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Folha FinançasFoto: Arte/Folha de Pernambuco

Aqui, neste espaço, você encontra esclarecimentos de especialistas sobre como investir o seu dinheiro. Nesta semana, quem responde é o analista de investimentos da Finacap Alexandre Brito. Envie sua pergunta para [email protected] ou para o WhatsApp (81) 9479-6141.

O investimento no ouro pode ser uma boa saída durante esta crise? - Jurandir Diniz


A grande vantagem do ouro, dentre as opções de investimento conservadoras, é que ele é o único ativo que não detém risco de contraparte. Ou seja, você não tem o risco de receber seu dinheiro de volta. O ouro é conhecidamente um ativo de proteção, especialmente em momentos de turbulência. Porém, vale a pena ressaltar que mesmo o ouro, teve períodos neste último mês atípico de apresentar desvalorização. No momento atual, acredito que não faz tanto sentido investir em ouro por conta da grande valorização que ele já vinha apresentando.

Esse seria um momento para usar algumas reservas e arriscar novos investimentos? - Karla Couto

A principal questão que todos os investidores devem se preocupar, seja tanto em momentos adversos quanto de bonança, é a diversificação da sua carteira de investimentos. Caso seja aderente ao seu perfil de investidora e você tenha apetite a risco, é um momento de oportunidade para investimento em ativos de risco, especialmente em renda variável. Enxergamos o mercado de ações hoje com muitas empresas negociando a preços interessantes. Entretanto, vale salientar, novamente, a importância da diversificação e ser amparada por profissionais na sua tomada de decisão.

Tenho uma quantia de Dólar que comprei cinco anos atrás e penso em vender. Seria uma vantagem aplicar em alguma poupança? - Julia Reis

Caso você não tenha a pretensão de utilizar a moeda em alguma viagem que venha a programar quando a situação de se normalizar, pode ser uma alternativa. Recomendo considerar investir em aplicações mais interessantes em termos de risco x retorno, do que a poupança. Mesmo investimentos tão conservadores quanto, é possível encontrar melhores alternativas.

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Aqui, neste espaço, você encontra esclarecimentos de especialistas sobre como investir o seu dinheiro. Nesta semana, quem responde é o Economista, Professor e Consultor de finanças filiado à Unibra, Bruno Moura Tôp. Mande sua pergunta também  pra [email protected] ou para o WhatsApp (81) 9479-6141

Nos dias em que a Bolsa de Valores apresenta uma recuperação, é possível recuperar algumas perdas? - Carlos Felipe

Sim. Depende do montante investido e das operações que estão sendo executadas. Atualmente nossa Bolsa de Valores, apesar de ter apresentado uma semana promissora, entre 23 e 27 de março, ainda está bem abaixo de seus números normais, alcançando 75 mil pontos, quando, em janeiro estávamos acima dos 100 mil pontos. Muitos operadores estão reduzindo sua atuação para minimizar perdas. É que, atualmente, vivemos um clima de incertezas, algo que difere muito dos riscos, que são projeções futuras que se baseiam em dados passados e expectativas de comportamentos antes vistos no mercado. Já as Incertezas apontam para cenários que não podemos imaginar ou mensurar. Logo, apesar de possível recuperar ou minimizar suas perdas, é pouco crível que consiga no mesmo dia. Melhor opção é diversificar suas opções de investimento para que não seja pego numa queda vertiginosa de um determinado setor.

Tenho R$ 70 mil de uma reserva que está parado. Arrisco algum investimento na Bolsa ou direciono para uma poupança até a crise passar? - Larissa Dias

Atualmente, quase todas as opções de investimento tem retorno real zerado ou negativo, já que estamos com projeções de recessão para a economia mundial. Somado a esta situação, as políticas de austeridade econômicas implantadas nos últimos 12 meses que apresentam, principalmente, uma queda contínua das taxas de juros levaram ao cenário atual de falta de rendimento. A poupança vai minimizar sua perda, mas o rendimento, hoje, é muito baixo e terá um ganho real negativo. Contudo, sempre é melhor minimizar suas perdas. Poupança é interessante porque lhe garante liquidez para utilizar os recursos nesses tempos de necessidade.

