Obesidade é um dos grandes obstáculos entre os brasileiros
Obesidade é um dos grandes obstáculos entre os brasileirosFoto: Lehi Henri/Folha de Pernambuco

No mês que marca o crescimento da obesidade no mundo, algumas questões vêm à tona. Existe diferença entre o preconceito aos obesos e a condição do fator de risco, ambas acontecem e devem ser evitadas. Por um lado, há a discriminação estética, alimentada pelos estereótipos, padrões de beleza socialmente construídos e a ideia de que uma vida saudável está ligada ao corpo magro. Do outro, não temos como ignorar o fato de que o sobrepeso facilita o diagnóstico de doenças como asma, problemas cardiovasculares, gordura no fígado, diabetes e até câncer.

Os números mostram que a generalização da doença é errônea, porém preocupante. Segundo Humberto Arruda, especialista em Medicina Preventiva, 15% das pessoas consideradas obesas são saudáveis e 85% vão desenvolver outros tipos de distúrbios. “Do ponto de vista da saúde, não podemos considerar que não há problemas em ser obeso, também não significa que todo obeso vai ser doente, mas infelizmente, na maioria dos casos, há uma incidência assustadora de hipertensão, infertilidade (nas mulheres) e câncer, por exemplo”, diz Arruda.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a chamada Diabesidade já é considerada uma nova doença vinda da mistura entre diabetes e obesidade. Mais de 50% dos pacientes obesos vai desenvolver a diabetes durante a vida. Para Humberto, o grande vilão está nos carboidratos. “Se houver uma redução do consumo de carboidratos como pão, bolacha, biscoitos e farinha, é possível chegar a bons resultados e à reversão natural do quadro”, fala o profissional.

Humberto ainda salienta que a obesidade acontece porque a popu­lação está se alimentando de forma errada e especifica que refrigerante e suco de fruta também são nocivos, pois seu consumo aumenta o nível de açúcar no sangue sete vezes mais do que o açúcar normal. “Se você pega um pão com 100 calorias e um bife com o mesmo valor, os dois possuem a mesma quantidade de calorias, mas o pão vai fazer você engordar e a carne não, sobre reduzir o peso, calorias não são importantes e, sim, o hábito de comer corretamente”, exemplifica Arruda.

A ideia de que a cirurgia bariátrica vai resolver o problema sozinha também está errada. Segundo Humberto Arruda, a cada 10 pessoas que fazem a cirurgia, seis voltam a engordar novamente. A mudança do que se coloca no prato é o maior aliado contra a obesidade.

Obesidade e sobrepeso

O índice de massa corporal (IMC) presente vai definir se a pessoa está com sobrepeso ou se é obesa, mas as duas coisas são diferentes. Considera-se obesidade quando o IMC do paciente adulto estiver acima de 30. Abaixo disso (entre 25 e 30) é sobre­peso, e metade da população es­tá nesse patamar. Maior que 40 é a obesidade grau III, conhecido pelo nome de obesidade mórbida. Para sa­ber qual o nível de IMC, basta pegar o peso e dividir pela altura ao quadrado.

A obesidade e o sobrepeso estão re­­lacionados ao peso na balança. Pessoas magras com taxas alteradas pos­suem alguma deficiência no me­ta­bolismo, mas não podem ser chama­das de obesas ou com sobrepeso.

Confira a tabela com os valores do Índice de Massa Corporal do adulto:

Menor que 18,5 - Baixo peso

18,5 a menor que 25 - Eutrófico ou peso adequado

25 a menor que 30 - Sobrepeso

30 a menor que 35 - Obesidade Grau I

35 a menor que 40 - Obesidade Grau II

Maior que 40 - Obesidade Grau III

FONTE: Ministério da Saúde

Serviço:

Humberto Arruda, especialista em Medicina Preventiva
Rua Padre Carapuceiro, 752, sala 1201, Boa Viagem
Informações: 99897-5519

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