Haddad diz que impacto fiscal do pacote ficará próximo de R$ 70 bi após mudanças na Câmara
Ministro afirmou que projeto sobre militares não deve ser votado neste ano
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que acredita que o impacto fiscal do pacote de contenção de gastos não mudará muito após as mudanças que estão sendo realizadas na Câmara dos Deputados.
Já foi retirada a limitação de compensações tributárias no projeto que trata de gatilhos e as medidas referentes ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) devem ficar menos duras.
Inicialmente, o governo estimou uma economia de cerca de R$ 70 bilhões em dois anos com o pacote.
— Acredito que o impacto fiscal ficará próximo do que nós calculamos (mesmo com mudanças da Câmara). A ordem de grandeza vai ser bem parecida.
O ministro deu a declaração após deixar a residência oficial do Senado, onde se reuniu com o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e lideranças.
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Haddad afirmou que a votação das propostas no Senado só depende da chegada do texto após a votação na Câmara dos Deputados. Segundo eles, os relatores dos projetos estão sendo definidos por Pacheco e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, mas devem ser "pessoas próximas".
— Já estão negociando com os líderes. Acreditam que a redação que está sendo dada na Câmara contará com o apoio dos senadores. Estamos com a expectativa de votar tudo (nesta semana).
Haddad se refere aos primeiros três projetos sobre o assunto. A proposta que muda a previdência dos militares, enviada nesta semana, deve ficar para o ano que vem. O texto prevê uma idade mínima de 55 anos para as três Forças a partir de 2032 foi enviado pelo governo ao Congresso.
Em relação à reforma do Imposto de Renda, Haddad disse que não conversou ainda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o momento do envio. O anúncio dessa medida vem causando grande estresse no mercado financeiro.
— Como houve a confusão, estamos focando na aprovação das medidas (de gastos). Assim que tiverem aprovadas e sancionadas, passamos para a próxima fase
S&P
O ministro ainda comentou sua reunião com representantes da agência de classificação de risco S&P na manhã de hoje. Segundo Haddad, não houve conversas sobre rating.
— Falamos sobre crescimento, olham muito para isso, e o Brasil teve o maior crescimento desde 2011. Inflação, apesar do choque de oferta, é de certa maneira abaixo do que se previa, apesar do choque oferta climático no Sul e no Centro-Oeste. E perguntaram sobre o impacto das medidas fiscais.