A Bolsa brasileira só recomeçaria com uma recuperação dependendo do cenário internacional ou pode demonstrar isso antes? - Manoela Diniz

Provavelmente não pode demonstrar antes. As bolsas em geral seguem especulações de mercado. Hoje no Brasil está intimamente atrelada ao desempenho dos Estados Unidos. Não a toa, todos os dias que tivemos fechamento momentâneo das operações, estávamos seguindo o movimento global, mas principalmente a quedas dos índices estadunidenses. A nossa recuperação parece ter começado, principalmente pelos pacotes de auxílio econômicos divulgados pelos governos brasileiro e americano. Contudo, como nenhum dos dois países ainda passou pelo "pico" da epidemia do coronavírus que tem causado essa crise na produtividade, não é possível afirmar que já chegamos no fundo do poço.

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Este seria um bom momento para investir na Bolsa de Valores, pensando na recuperação do mercado? (Antônio Carlos)

Olá, Antônio, seria um bom momento para investir na Bolsa de Valores sim, devido a queda nos preços das ações, além disso a economia é cíclica, logo, os altos e baixos do mercado fazem parte do sistema capitalista. Porém é preciso ter muita cautela, pois a recuperação do mercado pode ser que dure bem mais do que se imagina, a forte queda dos preços das ações levou a Bolsa brasileira a interromper os negócios pela terceira vez seguida em uma mesma semana, algo incomum no mercado de capitais do nosso país. O cenário está muito incerto, existe mais risco do mercado piorar do que melhorar, você deve analisar muito bem sua decisão, porque antes do mercado se recuperar os preços das ações podem continuar a caírem bastante, não sabemos se já chegamos no fim, o coronavírus está se proliferando cada vez mais, veja o caso do Brasil recentemente, as empresas entrando em dificuldades e trabalhando em capacidade ociosa, as ações vão despencar ainda mais. O risco de quem entrar na bolsa agora é muito alto, enquanto a recuperação da bolsa e da economia poderá ser só longo prazo. Os fundos cambiais de instituições bancárias também seriam uma opção, a ideia é investir em fundos mais baratos de aplicações em dólar e/ou até mesmo em ouro. Fica a dica!

Esta é uma boa hora para investir no Tesouro Nacional? (Natália Diniz)

Os títulos do tesouro direto são títulos da dívida pública de um país, são investimento mais seguros, pois qualquer calote implica perda de credibilidade do governo, o que seria ruim para atração e manutenção dos investidores. Quanto aos investidores, eles estavam reclamando muito da baixa rentabilidade de títulos do Tesouro Direto, já que eles acabam refletindo a diminuição da taxa de juros no curto prazo e a expectativa de que o Brasil entrou em um patamar de juros mais baixos vivenciados na história do país. Contudo, esse mês de março, dado a incerta e crise econômica mundial, tivemos uma alta nas taxas dos títulos vendidos pelo Tesouro, ou seja, a taxa de retorno dos títulos públicos foi revisada para cima, maior alta para 2020, sendo uma boa hora para investir se comparado com outras modalidades de investimentos/retornos no momento, os fundos cambiais de instituições bancárias também seriam uma opção. Porém, no caso dos títulos públicos, a escolha do melhor título do Tesouro Direto fará toda diferença para uma melhor tomada de decisão, dado o seu perfil de investidor, assim, você precisar alinhar seu planejamento financeiro com o montante que será investido, bem como, o prazo de cada tipo de título (Tesouro Selic, os Prefixados, IPCA). Desse modo, se a crise atual se agravar, os indexados à inflação são boa alternativa, porque com o câmbio subindo do que jeito que vai, a gente pode começar a se preocupar com uma ligeira inflação e querer se proteger contra ela.

