'Raia 4' leva dilemas adolescentes para o universo da natação
Com roteiro e direção de Emiliano Cunha, longa-metragem gaúcho estreia nas plataformas digitais
Faltando pouco mais de dois meses para o início das Olimpíadas de Tóquio, o filme “Raia 4” chega ao streaming. Escrito e dirigido por Emiliano Cunha, o longa-metragem gaúcho tem o universo das competições de natação como pano de fundo. A estreia ocorre nesta quinta-feira (20), nas plataformas Now, Google Play, Apple Tv, iTunes e Youtube Filmes.
Ambientada em Porto Alegre, a trama retrata os conflitos internos de Amanda (Brídia Moni). Tímida e cheia de inseguranças, a adolescente encontra na piscina o único lugar onde se sente completamente livre. A atriz-mirim foi selecionada entre testes com nadadores de verdade.
É evidente a solidão que a protagonista sofre dentro e fora de casa. Na escola, a inaptidão social a impede de andar rodeada de amigos. Já os pais, que poderiam servir de apoio, parecem estar mais preocupados com suas próprias demandas e não conseguem enxergar as reais necessidades da filha.
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Ganhador de três prêmios no Festival de Gramado, o filme retrata questões da adolescência, mas sem recorrer às afetações típicas de produções voltadas para esse público. Temas que rondam a trama, como namoro, o primeiro beijo e a descoberta da sexualidade, ganham uma abordagem que passa pelo suspense.
A tensão que paira sobre a narrativa é construída muito mais na subjetividade das ações da personagem. Amanda observa à distância a colega de equipe Priscila (Kethelen Guadagnini), com um súbito interesse que caminha entre o desejo e a inveja. Esses sentimentos, no entanto, não são expressos em palavras, já que o silêncio domina boa parte das cenas do longa. O diretor rompe com o clima ameno do drama nos últimos minutos da obra, entregando um final surpreendente.