Funcionários da Petrobras fazem greve de 24h contra redução de bônus e maior trabalho presencial
Adesão é parcial, com manifestações na sede da empresa, mas sem parada de produção. Empresa quer reduzir home office de três para duas vezes por semana a partir de abril
A greve de advertência de 24 horas realizada hoje pelos funcionários da Petrobras vem mobilizando diversas áreas da estatal. De acordo com boletim da Federação Única dos Petroleiros (FUP), há manifestações na sede da companhia, no Centro do Rio, e as plataformas não estão emitindo Permissão para Trabalho (PT), documento necessário para a realização de qualquer tarefa administrativa nas áreas operacionais. Mas não houve redução de produção.
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Segundo a FUP, a greve tem como objetivo reivindicar que os valores da remuneração variável (que é o pagamento adicional ao salário base e varia de acordo com o desempenho do funcionário ou da empresa) não sejam reduzidos e evitar que a estatal amplie a exigência de trabalho presencial.
Mas a adesão foi parcial, há relatos de gerências que não tiveram suas atividades afetadas.
"A expectativa foi atendida, e a categoria atendeu ao chamado de paralisação", disse a FUP em nota. A Federação lembrou que a greve não tem como objetivo paralisar a produção, mas sim servir como um "alerta para a alta gestão da empresa, no sentido de valorizar a mesa de negociação com os sindicatos, evitando a implementação de medidas unilaterais que prejudiquem os trabalhadores".
Em janeiro, a Petrobras anunciou a redução do home office de três para dois dias por semana a partir de abril, o que inclui funcionários concursados e cargos de confiança.
Além disso, a FUP afirma que foi apresentada pela empresa, nos simuladores de dezembro do ano passado, uma redução de 31% nos montantes a serem pagos em remuneração variável.