Tive alguns prejuízos com investimentos devido ao coronavírus, mas ainda tenho uma reserva de R$ 65 mil. Qual melhor forma de investir esse valor atualmente? (José Alves)  

José, o momento para se investir tem que ser com muita cautela, o cenário está muito incerto, existe mais risco do mercado piorar do que melhorar, você deve analisar muito bem sua decisão, porque não sabemos se já chegamos no fim, ou se estamos apenas no começo da crise do coronavírus. Porém, mesmo no momento turbulento que o mercado financeiro atravessa, alguns fundos ligados aos setores bancários tiveram ganhos em meios a crise mundial do coronavírus. Os fundos cambiais dos bancos: Santander, BB, Votorantim, Itaú etc, a ideia é investir em fundos mais baratos de aplicações em dólar e/ou até mesmo em ouro.

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Como investir em meio a crise do coronavírus? - Mariana Diniz

Atualmente, a situação do COVID19 está refletindo fortemente no Mercado Financeiro em geral. Se você dispõe de tempo e recursos para estudar o funcionamento da Bolsa de Valores, essa é uma oportunidade gigante para adquirir ações com um preço baixíssimo, contudo, o risco é enorme. Lembrando da máxima que: quanto maior o risco, maior o lucro, você precisa tomar uma decisão sabendo de tudo isso. Quaisquer outras opções estão inviáveis no momento. Algo importante é que o Tesouro Nacional suspendeu a negociação de títulos no Mercado Monetário até que o mercado se estabilize. As ações de compra ou venda de moeda estrangeira está com uma alta volatidade e a taxa de juros SELIC deve sofrer mais baixas para tentar estimular a economia.

Investimentos mais conservadores são melhores opções no momento? - João Dias

Investimentos conservadores vão minimizar a sua perda em tempos tão incertos como esse por conta do coronavírus. Essa ação se dá porque com as contínuas quedas da taxa de juros da economia brasileira, os investimentos conservadores estão ficnaod com rentabilidade nula e até em alguns casos, ficando negativa, como é o caso da poupança.

Como escolher um tipo de poupança com melhor rendimento? - Marina Gusmão

A poupança só existe uma e está apresentando um rendimento real negativo ante a inflação. O que pode variar e ser uma solução neste momento é tentar uma previdência privada que funciona de forma similar a da poupança. A diferença entre essas duas opções é que a segunda não lhe permite sacar ou retirar o valor à qualquer momento, como é o caso da poupança.

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Com a situação do coronavírus, é mais vantajoso recorrer para investimentos mais seguros? (André Castro)

André, como escrevemos recentemente para uma carta aos nossos clientes, os desdobramentos econômicos da disseminação do coronavírus ainda é uma incógnita. Porém, enxergamos que vivemos em um momento sem precedentes no Brasil e a visão de médio/longo prazo para as empresas brasileiras permanece o mesmo. Inevitavelmente haverá choques na economia, mas que devem ser mais concentrados no curto prazo. É importante construir uma carteira diversificada em seus investimentos. Posições que, no todo, lhe tragam uma boa rentabilidade no longo prazo. Se for adequado a seu perfil, acredito que é um momento excelente para investir em fundo de ações.

O melhor investimento em bolsa de valores são nas empresas mais tradicionais? (Mariana Almeida)

Mariana, o melhor investimento em bolsa é aquele que lhe traga uma carteira diversificada. Em nossa experiência administrando fundos de ações, é importante possuir as posições que lhe tragam rentabilidade acima da média pelo crescimento da empresa, mas também é crucial possuir empresas mais resilientes, com fluxo de caixa previsível, líderes em seus setores e boas pagadoras de dividendos. O fluxo de dividendos é importante neste momento que estamos vivendo pois, para o acionista da empresa, a despeito das oscilações do mercado, você terá sua remuneração como proprietária da empresa.

