentas usadas para alcançar as vendas e um bom reconhecimento. O perfil que pode ser alcançado tanto por possíveis pacientes como por curiosos, mostra a verdade de cada procedimento e muitas vezes revela uma necessidade no seguidor.  Seguindo nessa ideologia, o alcance dentro do mundo da saúde pode ser a virada de chave para o seu negócio, e com isso, trazer cada vez mais visibilidade ao seu trabalho, cujo intuito é não ter nenhum espaço na agenda.

Gabriel Nasajon, diretor de tecnologia e marketing da Vivere Press



 


"Saúde e Bem-estar" é atualizada toda segunda-feira no Portal Folha de Pernambuco
Colaboração: jornalista Jademilson Silva
jademilson@gmail.com
@jademilsonsilva

 

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