Na palestra foram discutidos alguns números para fundamentar a necessidade de aprovação da Reforma
Na palestra foram discutidos alguns números para fundamentar a necessidade de aprovação da ReformaFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Um tema que vem deixando os trabalhadores atentos a cada novo passo dado pelo Governo Federal é a Reforma da Previdência. Na manhã desta sexta-feira (28), uma palestra sobre o assunto, intitulada de Reforma da Previdência - Indispensável ao Ajuste Fiscal e à Retomada do Crescimento Econômico, aconteceu no auditório do JCPM Trade Center.

No encontro, foram discutidos alguns números para fundamentar a necessidade de aprovação da reforma. O economista e pesquisador da FIPE/USP Paulo Tafner e o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, foram os palestrantes.

“O Governo apresenta aquilo que acha ideal. No entanto, está consciente de que o Congresso fará as alterações que forem cabíveis”, explica o secretário, que defende o texto apresentado, mas diz ainda haver abertura para mudanças. “O processo de Emenda Constitucional só é bem feito quando todos os agentes se conformam para chegar ao final de um resultado que a sociedade espera”, destaca Bianco.

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“Pesquisas mostram que 60% da população é a favor da reforma. Com a aprovação, não será mais possível que tenhamos aposentadorias de R$ 50 mil, R$ 60 mil, e ainda se aposentar por volta dos 40 anos. Quem se manifesta contra é porque defende interesses e privilégios e não pensa no bem estar do povo brasileiro”, destaca Tafner.

Durante o debate, vários pontos sobre a reforma da Previdência foram destacados. É o caso da aposentadoria por tempo de contribuição, que deixará de contar 80% dos maiores salários para contar todas as contribuições. “Deve-se usar um critério básico de justiça. Você deve receber como base naquilo que contribuiu. A forma atual não é muito justa e a diferença quem paga é o povo”, disse Tafner.

“A união não está e nem irá atrasar salários. A situação fiscal nos estados e municípios é grave. Existem municípios onde 95% da receita arrecadada é voltada apenas para pagar pessoal e os aposentados”, completou o economista.

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