Como fazer investimentos com R$ 5 mil na bolsa de valores? (Joana Dias)

Joana, como falo acima, é importante prezar por uma carteira diversificada entre diversos setores, estratégias e empresas distintas. Para tanto, acredito que a melhor opção é considerar investimentos em fundos de ações, os quais lhe promoveram o acesso a uma equipe de gestão profissional, diversificação de seus investimentos e eficiência de custos e tributária.

Especialista dá dicas de como você pode investir seu dinheiro
Especialista dá dicas de como você pode investir seu dinheiroFoto: Arte/Folha de Pernambuco

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Tenho R$ 90 mil aplicado em poupança comum em banco privado. A taxa da poupança está muito baixa, qual aplicação para aumentar meus rendimentos? - Alexander Cigagna

Depende da sua disposição à riscos e o tempo que pode dispender sobre esse investimento. Como o valor estava, até então, na poupança, é muito provável que você tenha aversão à riscos, aceitando receber um rendimento menor, conquanto que isso seja garantido. Nesta opção, Letras do Tesouro Nacional em geral, irão render mais que a poupança. Dê preferências aquelas pré-fixadas, já que a tendência é que a taxa de juros volte a cair seguindo o ideal do novo governo. Se você tiver tempo e disposição, com um perfil arrojado, seria válido conhecer os investimentos na Bolsa de Valores. Você pode tanto procurar o seu gerente bancário, como também uma Corretora de Investimentos que vão lhe instruir melhor. Mas lembre-se, em ambas as opções, não esqueça de diversificar seus investimentos! Apostar tudo numa cesta só não costuma ser a melhor opção!

Qual a melhor forma de investir R$ 38 mil na bolsa de valores para um retorno rápido? - José Carneiro

A melhor forma de se instruir sobre a Bolsa de Valores é conversando com seu gerente bancário, responsável de uma Corretora de Valores ou com um Consultor de Negócios especialista na Bolsa. Atualmente temos alguns setores que estão em retomada do crescimento como o da construção civil. O retorno rápido desejado implica ou num ALTO risco ou numa rentabilidade MENOR. Quaisquer que seja sua opção, conversar diretamente com um especialista vai tirar todas suas dúvidas e acelerar o processo de investimento em si.

Tenho investido em previdência privada e na poupança. São boas opções para investimentos? - Alexsandra Cezário

A previdência privada é uma opção muito válida para quem não consegue poupar por si só e acaba gastando o valor que não poderia. Diferentemente da poupança, onde temos plena liquidez, ou seja, é possível sacar o valor e gastar a qualquer momento, a previdência privada impede o beneficiário de cair em tentação. Ambos os casos tem um rendimento muito baixo, principalmente quando projetamos os valores atuais da taxa Selic. Idealmente e, se possível, seria bom investir o valor que está na poupança numa Letra do Tesouro Nacional pré-fixada. Já o valor da previdência privada, pode continuar a investir que vai ser uma excelente fonte de renda quando você mais precisar.

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Quais investimentos livres de Imposto de Renda são mais vantajosos para quem tem R$ 10 mil para investir sem saque nos próximos cinco anos? - Lívia Diniz

Livia, acredito que as melhores opções disponíveis no mercado hoje para produtos isentos de IR seriam as LCIs/LCAs, que são títulos emitidos por instituições financeiras e, por tanto, detém a proteção do FGC. Há emissões que são negociadas a taxas em torno de 95% do CDI, isentas de IR. Considerando o benefício, seria similar a um título de mais de 110% do CDI, com IR (a depender do prazo da aplicação). Além deste, você também tem a opção de fundos de debêntures incentivadas. Este tipo de fundo apenas adquire títulos de dívida de infraestrutura e também são isentos.

