Bruno Schwambach, secretário de desenvolvimento econômico de Pernambuco
Bruno Schwambach, secretário de desenvolvimento econômico de PernambucoFoto: Kleyvson Santos / Folha de Pernambuco

A empresa norte-americana Seaborn Networks, em parceria com um grupo de empresários pernambucanos, está investindo R$ 200 milhões na implantação de uma rede de transmissão via cabos submarinos. Com os cabos de fibra ótica, é possível transmitir dados como voz, imagens e mensagens em alta velocidade. Este serviço representa um mercado que valerá US$ 21 bilhões em 2023, em nível internacional.

O aporte na estrutura foi articulado entre o Governo de Pernambuco e pela Prefeitura do Recife há cerca de dois anos, com os investidores dos Estados Unidos. O cabo submarino conecta Recife com São Paulo, e Nova York, possibilitando uma ampliação das possibilidades de negócios para o Estado.

Até o final do ano, a Seaborn deve finalizar os trâmites para o licenciamento, providenciando a parte técnica, e a operação está prevista para o segundo semestre de 2021. Serão instalados 500 quilômetros, fazendo uma ligação entre o Recife e a já existente estrutura de 10,5 mil km de cabos do SeaBras-1, que começa em Nova York e vai até São Paulo, pelo fundo do mar. A velocidade de transmissão será de 12 Tbps (terabits por segundo).

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De acordo com o governador Paulo Câmara, a parceria entre os investidores deve trazer bons frutos possibilitando a instalação de novos empreendimentos no Estado. “A parceria da Seaborn com investidores locais vem reforçar nossa condição estratégica no Nordeste, abrindo um grande conjunto de alternativas para a instalação de novos empreendimentos e a ampliação de uma série de outros, gerando mais empregos e renda”, disse o governador.

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Bruno Schwambach, a chegada dos cabos foi fruto de esforço do governo estadual para atrair mais investimentos, o que pode atrair a criação de Centro de processamento de dados, os Data Center. “As empresas que hoje tem maior valor no mundo são de dados e tecnologia. Para pensar no futuro do Estado vamos estar conectados a essa estrutura, e por isso fomos a busca de parceiros, temos a expectativa de ser um hub de atração de Data Center, porque se conectam o mundo, onde estão os cabos, estão Data Center. Estamos entrando em um novo ciclo de tecnologia, em um nível de performance maior, temos que usar isso para atrair investimentos futuros”, disse Schwambach.

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