Placas solares
Placas solaresFoto: Divulgação

Um crescimento importante foi atingido pelo Brasil: o País saltou de 184 megawatts (MW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica em 2017 para 501,9 MW em 2018. A marca histórica de mais de 500 MW são de sistemas implantados em consumidores de pequeno e médio porte, como residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos. As placas fotovoltaicas desses sistemas são colocadas em telhados, fachadas, estacionamos e construção de pequenas usinas.

O mapeamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apontou um cenário em que os consumidores estão buscando formas de redução da conta de energia elétrica. “Esse aumento foi devido principalmente à redução do preço da tecnologia de instalação do sistema fotovoltaico. Desde 2010, a instalação está 83% mais barata. E outro fator importante foi pelo aumento da conta de energia dos consumidores acima da inflação”, explicou o CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, que também acrescentou a importância de instituições financeiras estarem oferecendo linhas de crédito para essas instalações.

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Pelo estudo, Pernambuco ficou em 10ª lugar no ranking nacional. O Estado apresentou no ano passado 16,2 MW de potência instalada, o equivalente a 3,2% do total do Brasil. “Pernambuco tem um potencial solar privilegiado, está entre os melhores do Brasil. Porém está na 10ª posição nacional, tem muito a crescer”, avaliou Sauaia, ao complementar que a Absolar recomenda melhoria de programas de instalação fotovoltaica em prédios escolares e hospitais, por exemplo, para reduzir custos do Estado. “Além disso, pode-se incorporar a tecnologia em habitacionais e projetos do agronegócio”, disse o CEO. Em primeiro lugar no ranking nacional ficou Minas Gerais, representando 109,5 MW de potência instalada, equivalente a 21,8% do total brasileiro.

Apesar do crescimento, o Brasil ainda está no início do desenvolvimento solar fotovoltaico. “Austrália, França e Espanha já passaram de 10.000 MW de potência instalada da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica. Nesse cenário, estamos atrasados em 15 anos”, disse Sauaia.

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