O que devo levar em conta para investir em empresas que estão começando na bolsa? - Luiza Pascoal

Em qualquer análise do mercado de ações, você deve observá-la como um investimento em participação acionária. É importante ter em mente que você deve ter a visão de sócio da empresa. Imprescindível conhecer o modelo de negócio, setor de atuação, quais perspectivas de crescimento, equipe de gestão, práticas de governança corporativa, ambiental e social. Além disso, analisar os demonstrativos financeiros, como foi o crescimento de receita, lucro e margens nos últimos anos, se tem histórico de pagadora de dividendos, nível de endividamento frente a sua geração de caixa. É bom avaliar empresas negociadas abaixo do seu valor justo, um bom ponto de partida é avaliar os múltiplos de mercado.

O que devo levar em consideração para escolha da melhor empresa de finanças para me auxiliar nos investimentos? - Marina Dias

Considero importante levar em consideração o histórico da empresa, a quantos anos atua no mercado e como foi sua evolução. A capacidade técnica dos sócios e equipe da empresa também é muito importante, além dos serviços que ela está apta. O principal é avaliar os possíveis conflitos de interesse que possa haver na companhia. É crucial que o objetivo da empresa, em primeiro lugar, seja atender as necessidades de seus clientes em busca dos seus sonhos financeiros.

 

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Qual o melhor investimento em renda fixa para quem tem perfil conservador? - André Carlos

O melhor investimento para quem tem perfil conservador são as Letras do Tesouro Nacional (LTN), conhecidas como Tesouro Prefixado. É uma modalidade de investimento considerada segura e rentável, que tem crescido muito nos últimos anos em popularidade. Com as sucessivas quedas na taxa de juros e desejo do governo de manter tais políticas, pode não ser fácil encontrar LTN que tenham rendimentos chamativos no curto prazo, mas a partir de 60 meses, os rendimentos tendem a ser significativamente maior que a poupança.

Quais os melhores investimentos para quem quer garantir uma boa rentabilidade, mas com taxa de administração baixa? - Marina Cardoso

Isso varia com a liquidez que você deseja e a rentabilidade esperada. Esse tipo de investimento, com taxa de administração baixa, notadamente, apresenta duas possibilidades. Com alta ou baixa liquidez, ou seja, você pode retirar o dinheiro quando quiser; e com alto e baixo risco. Investimentos de alta liquidez e baixo risco, tendem a ter projeções de rendimento menor. Por outro lado, investimentos de alto risco e com liquidez alta, tendem a ter uma taxa de administração baixa. A sua escolha deve ser entre o risco e quanto deseja lucrar, lembrando que quanto maior o risco, maior o lucro.

Com a taxa de juros em baixa, o Tesouro Direto deixa de ser uma opção atrativa? - Juliana Martins

Depende do seu perfil, se é arrojada ou conservadora. Se for conservadora, o tesouro direto nacional continua a ser mais rentável que a poupança a partir de 12 meses de investimento, por causa da taxa de compra e venda. Já se for arrojada, melhor optar por operações na Bolsa de Valores. Conversar com gerente do seu banco ou entrar em contato com uma corretora de investimento pode esclarecer qual seu perfil.

 

Dinheiro
DinheiroFoto: Divulgação

Nesta quarta-feira (5), o Banco Central promoveu o quinto corte na taxa básica de juros do governo de Jair Bolsonaro. De 6,5% ao ano em julho de 2019, a Selic agora está a 4,25%, mínima histórica. A queda na taxa básica de juros é uma maneira de estimular a economia, já que o custo do crédito fica mais barato e aplicações de renda fixa, menos rentáveis.

A poupança, principal investimento dos brasileiros, fica ainda menos vantajosa. Desde novembro, o seu rendimento já é negativo. Ou seja, perde para a inflação. Isso porque ela rende a Taxa Referencial (TR), hoje zerada), mais 70% da Selic, o equivalente a 2,975% ao ano no momento.

A inflação em 2020 segundo a previsão do mercado, deve ficar em 3,4%, o que deixaria o investimento real negativo em 0,425%, no ano. Para não perder dinheiro, especialistas recomendam realocar os investimentos em modalidades mais rentáveis, de acordo com o perfil do investidor.

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Primeiro de tudo, é necessário garantir a reserva emergencial, que consiste em seis meses de gastos mensais alocados em um investimento de renda fixa que supere a inflação e possa ser resgatado a qualquer momento, como o Tesouro Selic e CDBs (Certificado de Depósito Bancário) acima de 100% do CDI, para ser utilizado em caso de desemprego ou emergências médicas para evitar a contração de dívidas.

Com o dinheiro de emergência garantido, a dica para obter mais retorno é entrar no mercado de renda variável de maneira moderada. Os analistas recomendam que o volume investido varie de acordo com apetite a risco e com a necessidade de cada investidor, com no máximo 40% dos investimentos em ações, no caso de um investidor mais arrojado.

Como o brasileiro tradicionalmente investe em renda fixa e não está tão acostumado ao mercado acionário, a recomendação é investir gradualmente e de forma indireta, via fundos multimercado, de ações e ETFs (Exchange Traded Funds), de forma a minimizar o risco.

Outra dica é manter no mínimo 30% das aplicações em renda fixa e, segundo especialistas, de preferência no Tesouro IPCA, que garante um retorno acima da inflação.

Os demais produtos do Tesouro (IPCA e prefixado) podem gerar perda de rentabilidade em caso de resgate antes do prazo. A recomendação é alinhar quando o investimento será utilizado, como a compra de um imóvel, por exemplo, com o produto e seu respectivo prazo de vencimento.
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Como saber seu perfil de investidor:

Conservador
O conservador preza estabilidade do investimento. Ele quer saber qual será o rendimento ao fim do mês, sem arriscar perder dinheiro ou ter surpresas no meio do caminho. No passado, mantinha toda a carteira em renda fixa, mas, com a queda da rentabilidade, analistas recomendam uma pequena alocação em fundos multimercado.

Moderado
O moderado aceita mais oscilações nos investimentos, especialmente a longo prazo, mas também preza a garantia do retorno. Sua carteira é mais diversificada do que a do conservador, com maior espaço para a renda variável.

Arrojado
O arrojado está mais disposto a correr risco em nome do retorno maior. Ele tem mais tranquilidade para lidar com oscilações bruscas do mercado de renda variável, que ocupam boa parte da carteira.

Agressivo
O agressivo não tem medo de perder em algumas aplicações para ganhar em outras. Ele tem sangue frio para aguentar o tranco de uma queda brusca de ações.

- É importante destacar que investimentos devem ser encarados como de médio a longo prazo. Investimentos com retornos de curto prazo podem ser muito arriscados e levar a prejuízos. Geralmente, corretoras e bancos avaliam o seu perfil, de acordo com idade, renda profissão e objetivos.

Como diversificar investimentos

Depende do apetite a risco: pessoas de perfil conservador devem ter a menor parte da carteira em ações, por exemplo. Antes de diversificar, é preciso ter uma reserva equivalente a seis meses de gastos. Esse montante fica em investimentos pós-fixados.

Tipos de investimento:

Pós-fixados

Acompanham a taxa de juros. Se o juro sobe, a rentabilidade aumenta; se ele cai, o ganho diminui. São os investimentos mais seguros, e mesmo as pessoas mais arrojadas têm uma parcela de seu dinheiro nesses produtos.
Opções: poupança, CDBs, LCA e LCI, Tesouro Selic e fundos DI;
Como diversificar: CDBs de bancos pequenos, vendidos em corretoras, pagam mais que os grande bancos, até 120% do CDI. A aplicação é longo prazo, e o dinheiro fica parado até o vencimento.

Prefixados

Têm uma taxa de juros combinada no momento da aplicação, que não muda mesmo que a Selic suba ou caia. Há risco em caso de venda antecipada e é o primeiro patamar de diversificação.
Opções: Tesouro prefixado e CDBs de bancos pequenos.

Inflação

São investimentos que pagam uma taxa de juros fixa mais a variação da inflação no período. Mudam de preço todo dia, então, para evitar risco perdas, o investidor precisa mantê-los até o vencimento.
Opções: Tesouro IPCA+ e CDBs de bancos pequenos.

Fundos multimercados
Investem em mais de um tipo de ativo. Geralmente combinam aplicações conservadoras, como títulos públicos, com ativos mais arriscados, que podem ser dívidas em empresas, ações e dívidas de empresas no exterior. Para saber no que um fundo investe, é preciso ler o informativo.

Ações
Para pessoas de perfil arrojado. É possível escolher papéis individualmente ou investir por meio de fundos ativos ou aqueles que acompanham um índice (ETFs).

Glossário dos investimentos

- Os principais investimentos de renda fixa de bancos são CDBs, LCAs e LCIs; quanto maior o banco, menor a remuneração, porque o risco de calote é menor; as letras de crédito são isentas de IR; em caso de calote, há cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira;

- Empresas emitem debêntures, e o dinheiro vai para financiar investimentos; quem compra uma debênture corre o risco de calote da empresa, já que não há garantia do FGC; ao investir em uma debênture, corre-se o o risco de calote da empresa; quando o dinheiro é destinado a obras de infraestrutura, há isenção de Imposto de Renda;

- No investimento prefixado, o rendimento é conhecido na hora da aplicação; é vantajoso quando há expectativa de queda de juros; no momento atual, os títulos mais longos consideram que as taxas vão subir mais que o mercado considera que vá acontecer; por isso, há chances de rendimento maior;

- O Tesouro IPCA+ paga uma taxa de juros fixa mais a variação da inflação; esse investimento garante o poder de compra do dinheiro em aplicações de longo prazo, mas pode sofrer oscilações de preços e gerar perdas em caso de resgate antes do vencimento;

- CDI é uma taxa de juro que acompanha a Selic e costuma ser referência para remuneração de investimentos de renda fixa emitidos por bancos. Hoje ela está a 4,157%;

- ETFs são fundos que replicam um índice de ações, como o Ibovespa; o ganho desse fundo será, ao final de um período, o mesmo registrado pela Bolsa; como é um fundo passivo (não há um gestor tomando decisões de investimento), tem taxas mais baixas.

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Qual a melhor forma de investir para quem não tem como guardar dinheiro? - João Alencar

É possível sim investir sem guardar parte do seu salário. Mas isso trata-se de uma estratégia utilizada por investidores profissionais, no qual utiliza-se de capital de terceiros para investir. Este capital é ancorado a contratos de empréstimo ou financiamento, com prazos e taxas previamente definidos, assim pode utilizar o na compra de ações de empresas que tem expectativas de crescimentos. Aconselho para investidores iniciantes guardar um pouco de dinheiro no mês, pois você pode investir com menos de R$100,00 no Tesouro Direto e no Certificado de Depósito Bancário, por exemplo.


Tenho R$ 35 mil para investir. É melhor dar entrada em um apartamento ou morar de aluguel e investir esse dinheiro? - Ana Couto

Você precisa levar em consideração o valor do apartamento com intenção de compra, pois dando essa entrada, o valor restante financiado faz toda diferença na análise, bem como, os juros+TR o prazo do financiamento e se o imóvel será na planta ou não. Se você comprar um imóvel de R$ 440 mil, por exemplo, com juros de 10%+TR, sua parcela média ficará em torno de R$ 2,4. Se você pagar um aluguel de R$ 1,3 mil e investir o valor a uma taxa média de mercado atualmente, você poderia em menos de 17 anos chegar ao valor de comprar o apartamento.


Se a minha poupança não estiver rendendo como o esperado, qual tipo de investimento eu procuro para substituir esse sem correr riscos? - Juliana Dias

Primeiramente todo investimento corre riscos, e de fato, o rendimento da poupança é muito baixo ao de mercado. Como investimento de baixo risco, sugiro investimento em renda fixa, em duas modalidades: prefixado e pós fixado, cuja rentabilidade o investidor tem maior clareza de quanto poderá receber no final, ou até mesmo já saber o retorno na data da aplicação do mesmo.

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